8 coisas sobre a AIDS que você precisa saber (mas, provavelmente, não sabe)


laço vermelho símbolo da luta contra a AIDS
É hora de acabar com os "mitos" sobre a AIDS

Mitos, preconceitos e talvez até um pouco de ingenuidade. Embora — aparentemente — bastante conhecida, a AIDS continua sendo uma doença envolta em “achismos”.


Boa parte da população tem ideias bastante equivocadas sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e o vírus HIV.


A maior prova disso é o índice alarmante de novos contágios.


De acordo com o Boletim Epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde no fim do ano passado, o Brasil registrou 43.941 novos casos de HIV e 37.161 casos de AIDS.


O mesmo Boletim informa que, entre 2007 e junho de 2019, o número de notificações referentes às infecções pelo HIV foi de 300.496 — sendo que 45,6% desses novos casos se concentra na região Sudeste.


Esses dados são relevantes para trazer à tona a primeira coisa que você precisa saber sobre a AIDS: ela não é uma doença do passado.


Portanto, se você tem uma vida sexual ativa — mesmo que esteja vivendo uma relação monogâmica há anos — está no hora de atualizar seu conhecimento sobre essa IST.


A propósito, você sabia que o termo DST (doença sexualmente transmissível) caiu em desuso?

Desde 2016, o Ministério da Saúde — seguindo o exemplo da OMS e outros órgãos do setor — passou a adotar o termo IST (infecção sexualmente transmissível) em substituição à nomenclatura antiga.

Para saber mais sobre os motivos da mudança de nome, confira o texto O que são ISTs? Como se proteger? disponível aqui no blog.

1. Muitas pessoas com HIV (vírus causador da AIDS) só têm sintomas mais de 10 anos após contraírem a infecção.


Ou seja, o HIV costuma ser um vírus “silencioso”, assintomático — e, ainda assim, transmissível.


Em função disso, o Ministério da Saúde estima que 135 mil brasileiros vivem com HIV e não sabem.


Portanto, ainda que você tenha se descuidado, há anos, em uma relação sexual sem camisinha (quer tenha sido sexo anal, oral ou vaginal) é preciso fazer o exame para detectar a IST.


Não acredite que a aparência saudável basta para provar que você (ou qualquer pessoa com a qual se relacione) esteja isento do problema.


2. AIDS e HIV não são sinônimos.


Entenda o seguinte: o HIV é o vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca células do sistema imunológico e altera o DNA.


Não há cura para a infecção. Mas existem medicamentos que reduzem a multiplicação do vírus.


Isso significa que, quando o tratamento é realizado, o soropositivo pode jamais desenvolver a AIDS — que consiste no estágio da infecção em que o sistema de defesa do organismo foi gravemente afetado.


Porém, mesmo nos casos em que a contaminação pelo vírus atinge o status de doença — ou seja, apresenta um conjunto de sintomas — é possível reverter o quadro.


3. O teste de HIV é rápido e não precisa de pedido médico.

Profissional da saúde realizando teste de HIV em paciente
Existem maneiras sigilosas e totalmente confiáveis de realizar o teste de HIV

No Brasil, o SUS oferece testes gratuitos, cujos resultados são obtidos em 30 minutos.


Você pode solicitar a testagem, de forma anônima, em postos de saúde e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).


Hoje, também existem opções de autotestes de HIV vendidos em farmácia.


Eles são confiáveis, aprovados pela ANVISA, e podem ser realizados em casa, com total sigilo.


Em algumas cidades, o SUS também disponibiliza (desde janeiro de 2019) o autoteste gratuito.


4. É possível ter uma vida sexual ativa com soropositivos sem correr riscos.


Pessoas infectadas com o HIV, que fazem uso contínuo de antirretrovirais, podem atingir a carga viral indetectável.


Ou seja, nesses casos, os níveis de HIV são tão baixos que a chance de transmissão é praticamente inexistente.


Logo, o sexo entre pessoas sorodiscordantes é uma prática viável e segura, desde que o tratamento apresente tal resultado.


Obviamente, o uso de preservativo não deve ser negligenciado — pois continua a ser a forma mais eficiente de proteção, não apenas no que diz respeito à AIDS e HIV, mas a todas as demais ISTs conhecidas.


5. Pessoas que vivem com HIV podem ter filhos.


Aqui, se aplica o mesmo princípio da carga viral indetectável.


Esse requisito, somado a outras intervenções preventivas, permite que tanto mulheres quanto homens soropositivos possam ter filhos saudáveis.


6. Qualquer pessoa pode contrair HIV.


Você jamais fez sexo oral, vaginal ou anal sem camisinha? Não recebeu transfusão de sangue antes de 1985? Nunca compartilhou seringas, agulhas ou outros objetos que cortam e perfuram a pele?


Bem, se a sua resposta a qualquer uma dessas perguntas for “duvidosa”, você se expôs

ao risco de contágio.


A ideia aqui não é deixá-lo alarmado. Mas, sim, consciente.


Décadas atrás se falava em “grupos de risco”. Hoje, sabemos que o que existem são comportamentos de risco.


E por que essa diferenciação é tão importante?


Basicamente, para impedir que certas “crendices” nos tornem, ao mesmo tempo, vulneráveis e preconceituosos.


7. O tratamento com antirretrovirais (ARV) permite vida longa e saudável.

laços vermelhos simbolizando o dia da luta contra a AIDS
Atualmente os portadores do HIV podem ter uma vida saudável

O diagnóstico de HIV positivo não é uma “sentença de morte”. Longe disso: a expectativa de vida de soropositivos é, hoje, praticamente idêntica à população soronegativa.


Além disso, com a evolução dos medicamentos, os efeitos colaterais do tratamento são mínimos — ou inexistentes.


Porém, é imprescindível enfatizar: o sucesso dos antirretrovirais depende da adesão ininterrupta ao tratamento. Bem como do diagnóstico precoce.


8. A AIDS ainda mata.


Se o diagnóstico do HIV for tardio — ou seja, quando ele evolui para a fase da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida — o sistema imunológico da pessoa infectada estará bastante fragilizado.


Isso significa que o soropositivo estará vulnerável às chamadas doenças oportunistas (infecções e cânceres).


Recuperar a saúde das defesas do corpo, nesse estágio, é bem mais complexo.


Segundo dados informados pela UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) “sem tratamento, as pessoas que são diagnosticadas com AIDS normalmente sobrevivem cerca de 3 anos. Uma vez com uma doença oportunista perigosa, a expectativa de vida sem tratamento cai para cerca de 1 ano.”

Como reverter esse quadro?


A solução se concentra no entendimento de que testes para detecção de HIV — e demais infecções sexualmente transmissíveis — não devem ser adiados.


Na verdade, precisamos encarar a necessidade de tais exames com a mesma naturalidade que abordamos outras questões relacionadas ao sexo.


E, nunca é demais lembrar: o preservativo, usado de forma correta, é seu maior aliado quando se trata de prevenção ao HIV/AIDS e ISTs.


Ou a camisinha ou a total abstinência sexual.


Qual você prefere?


Leia também: Relacionamento saudável: 6 dicas para amadurecer a relação



Clinica de Psicologia Nodari

Clínica de Psicologia Especializada em Terapia Cognitivo Comportamental.

Está localizada na Vila Mariana/SP

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