Aceitação do corpo: verdades sobre as quais precisamos falar

Atualizado: 12 de Dez de 2020


Ficar em paz com seu corpo é mais simples do que você imagina!

Você sabe qual é o maior erro sobre aceitação do corpo?


É confundir aceitação com amor.


Queimamos muitas etapas quando igualamos esses sentimentos.


Aceitar é um passo.


Amar é resultado de muitos desses passos.


E, primeira verdade que deve ser dita, o amor nem sempre acontece.


Às vezes, tudo o que ocorre é uma atitude neutra sobre determinados aspectos físicos.


Ou seja, eles apenas deixam de incomodar tanto.


Deixam de ser os principais “conselheiros” quando você decide o que vestir, por exemplo.


Eles perdem o poder de limitar suas escolhas.


E deixam de ser os protagonistas quando você se olha no espelho.


Mas “desencanar” não é amar.


Por que é tão importante distinguir aceitação do corpo de amor pelo corpo?


Vamos a outra grande verdade.


A ideia de admirar cada parte sua não é realista.


E, se colocarmos isso como uma obrigação, estaremos substituindo uma relação complicada por uma relação idealizada.


Se você pensar em termos de outros relacionamentos, isso fica mais claro.


Por exemplo, com seus colegas de trabalho.


De alguns você gosta mais, sente maior afinidade, aprecia a companhia.


Por outros, você não tem tanto apego — digamos assim.


E, se você esperar transformar cada colega “menos querido” em um grande amigo, as chances de se frustrar são imensas.


Por outro lado, se você decidir priorizar sua saúde mental e bem-estar no ambiente de trabalho, o caminho é bem mais simples — e viável.


Não é preciso construir um afeto profundo para mudar as coisas. Basta investir seus esforços numa convivência cordial.


Ou seja, você se foca em aceitar o outro, como ele é.


Sem o compromisso de ver naqueles comportamentos que te irritam algo que você deva aprender a apreciar.


Agora, considere essa metáfora de relacionamento ao pensar em sua autoaceitação corporal.


Não faz sentido usar esse tipo de parâmetro para lidar, ao menos inicialmente, com coisas que te incomodam?


Não é um objetivo mais razoável do que esperar nutrir um honesto e repentino amor pelo que te desagrada?


Se você já teve (ou tem) uma relação de profundo desconforto com certas partes do seu corpo, você entende esse ponto de vista.


Isso significa que é inútil buscar formas de amar o próprio corpo?

Para onde você olha quando fica em frente ao espelho?

Calma, a proposta que estamos comentando aqui não tem nada a ver com ausência de amor-próprio.


Muito pelo contrário!


O que estamos dizendo é que o amor-próprio não precisa ser absolutamente perfeito para existir.


Para deixar claro, vale a pena fazer um comparativo com outros relacionamentos, novamente.


Em suas relações familiares, amizades, casamento, namoro…


Você precisa amar essas pessoas em tudo que fazem, 100% do tempo?


Ou você vê “defeitos” e os deixa em segundo plano, porque o carinho é maior que as divergências?


Segunda opção, não é verdade?


Bem, com a aceitação do corpo, a sugestão é mesma.


Tudo bem ter seus dias de insatisfação.


Tudo bem analisar pontos da aparência que não te deixam maravilhado.


Um relacionamento saudável — consigo mesmo ou com os outros — não depende de aprovação incondicional.


O “truque” é não aumentar a importância dos detalhes chatinhos, já que o conjunto dos pontos positivos é muito mais relevante.


Há um meio-termo para praticar a aceitação do corpo?


A ideia de neutralidade corporal — um movimento mais conhecido como body neutrality — vem conquistando adeptos desde 2015, quando passou a ser discutida em blogs e redes sociais.


Em resumo, o body neutrality propõe que você veja seu corpo sem se preocupar tanto com o quesito aparência.


Seria, de fato, um meio-termo entre amor e ódio, buscando uma relação de reconhecimento pelo que seu corpo te proporciona, ao invés de observá-lo pelas lentes da beleza.


Muitos psicólogos e psiquiatras consideram a neutralidade corporal um objetivo muito mais produtivo que a positividade corporal (amar o corpo exatamente como ele é).

A neutralidade corporal é um movimento que vem conquistando adeptos pelo mundo.

Para pessoas que sofrem com distúrbios alimentares, depressão pós-parto ou situações traumáticas, por exemplo, o salto para o amor pelo corpo pode ser um desafio extremamente difícil.


A pressão para esse salto pode, inclusive, ser um agravante adicional para lidar com o problema.


Por não conseguir ir de um extremo (rejeição) ao outro (aprovação), a pessoa pode se sentir ainda mais oprimida e incapaz.


Já a aceitação do corpo, pelo viés da neutralidade, estabelece que a pessoa tem direito de não estar totalmente feliz com a aparência.


Mas, como o corpo é mais que uma imagem, é possível cultivar um sentimento de autoestima e gratidão pelo que ele permite viver.


Ou seja, body neutrality equivale a ver o corpo como um veículo.


Como uma ferramenta valiosa (portanto, digna de cuidados), por meio da qual podemos realizar sonhos, trabalhar, viajar… E aproveitar as sensações de novas experiências.


Como trabalhar a aceitação do corpo?


A aceitação corporal é uma jornada — não uma chave que você liga ou desliga.


Logo, tenha paciência, seja perseverante e teste estratégias que te ajudem a encontrar um ponto de equilíbrio.


Aqui, vamos listar alguns recursos para você considerar:


1. Observe seu diálogo interno (as coisas que diz para você mesmo).


Se ele estiver carregado de mensagens negativas, procure reformular os pensamentos.


A terapia cognitivo comportamental (TCC) será de muita utilidade nesse sentido.


Procure um psicólogo especializado nessa abordagem.


No blog da Clínica de Psicologia Nodari você encontra vários textos que esclarecem as técnicas usadas em TCC (clique no link para ver títulos de seu interesse).

2. Procure pontos que você gosta no seu corpo.


Mesmo que pareçam pequenos detalhes.


O que importa é reconhecê-los e dar mais atenção a esses aspectos.


3. Pratique gratidão pelo seu corpo,


Como?

Desenvolvendo constante consciência sobre as realizações que ele te proporciona no dia a dia.


4. Busque referências visuais menos estereotipadas.


Na televisão, filmes e redes sociais, há uma enxurrada de imagens filtradas, maquiadas, editadas…


Quando elas são tudo o que consumimos, ficamos presos à expectativa de atender ao mesmo padrão (“zero defeitos”).


Porém, nesses mesmos veículos, é possível encontrar diversidade de corpos, estilos, cabelos, pele, raças, idades…


Que tal, então, procurar por essas referências e se permitir novos parâmetros ao pensar sua identidade?


Uma dica é visitar o perfil @movimentocorpolivre e ver publicações marcadas com a hashtag #corpolivre no Instagram.


Se você quiser deixar sua opinião ou contar sua experiência sobre aceitação do corpo, fique à vontade para escrever seu depoimento no espaço dos comentários!




Clinica de Psicologia Nodari

Clínica de Psicologia Especializada em Terapia Cognitivo Comportamental.

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