Anorexia: como ajudar alguém que sofre com o transtorno?


Saber como falar com alguém que sofre com a anorexia é crucial para poder oferecer ajuda

Falar sobre anorexia não é fácil.


Tanto para quem sofre com o transtorno. Quanto para quem sabe (ou desconfia) que uma pessoa querida está passando pelo problema.


Existe um jeito certo de falar sobre o assunto?


Que perguntas fazer, quais palavras evitar, que conselhos dar?



Antes de tentar qualquer conversa, saiba duas coisas:


  1. A pessoa com anorexia se vê de um modo diferente daquele que você a enxerga.

  2. Os motivos que levam uma pessoa a desenvolver um transtorno alimentar não são simples de resolver. Podem estar associados com traumas emocionais ou fatores genéticos, por exemplo. Logo, se você não é médico nem terapeuta, não tire conclusões — nem tente lidar com a situação sozinho.


Seu próximo passo é buscar informações confiáveis sobre a anorexia.


Não pense que o que você aprendeu com aquele personagem de novela te dá conhecimento suficiente.


Obras de ficção podem ser ótimas para despertar nosso olhar para problemas de saúde mental.


Mas elas não têm o compromisso de trazer toda a realidade.


Até porque esse objetivo seria impossível, já que cada história de anorexia é única.


O ideal é que você procure sites e blogs sobre saúde, produzidos por profissionais, para ter um entendimento livre de mitos e preconceitos sobre a doença.


Aqui, no blog da Clínica de Psicologia Nodari, publicamos um artigo que pode te ajudar.


O título, “Anorexia e Bulimia: entenda quais são as causas, sintomas e complicações desses transtornos alimentares”, indica as informações que você irá encontrar.


É normal que você tenha dúvidas e precise de mais informações.


Nesse caso, você pode escrever todas as suas perguntas no campo dos comentários, no final do texto.


Suas questões serão respondidas pelos psicólogos da Clínica Nodari.



Outra coisa que você deve observar é a escolha do momento certo para ter a conversa.


É preciso encontrar a hora e o local certo para falar sobre um assunto tão complexo

Privacidade é extremamente importante.


Ninguém se sente à vontade para falar de seus problemas mais íntimos quando outras pessoas podem ouvir.


Então, quando for manifestar suas preocupações, faça isso quando estiverem a sós. Num lugar livre de interrupções.


Desligue seu celular. Dê atenção exclusiva.


E jamais puxe o assunto no meio de uma discussão.


Isso deixará a pessoa na defensiva. E você, provavelmente, falará coisas das quais vai se arrepender em seguida.



Esteja preparado para negativas.


A pessoa com anorexia pode afirmar, com muita convicção, que você está errado.


Muitas vezes, por vergonha de admitir o transtorno.


Também é comum que aqueles que sofrem com distúrbios alimentares não vejam seu comportamento como algo perigoso.


Afinal, não é porque você tem um problema que está imediatamente ciente de todos os riscos que ele envolve.


Lembre que você e a outra pessoa percebem a situação de um modo diferente.


Para ela, a anorexia pode ser aceitável porque se tornou uma “resposta” a um incômodo que sente em relação ao próprio corpo.


Esse incômodo é um pensamento obsessivo, que ela vê como verdade.


Por isso, enquanto não encontrar outras formas de lidar com o pensamento obsessivo, será difícil ver a anorexia como um erro.



Mas não fuja do assunto.


Seja honesto e direto sobre o que está te preocupando.


Mostre que você se importa e seu objetivo é querer vê-la bem, com saúde.


Evite qualquer insinuação que pareça uma acusação ou julgamento.


Prefira manter uma atitude de apoio, dizendo que você estará disponível quando a pessoa se sentir preparada para falar sobre sua condição.


E quando a conversa sobre anorexia, enfim, acontecer?


Agradeça e seja digno da confiança que está sendo depositada sobre você.


Entenda que seu papel é ser um bom ouvinte, permitindo que a pessoa se sinta livre para dizer como se sente e quais dificuldades está enfrentando.


Nada de fazer críticas ou dar sermões!


Se não souber o que dizer, admita isso.


O importante não é o que você tem a falar e sim a sua capacidade de ouvir com empatia.



Pergunte como você pode ajudar.


Buscar a ajuda profissional especializada sempre é a melhor escolha

Uma vez que a pessoa se abriu com você, ela está se propondo a enfrentar a anorexia.


Talvez ela já tenha feito várias tentativas para sair da situação sozinha.


Então, não imagine que conselhos banais serão “transformadores”.


Admita que você entende a complexidade da situação. E, por isso mesmo, percebe que a busca de bons profissionais é o caminho correto.


Sugira ajudar na pesquisa de um psicólogo com o qual a pessoa se sinta confortável para compartilhar sua experiência com a anorexia.


Se ofereça para acompanhá-la na primeira consulta.


Apoie o tratamento, sabendo que as soluções não são imediatas e, mesmo que muito comprometida com a mudança, a pessoa pode ter recaídas.


Se você precisar de orientações para saber como agir no processo de recuperação, será útil que você também converse com um psicólogo.


Essa sugestão é especialmente válida quando a pessoa com anorexia é alguém de quem você é muito próximo.


Terapia familiar e participação em grupos de apoio são outros recursos que você pode explorar.




Clinica de Psicologia Nodari

Clínica de Psicologia Especializada em Terapia Cognitivo Comportamental.

Está localizada na Vila Mariana/SP

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