Ciúmes: como controlar? 5 dicas para acabar com o ciúme e a insegurança



Convenhamos, sentir ciúmes é absolutamente normal. Por mais desagradável que seja, a sensação faz parte da condição humana.


Logo, assim como outras emoções negativas — tristeza, frustração, raiva… — o ciúme não significa um problema. Desde que apareça ocasionalmente!


O que você precisa avaliar, com honestidade, é o quanto o sentimento está presente no seu dia a dia.


Em seu relacionamento, é comum que ocorram brigas por desconfianças bobas? Você vigia as redes sociais de seu parceiro? Fiscaliza seus passos? Entende como ameaça toda conversa que ele tem com alguém do sexo oposto?


Se a preocupação com traições é rotineira, há algo de errado. Com você, com seu par, com sua relação.


E, pelo bem de sua saúde mental, é hora de aprender a controlar os ciúmes. Ou, sem que perceba, o ciúme é que passará a controlar você.


Ciúmes: de quem é a culpa?


Segundo Jenni Skyler, especialista em sexologia e diretora do The Intimacy Institute, o ciúme é motivado por dois medos básicos: o medo da rejeição e o medo de não ser bom o suficiente.


É tentador culpar o parceiro pelo despertar do sentimento. Mas, na verdade, o ciúme reflete, em primeiro lugar, nossas próprias inseguranças.


Portanto, não apresse suas conclusões. Assuma um olhar crítico sobre suas reações e comportamento.


Antes de acusar o outro, interrogue os motivos de seus medos. Perceba o que eles revelam sobre sua autopercepção e história de vida.


A pergunta que fica é: como fazer essa autoanálise? Como identificar as razões profundas e aprender a controlar os ciúmes?


Calma, não deixaremos você sozinho nessa jornada!


Leia as dicas que elaboramos para lhe auxiliar na investigação das causas do ciúme e saiba como livrar seu relacionamento desse veneno.


1. Concentre-se na sua autoestima


Você pode estar com uma pessoa extremamente carinhosa, atenciosa e apaixonada. Mas, se a relação que tem consigo mesmo estiver abalada, há grandes chances de transferir essa insatisfação para o outro.


Se as suas crises de ciúmes acontecem porque você acredita que seu parceiro tem interesse em outras pessoas, pare um instante para observar.


É ele quem está vendo atributos mais sedutores nessas figuras ou é você quem está escolhendo se comparar? A insegurança tem origem no olhar do parceiro ou na sua baixa autoestima?


Pode soar um clichê, mas empoderamento é a chave para resolver esse tipo de dilema. Enxergue e admire suas características únicas. Sinta o poder de sua autenticidade. Valorize seus “encantos”.


Quando você se ama, não duvida que é capaz de inspirar afeto genuíno. Não perde tempo imaginando a infidelidade à espreita. Afinal, você “se garante”.


Então, cuide-se bem. Dê a si mesmo o tratamento que espera do outro. Seja, em suas atitudes, um exemplo do que julga merecer.


2. Afaste os fantasmas das relações passadas


Talvez você seja uma pessoa ciumenta porque sofreu com traições, em relacionamentos anteriores. Agora quer se proteger e mantém o radar em estado de alerta. Cansativo, não?


Em vez de embarcar nessa neurose, acorde para o fato de que você está em uma nova experiência.


As pessoas são diferentes e não é justo considerar o parceiro atual como uma “extensão” de vivências, que não lhe dizem respeito.


Certifique-se de colocar um ponto final na história que acabou. Fuja de comparações que o impedem de, verdadeiramente, seguir em frente.


E quando o “fantasma da relação passada” não é o seu ex, mas o ex de seu par?


Você teme que ele ainda tenha sentimentos pela pessoa com a qual conviveu? Acredita que ele daria uma chance à reconciliação?


Nem sempre um relacionamento chega ao fim de forma traumática. Logo, é natural que as pessoas falem sobre namoros ou casamentos anteriores com carinho e respeito. Isso não significa que estejam dispostos a reatar laços amorosos.


As menções são exageradas ou a proximidade lhe incomoda? Então, seja honesto, expresse suas interpretações.


Não se trata de apagar as lembranças — o que seria impossível. O segredo é não deixar que elas norteiem o presente. Esse deve ser o seu compromisso — e o de seu parceiro, também.


3. Confie na sua relação


Existem inúmeras possibilidades de pares românticos por aí. Se você e seu parceiro estão juntos, não é por falta de opção. Vocês se escolheram.


Ao sentir ciúmes, lembre desse raciocínio simples e objetivo.


O que os mantém unidos não é a ausência de contato com outras pessoas. Mas o prazer que sentem na companhia um do outro.


O bem-estar que o relacionamento representa é o grande responsável pela fidelidade. Nenhuma vigilância ou invasão de privacidade substitui essa premissa.


4. Converse ao invés de acusar


A imaginação de um ciumento voa longe. Uma ligação que não foi atendida, um atraso ou uma observação despretensiosa sobre alguém, pode se transformar num atestado de traição.


Controle seus pensamentos! Eles não provam nada!


Acusações infundadas deixarão seu parceiro na defensiva, o que pode levar a discussões em vez de soluções.


Mesmo quando existem motivos para seu incômodo, respire fundo e ignore o instinto de ataque. Prefira dizer como se sente para que, juntos, encontrem formas de contornar o problema.


Esteja aberto a ouvir as explicações do outro. Se você não consegue dar crédito às argumentações apresentadas, precisa reavaliar a saúde de seu relacionamento.


5. Procure por ajuda profissional


Dependendo do quanto o ciúme está “entranhado” em sua mentalidade, é possível que não consiga se livrar dele sozinho. Levará esse hábito para todos os seus relacionamentos, sempre encontrando novos motivos.


Nesse caso, para evitar uma vida amorosa infeliz, procure por terapia. Com a ajuda de um psicólogo, você conseguirá entender o que há por trás dos ciúmes que o atormentam e, assim, aprender a administrá-los.


Não há relacionamento a dois que se sustente sem uma relação individual bem-resolvida!


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