Ciúmes: como controlar? 15 dicas para acabar com o ciúme e a insegurança

Os ciúmes estão acabando com seu relacionamento? Saiba quais são as orientações de especialistas para se livrar do problema.


como controlar o ciumes
O ciúme excessivo pode — e deve — ser controlado

Você já deve ter passado por situações nas quais se viu obrigado a dar um jeito de descobrir como controlar o ciúme.


Afinal, convenhamos, sentir ciúmes é absolutamente normal.


Por mais desagradável que seja, a sensação faz parte da condição humana.


Logo, assim como outras emoções negativas — tristeza, frustração, raiva… — o ciúme não significa um problema. Desde que apareça ocasionalmente!


O que você precisa avaliar, com honestidade, é o quanto o sentimento está presente no seu dia a dia.


  • Em seu relacionamento, é comum que ocorram brigas por desconfianças bobas?

  • Você vigia as redes sociais de seu parceiro?

  • Fiscaliza seus passos?

  • Entende como ameaça toda conversa que ele tem com alguém do sexo oposto?


Se a preocupação com traições é rotineira, há algo de errado. Com você, com seu par, com sua relação.


E, pelo bem de sua saúde mental, é hora de aprender como controlar o ciúme. Ou, sem que perceba, o ciúme é que passará a controlar você.

Índice:

Aprender a controlar o ciúme vai melhorar seu relacionamento

Compreendendo os ciúmes: de quem é a culpa?

15 dicas de como controlar o ciúme

1. Concentre-se na sua autoestima

2. Afaste os fantasmas das relações passadas

3. Entenda-se também com a história do outro

4. Fale sobre limites

5. Liberte-se dos contos de fadas

6. Saiba o que é normal

7. Viva e deixe viver

8. Inverta os papéis

9. Confie na sua relação

10. Não se envolva em “joguinhos”

11. Decida ter uma experiência positiva

12. Converse ao invés de acusar

13. Escreva

14. Admita seus medos

15. Procure por ajuda profissional

Recursos adicionais: livros que vão te ajudar a lidar com ciúmes e insegurança

Por que entender como controlar o ciúme pode melhorar seu relacionamento


Se você é uma pessoa ciumenta, provavelmente, sua primeira reação é alegar que os ciúmes são o tempero do amor.


Na verdade, já deve ter dito, milhares de vezes, que seu ciúme é um sinal claro de que se importa. De que está atento ao perigo de aproximações mal-intencionadas — que o parceiro não percebe, mas você sim.


E, quando você é confrontado por seu comportamento, costuma afirmar coisas como: “não sou possessivo, sou muito apaixonado”. Ou “não é que eu não confie em você, não confio nos outros”.


Acertei?


Pois bem, está na hora de rever seus conceitos sobre um relacionamento saudável e realmente prazeroso.


Em primeiro lugar, admita:


Se o ciúme é um tempero, ele precisa ser muito bem dosado.


Do contrário, estraga o “sabor” da relação.


No fundo, você também sabe que, quando a desconfiança e o medo de perder a pessoa amada ditam o seu comportamento — e colocam regras no comportamento do outro —, nenhuma “garantia de afeto” é suficiente.


Dúvidas e pensamentos obsessivos sobre possibilidades de traições se tornam uma companhia constante.


E, lógico, isso implica numa enxurrada de brigas.


Transforma o que deveriam ser bons momentos em uma fonte de constrangimentos.


Afasta amizades, convívios e limita o direito à individualidade.


Quem deseja viver assim?


Não é de se estranhar, portanto, que o ciúme seja uma das principais causas do fim de relacionamentos.


Por outro lado, quando o casal estabelece vínculos de confiança, tudo se torna mais leve.


Há espaço para amadurecimento mútuo. Companheirismo. Empatia. Diálogos abertos. E honestidade.


Ou seja, uma experiência a dois muito mais agradável — e sólida.


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Compreendendo os ciúmes: de quem é a culpa?


Segundo Jenni Skyler, especialista em sexologia e diretora do The Intimacy Institute, o ciúme é motivado por dois medos básicos: o medo da rejeição e o medo de não ser bom o suficiente.


É tentador culpar o parceiro pelo despertar do sentimento. Mas, na verdade, o ciúme reflete, em primeiro lugar, nossas próprias inseguranças.


Portanto, não apresse suas conclusões. Assuma um olhar crítico sobre suas reações e comportamento.


Antes de acusar o outro, interrogue os motivos de seus medos. Perceba o que eles revelam sobre sua autopercepção e história de vida.


A pergunta que fica é: como fazer essa autoanálise?


Como identificar as razões profundas e saber como acabar com os ciúmes?


Calma, não deixaremos você sozinho nessa jornada!


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15 dicas de como controlar o ciúmes


Abaixo, listamos 15 dicas dos psicólogos da Clínica Nodari. As orientações devem te ajudar na investigação das causas do ciúme e te mostrar como é possível livrar seu relacionamento desse veneno.


1. Concentre-se na sua autoestima


Você pode estar com uma pessoa extremamente carinhosa, atenciosa e apaixonada.


Mas, se a relação que você tem consigo mesmo estiver abalada, há grandes chances de transferir essa insatisfação para o outro.


Se as suas crises de ciúmes acontecem porque você acredita que seu parceiro tem interesse em outras pessoas, pare um instante para observar.


É ele quem está vendo atributos mais sedutores nessas figuras ou é você quem está escolhendo se comparar?


A insegurança tem origem no olhar do parceiro ou na sua baixa autoestima?

como acabar com a insegurança e o ciúmes: eleve sua autoestima
Cultivar a autoestima ajuda a criar uma barreira de proteção emocional

Pode soar um clichê, mas empoderamento é a chave para resolver esse tipo de dilema.


Enxergue e admire suas características únicas. Sinta o poder de sua autenticidade.


Valorize seus “encantos”.


Quando você se ama, não duvida que é capaz de inspirar afeto genuíno. Não perde tempo imaginando a infidelidade à espreita. Afinal, você “se garante”.


Então, cuide-se bem.


Dê a si mesmo o tratamento que espera do outro.


Seja, em suas atitudes, um exemplo do que julga merecer.

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2. Afaste os fantasmas das relações passadas


Talvez você seja uma pessoa ciumenta porque sofreu com traições em relacionamentos anteriores.


Agora, quer se proteger e mantém o radar em estado de alerta.


Cansativo, não?


Em vez de embarcar nessa neurose, acorde para o fato de que você está em uma nova experiência.


As pessoas são diferentes e não é justo considerar o parceiro atual como uma “extensão” de vivências que não lhe dizem respeito.


Certifique-se de colocar um ponto final na história que acabou.


Fuja de comparações que te impedem de, verdadeiramente, seguir em frente.


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3. Entenda-se também com a história do outro


E quando o “fantasma da relação passada” não é o seu ex, mas sim o ex do seu par?


Você teme que ele ainda tenha sentimentos pela pessoa com a qual conviveu? Acredita que ele daria uma chance à reconciliação?


Nem sempre um relacionamento chega ao fim de forma traumática. Logo, é natural que as pessoas falem sobre namoros ou casamentos anteriores com carinho e respeito. Isso não significa que estejam dispostos a reatar laços amorosos.


As menções são exageradas ou a proximidade te incomoda? Então, seja honesto, expresse suas interpretações.


Não se trata de apagar as lembranças — o que seria impossível. O segredo é não deixar que elas norteiem o presente.


Esse deve ser o seu compromisso — e o de seu parceiro, também.


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4. Fale sobre limites


Não pense que esconder suas emoções vai te ajudar na (árdua) tarefa de descobrir como parar de ter ciúme.


Fingir que você está bem com alguma coisa que, na verdade, te perturba, é receita certa para desentendimentos futuros.


O ideal é ser transparente, desde o início da relação.


Porém, não considere essa sugestão como um aval para você agir como um ditador de regras!


Num relacionamento, não é só o seu bem-estar que importa!


Conversar sobre limites equivale a chegar a um consenso, fazer combinações que sejam positivas para ambos.


Sem suprimir liberdades.


Nem apelar para chantagem emocional!


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5. Liberte-se dos contos de fadas


De novo, aparece aqui um péssimo hábito do ser humano: criar comparações.


Isso já causa um grande estrago quando acontece entre pessoas reais.


Mas, quando a referência para a comparação é uma idealização… Aí, realmente, fica impossível ser feliz!


O amor de perfeita sintonia, devoção absoluta e gestos românticos ininterruptos só acontece na ficção de filmes — e redes sociais.


Na vida real, às vezes, as pessoas são desatentas.


Têm interesses e jeitos de se expressar diferentes dos nossos.


Precisam dar conta de outras preocupações e compromissos, que vão além do relacionamento a dois.


Portanto, verifique se suas expectativas estão com os pés no chão.


Talvez, a chave para você parar de sentir ciúmes bobos — mas que te fazem sofrer — seja perceber onde a fantasia é seu parâmetro de verdadeiro amor.

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6. Saiba o que é normal


Seguindo o raciocínio da dica anterior, aqui vão mais algumas verdades que você precisa aceitar:

  • é normal achar outras pessoas bonitas;

  • é normal precisar passar um tempo sozinho;

  • é normal ter amizades com pessoas de todos os gêneros;

  • é normal querer sair com os amigos (sem que o parceiro, necessariamente, deva estar presente).


Isso vale para você. E vale para seu par.


Nenhuma dessas situações deve soar como aviso de potencial infidelidade!


Apenas significam que seres humanos, ao formarem um casal, não deixam de ser indivíduos.


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7. Viva e deixe viver


Vocês não precisam viver grudados! Fazer tudo juntos. Manter contato o dia inteiro.


Nos “primeiros tempos”, pode ser que isso funcione.


Mas não demora para toda essa intensidade se tornar insustentável. Sufocante.


Cuide para que você tenha seus momentos.


Preserve seus gostos. Seus hobbies. Seu círculo social. Sua privacidade.


Quando você não se anula, é mais fácil controlar o ciúme quando o outro precisar de espaço.

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8. Inverta os papéis

empatia é caminho para controlar ciúmes e inseguranças
Se colocar no lugar do "outro" pode ajudar controlar os rompantes de ciúme excessivo

Sabe aquela situação que te deixou morrendo de ciúmes? Aquela conversa que você flagrou e foi motivo de uma discussão infinita? Ou o descuido que te fez colocar em dúvida o afeto do parceiro?


Pois bem, e se tivesse acontecido ao contrário, com você no lugar do outro? Valeriam os mesmos julgamentos?


Seja sincero!


Quando você adota a perspectiva em que você é o “vilão”, começa a admitir que existem outras formas de interpretar as coisas.


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9. Confie na sua relação


Existem inúmeras possibilidades de pares românticos por aí. Se você e seu parceiro estão juntos, não é por falta de opção. Vocês se escolheram.


Ao sentir ciúmes, lembre desse raciocínio simples e objetivo.


O que os mantém unidos não é a ausência de contato com outras pessoas. Mas o prazer que sentem na companhia um do outro.


O bem-estar que o relacionamento representa é o grande responsável pela fidelidade.


Nenhuma vigilância ou invasão de privacidade substitui essa premissa.


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10. Não se envolva em “joguinhos”


Tentar deixar uma pessoa com ciúmes, para que ela sinta o mesmo que você, definitivamente, é uma péssima estratégia.


Não é propagando insegurança que você vai aprender a lidar com a sua.


Tudo o que você vai conseguir, com esse método, é criar um clima de desconfiança generalizado.


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11. Decida ter uma experiência positiva


É útil saber como controlar o ciúme assim que ele aparece em seu radar.


Afinal, depois que ele domina sua compreensão, tudo o que você enxerga são provas de que está certo ao imaginar o pior.


Resultado? Suas atitudes espelham seus sentimentos.


Você fica com raiva, emburrado, se fecha para a oportunidade de viver o melhor de um momento.


Mas você pode mudar o rumo da história.


Basta optar, conscientemente, por abrir mão de conclusões precipitadas e se concentrar no que há de positivo na ocasião.


Acredite, você tem essa capacidade. Só precisa exercitá-la.

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12. Converse ao invés de acusar


A imaginação de um ciumento voa longe.


Uma ligação que não foi atendida, um atraso ou uma observação despretensiosa sobre alguém, pode se transformar num atestado de traição.


Controle seus pensamentos! Eles não provam nada!


Acusações infundadas deixarão seu parceiro na defensiva, o que pode levar a discussões em vez de soluções.


Mesmo que existam motivos para seu incômodo, respire fundo e ignore o instinto de ataque.


Prefira dizer como se sente para que, juntos, encontrem formas de contornar o problema.


Esteja aberto a ouvir as explicações do outro.


Agora, se você não consegue dar crédito às argumentações apresentadas... Precisa reavaliar a saúde de seu relacionamento!

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13. Escreva


Colocar no papel o turbilhão de coisas que passa pela sua cabeça vai te ajudar a organizar melhor as ideias.


Assim, você consegue ter maior clareza sobre seus pensamentos.


Consegue se acalmar. Desabafar.


O tempo de escrita vai te ajudar a apaziguar as emoções e evitar atitudes insensatas.

Conteúdo relacionado: Como organizar os pensamentos: 4 maneiras de colocar as ideias em ordem

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14. Admita seus medos


Não tem problema admitir que você ainda precisa aprender como controlar o ciúme.


O erro é ocultar essa dificuldade, principalmente quando seu parceiro estranha seus comportamentos.


Todos nós temos pontos fracos. Temos vulnerabilidades.


Assumir tais obstáculos permite que o outro possa fazer parte de seu processo de evolução pessoal.

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15. Procure por ajuda profissional


Dependendo do quanto o ciúme está “entranhado” em sua mentalidade, é possível que você não consiga se livrar dele sozinho.


Infelizmente, levará esse hábito para todos os seus relacionamentos, sempre encontrando novos motivos.


Nesse caso, para evitar uma vida amorosa infeliz, procure por terapia.


Com a ajuda de um psicólogo, você conseguirá entender o que há por trás do ciúme excessivo que te atormenta e, assim, poderá aprender a administrá-lo.


O fato é que não há como controlar o ciúme esperando que o mundo se adapte às suas exigências.


O processo é, essencialmente, interno.


Portanto, cuide para que você tenha meios de desenvolver sua autoconfiança. Sua autopercepção. Seu autoconhecimento.


Afinal, não há relacionamento a dois que se sustente sem uma relação individual bem-resolvida!


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Livros sobre ciúmes e insegurança


Listamos títulos de especialistas em ciúme e insegurança, que podem te ajudar bastante a lidar com o problema.


Confira as indicações, pesquise e veja quais atendem melhor suas dúvidas e necessidades:


  • A cura do ciúme: aprenda a confiar, supere a possessividade e salve seu relacionamento. Por Robert L. Leahy, PhD em Terapia Cognitivo-Comportamental. Editora Artmed. Obra publicada em parceria com a FBTC (Federação Brasileira de Terapias Cognitivas).

  • Amor sustentável: como lidar com o ciúme, a dependência emocional e o excesso de cobranças para construir um relacionamento saudável. Por Lígia Guerra, psicanalista e especialista, dentre outras áreas, em comportamento feminino e relacionamentos. Editora Sextante.

  • Insegurança no amor: livre-se da ansiedade nos relacionamentos. Por Leslie Becker-Phelps, PhD, psicóloga clínica, especialista em relacionamentos. Editora Gente.

  • Ciúme patológico: passando dos limites. Uma abordagem didática e esclarecedora sobre um sentimento que constrói e destrói. Por Giorgia Matos, psicanalista especializada em ciúme patológico. Editora Talentos da Literatura Brasileira.

  • Superando o ciúme retroativo: um guia para superar o passado da sua parceira e encontrar a paz. Por Zachary Stockill, criador do RetroactiveJealousy.com, o site mais popular da Internet sobre o ciúme retroativo.

  • Histórias de ciúme patológico: identificação e tratamento. Por Geraldo José Ballone, médico psiquiatra. Editora Manole.

  • O ciúme: delícias e tormentos. Por Marcianne Blévis, psicanalista. Editora Martins Fontes.





Clinica de Psicologia Nodari

Clínica de Psicologia Especializada em Terapia Cognitivo Comportamental.

Está localizada na Vila Mariana/SP

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