Como a depressão afeta a libido e a saúde sexual

Atualizado: 5 de Ago de 2019



O estado de desânimo e o desinteresse pelas mais diversas situações, seja nos relacionamentos ou trajetória profissional, são influências do transtorno de depressão. Não é a depressão que gera a perda da libido, mas uma série de sentimentos, pensamentos negativos, e as insatisfações que acompanham o quadro.


É muito comum, tanto em homens, como em mulheres, a queixa de mudanças comportamentais na relação, sobretudo o menor desejo sexual. Não só os aspectos psicológicos, como também processos bioquímicos no cérebro podem intensificar a perda da libido.  


É de suma importância o tratamento psicoterápico para esclarecer até que ponto há interferência da depressão e o que precisa ser reavaliado, tanto a nível individual, como na rotina e dinâmica do relacionamento.


Casamentos duradouros são os mais afetados


A queixa da perda do desejo sexual no quadro depressivo é frequente, principalmente entre os casais que estão juntos há mais tempo. A intimidade nesse caso, favorece a abertura para discutir sobre o assunto de forma mais honesta, inclusive levando em consideração o transtorno, caso já tenha existido o diagnóstico.


Psicoterapia é uma ferramenta de desenvolvimento de potenciais e expansão da mente.


A princípio, a ausência de desejo sexual não deve ser discutida somente pelo viés do transtorno emocional, mas também pelo campo da dinâmica da relação.


A psicoterapia irá resgatar uma avaliação consciente e real sobre a interação afetiva, aspectos emocionais e os pilares da relação. Dependendo do quadro, sugerir novas abordagens que sejam mais saudáveis e adaptativas para ambos.


Baixa autoestima e a readaptação cognitiva


A baixa autoestima e sensação de incapacidade são sentimentos recorrentes em casos de depressão e que afetam o desejo em si, não só o sexual, mas a vontade de realizar atividades que já foram prazerosas em outros momentos.


A visão sobre si geralmente é distorcida e a autoimagem é bastante afetada por esses pensamentos automáticos.


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O resgate da autoestima é um dos focos no trabalho realizado pela Terapia Cognitivo-Comportamental com o objetivo de reestruturar o pensamento racional e realista a cerca de si mesmo. Por meio da readaptação cognitiva e consciência sobre os pensamentos distorcidos, será possível elaborar soluções assertivas para as questões conflitantes.


O que deve ser considerado em casos de perda da libido durante um quadro de depressão:


  • Qual a dinâmica do relacionamento e o seu real significado para a pessoa;

  • É alguém independente, com projetos próprios e que pode contar com o apoio do parceiro?

  • Autoimagem: sente-se confortável com o próprio corpo? Quais são os seus esforços para mudar essa insatisfação, caso ela exista.

  • Autoconceito: o que pensa sobre si mesmo, sobre o próprio caráter e quem é;

  • Autoreforço: reconhece seus próprios esforços e é grato por eles;

  • Autoeficácia: confia na capacidade de mudar a própria vida e situações que geram insatisfação;


A medicação pode causar perda da libido?


Outro ponto importante é o tratamento farmacológico. É comum alguns pacientes apresentarem queixa de queda no desejo sexual após o tratamento medicamentoso.


Esse efeito é comum por conta de alguns medicamentos afetarem na produção de três importantes neurotransmissores no cérebro que necessitam ser reequilibrados em quadros de transtorno de depressão, como a dopamina, serotonina e a noradrenalina.


O que são distorções cognitivas e como a terapia pode auxiliar.


Justamente esses neurotransmissores, possuem um papel importante na sexualidade, como desejo e excitação sexual. Existem medicamentos que podem interferir mais ou menos, é fundamental apresentar essa queixa ao psiquiatra para a possibilidade da prescrição de fórmulas alternativas para o quadro.


Não confunda queda do desejo com impotência sexual


No caso dos homens é preciso esclarecer um fator importante. A depressão pode gerar a queda do desejo sexual por diversos fatores, principalmente por questões bioquímicas e também emocionais.


No entanto, disfunção sexual e a dificuldade para ereção é um problema a parte que deve ser investigado por conta da relação com hormônios e questões vasculares.


Perda do desejo é uma questão subjetiva


Embora saibamos que a depressão gera mudanças bioquímicas no cérebro e consequentemente alterações psicoemocionais, as queixas apresentadas necessitam ser investigadas pelo psicoterapeuta por uma abordagem individual.


A construção da sexualidade está em torno de tabus e de questões bastante subjetivas, portanto a visão da pessoa sobre o tema, o comportamento e posição acerca do assunto será fundamental para a seleção da melhor abordagem cognitiva.


Durante a psicoterapia é discutido sobre os tabus morais relacionados à sexualidade e ao prazer para o desenvolvimento do estímulo adequado. É reestruturado o papel da função sexual como uma ferramenta de promoção da saúde física e emocional.


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