Como a Terapia Cognitivo Comportamental trabalha a autoestima?



A terapia cognitivo comportamental (TCC) identifica conexões entre pensamentos, sentimentos e comportamentos, auxiliando no desenvolvimento de habilidades práticas que possibilitam alterar padrões negativos — responsáveis pela baixa autoestima.


Complicado?


Vamos entender melhor, com um exemplo.


Padrão de pensamento, sentimento e comportamento


Seu pensamento pode ser “sou incompetente”. Em consequência dessa interpretação, seu sentimento pode ser de fracasso. Como reflexo, seu comportamento se traduz em procrastinação.


Esses elementos estão interligados. Formam uma sequência de eventos que se retroalimenta. Assim, a procrastinação reafirma o fracasso, mantendo a crença da incompetência admitida como real.


Enquanto não houver uma quebra nesse sistema, o círculo vicioso continua — e se fortalece.


Qual o impacto do padrão na autoestima?


Precisamos entender que a autoimagem — ou seja, a leitura que a pessoa tem de si, de sua personalidade, daquilo que dá forma à sua identidade — se constrói e solidifica a partir da repetição de padrões entre pensamentos/sentimentos/comportamentos.


Sejam eles bons ou maus.


Nossa autoestima — o afeto que destinamos ao eu, a maneira como enxergamos nossas possibilidades — é resultado dessa equação.


Voltando ao nosso exemplo, a pessoa que segue aquele padrão acaba desconfiando de suas capacidades, assumindo isso como verdade em diversas circunstâncias.


Com baixa autoestima, o sujeito se priva de uma série de experiências que, por sua vez, levariam ao bem-estar e desenvolvimento pessoal.


Como funciona a terapia cognitivo comportamental?


A terapia cognitivo comportamental consegue conduzir o indivíduo a localizar a raiz de suas dificuldades, no presente.


Para isso, usa metodologia bastante objetiva, com técnicas e exercícios práticos que viabilizam a ruptura dos “círculos viciosos”.


Também utiliza a terapia da fala — mas de uma maneira um pouco diferente de outras psicoterapias.


Na terapia cognitivo comportamental, a terapia da fala é estruturada. Em cada sessão, psicólogo e paciente desenvolvem uma conversa com foco específico em determinadas questões.


Ao ouvir respostas do paciente, o psicólogo de TCC propõe estratégias funcionais para o encontro de ações alternativas.


Portanto, a sessão sempre envolve um propósito e uma abordagem prática dos problemas, visando soluções concretas.


Lógico, o psicólogo não realiza o trabalho sozinho. Ao contrário, a terapia cognitivo comportamental situa o paciente de modo muito ativo em seu processo terapêutico.


Podemos dizer que a TCC ensina as ferramentas — validadas por rigorosos estudos científicos —, mas cabe ao paciente aplicá-las e, assim, interromper os padrões de pensamento/sentimento/comportamento disfuncionais.


Por que fazer terapia para melhorar a autoestima?


Se você observar conscientemente suas escolhas, sua motivação e suas dúvidas, notará o quanto elas são influenciadas pelo conceito que tem de sua autoestima.


O que você acredita — ou não — a respeito de seus potenciais e características, molda sua performance no cotidiano.


Pessoas com autoestima elevada reagem de modo mais saudável diante de desafios, dificuldades, imprevistos e oportunidades.


Em outras palavras, elas confiam em sua resiliência e se adaptam melhor aos acontecimentos.


Como têm noção de suas habilidades de enfrentamento, conseguem lidar com problemas com maior assertividade.


O objetivo da terapia cognitivo comportamental é, justamente, proporcionar o aprendizado de habilidades de enfrentamento para aqueles que necessitam aprimorá-las, descobri-las ou equilibrá-las.


Na prática, isso significa que a TCC desacomoda raciocínios, atitudes e perspectivas estagnadas, apresentando recursos e exercícios que levam à comprovação de que sempre é possível ressignificar os eventos que repercutem na autoestima.


Ao saber exatamente como agir ao experimentar pensamentos, sentimentos e comportamentos prejudiciais, o autoconhecimento tem ocasião de se reinventar — rearticulando convicções sobre a autoimagem.


Enfim, a terapia cognitivo comportamental evidencia saídas e respostas alternativas aos padrões habituais, dotando a identidade de dinamismo.


Não somos procrastinadores, tristes ou ansiosos. Apenas estamos nessa experiência porque seguimos uma cadeia de hábitos.


Descobrindo os elementos dessa cadeia, podemos introduzir variações e, por consequência, obter novas conclusões.


Se a autoestima determina, em última análise, nossa qualidade de vida global, é realmente útil reorientá-la para ideias mais gratificantes.


Quais são as técnicas de TCC para trabalhar a autoestima?


O tratamento proposto pelo especialista em terapia cognitivo comportamental pode incluir diferentes estratégias, tais como:

  • psicoeducação;

  • reestruturação cognitiva (ou ressignificação);

  • ativação comportamental;

  • treinamento de assertividade;

  • treinamento em solução de problemas;

  • treinamento de habilidades sociais.


Se você quiser obter informações mais detalhadas sobre alguma das técnicas de TCC listadas, deixe suas dúvidas no campo dos comentários, no final deste texto.


É possível fazer terapia cognitivo comportamental online para cuidar da autoestima?


Você pode fazer sessões de TCC online para diversas condições — depressão, fobia social, ansiedade, compulsão alimentar, esgotamento profissional… — e, certamente, também para melhorar a autoestima.


A terapia online tem a mesma efetividade da abordagem presencial e pode ser uma solução para quem deseja ter acesso a especialistas em TCC, sem ter que se preocupar com inconvenientes de deslocamentos para clínicas.


Além de trazer comodidade, a consulta com um psicólogo online garante total privacidade e sigilo.


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