Como criar bons hábitos?



Bons hábitos são empoderadores.


Quando revisamos a rotina, dispostos a incrementá-la com atitudes mais saudáveis, produtivas e criativas, elevamos nossa autoestima de um modo único.


Na verdade, só de imaginar as mudanças, já nos sentimos melhores.


Porém, sabemos que idealizar não basta.


As vontades precisam chegar à prática — ou não passarão de uma soma de desejos frustrados.


O problema é que entre o pensamento e a ação há um caminho árduo.


Não é fácil aderir a bons hábitos, embora sobrem argumentos para tais escolhas.

Por quê?


Porque nosso cérebro prefere economizar energia, mantendo o piloto automático.


Porque alterar um padrão de comportamento sugere uma série de adaptações — algo que nos soa muito complicado, especialmente quando sequer sabemos por onde começar.


Mas, e se houvesse um jeito de simplificar o processo?


Se pudéssemos criar bons hábitos sem grandes esforços?


Seria o ideal, não é verdade?


Então, saiba que essa alternativa existe!


E você vai conhecê-la neste post.


Passo a passo para criar bons hábitos


Não importa qual seja o seu objetivo — adotar uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, começar a meditar, dedicar mais tempo à leitura… —, as estratégias que indicamos a seguir se aplicam a todo tipo de situação.


Além disso, como são extremamente simples, você pode colocá-las em prática assim que terminar de ler este texto.


Tudo o que você precisa fazer para incorporar bons hábitos ao seu dia a dia é:


1. Estabelecer a regra do mínimo esforço


Vamos imaginar o seguinte cenário: você está convencido de que precisa se desvencilhar do sedentarismo.


Já ouviu e assimilou todos os argumentos sobre os benefícios de atividades físicas.


Repleto de motivação, você se matricula numa academia, começa a acompanhar um canal no YouTube que transmite aulas de yoga, se propõe a fazer caminhadas de 1 hora após o trabalho.


São ótimas ideias, não tenha dúvida.


Contudo, ao saltar do zero para um ritmo intenso, a chance de você abandonar seu “plano fitness” em poucos dias é imensa.


Não se sinta mal se, ao tentar táticas de mudanças radicais, você tiver falhado! Isso ocorre com frequência porque, na ânsia por transformações rápidas, esquecemos duas coisas: nossa motivação oscila e nossa força de vontade se cansa.


A solução mais eficiente, segundo o cientista social BJ Fogg — que estuda o comportamento humano há mais de 20 anos na Universidade de Stanford —, é começar pequeno.


“Para criar um novo hábito, você deve primeiro simplificar o comportamento. Faça com que seja minúsculo, até ridículo. Um bom comportamento minúsculo é fácil — e rápido”, afirma Fogg.


Então, como aplicar esse conceito na prática?


Imagine algo que represente um esforço mínimo, mas que esteja relacionado ao objetivo que persegue.


Seguindo no exemplo de atividades físicas, de acordo com BJ Fogg, você deve substituir o intuito de virar um atleta, da noite para o dia, por um mini-hábito — como fazer 3 flexões ao acordar ou um alongamento toda vez que usar o banheiro.


Seu desejo é ser um ávido leitor? Comece lendo uma página por dia.


Pretende desenvolver hábitos alimentares saudáveis? Inclua um vegetal em cada refeição.


Quer acordar mais cedo? Programe o despertador para tocar 5 minutos antes do habitual.


Enfim, crie desafios tão simples que a força de vontade necessária para cumpri-los seja irrisória.


O método funciona porque, dada a facilidade da realização, o novo comportamento adquire consistência — ele se repete e se torna parte da rotina.


Com o tempo — e sem pressa — você aumenta o grau de dificuldade.


2. Associar bons hábitos a comportamentos preexistentes


Você construiu bons e maus hábitos, durante toda a vida, seguindo essa premissa. Hoje, faz uma série de coisas, sem nem mesmo se dar conta.


Por exemplo: você bebe café assim que chega ao trabalho, liga a televisão quando senta no sofá, escova os dentes após as refeições…


As associações são poderosas porque condicionam comportamentos. Use-as de um modo inteligente.


Analise sua rotina, localize atividades frequentes e atrele a elas os bons hábitos que pretende adquirir.


3. Descobrir seus sabotadores


Identifique o que o faz procrastinar ou desistir de seus objetivos. É preciso reconhecer o obstáculo para contorná-lo.


Sua ambição é fazer uma reeducação alimentar, mas a preguiça de preparar algo saudável o conduz à tele-entrega de fast food?


Ora, se você já sabe que, no momento da fome, acaba optando pelo mais prático, esteja precavido. Tire um dia da semana para deixar refeições prontas em sua geladeira. Tenha os alimentos ideais ao alcance.


Facilite as coisas — essa é a regra.


Qualquer desculpa que você se dê para adiar — ou interromper — um bom hábito pode ser vencida. Basta testar caminhos alternativos.


Parece utópico? Lembre da estratégia dos mini-hábitos. Pequenas modificações são tão acessíveis quanto transformadoras.


Meça seu progresso observando o efeito de ajustes mínimos. Isso fará toda a diferença na persistência de seu entusiasmo e na conquista — diária — de satisfação.


4. Colecionar suas vitórias


Utilize um calendário e assinale os dias nos quais obteve sucesso na manutenção de seus novos bons hábitos.


Essa marcação lhe dará a sensação de uma corrente, que você não desejará quebrar.


Mas, e se acontecer?


Experimente a técnica de James Clear — autor do livro “Hábitos Atômicos: um método fácil e comprovado de criar bons hábitos e se livrar dos maus” — e adote o lema de nunca perder duas vezes.


Ou seja, não permita falhas em sequência.


Se tropeçar, retome o hábito na próxima ocasião e volte a registrar suas vitórias.


Essa sugestão é útil porque nos ensina a lidar com o deslize. Inibe a ideia de que a frustração de um dia seja encarada como um fracasso definitivo.


Cada dia conta. Cada passo vale.


Sendo assim, não aceite que uma pausa o induza ao abandono da jornada.


5. Ter clareza sobre suas motivações


Faça uma lista do que tem a ganhar com os bons hábitos que busca trazer à rotina.


Sem a noção desses benefícios, será difícil manter a disciplina e o ânimo — que mesmo os mini-hábitos exigem.


Seu compromisso é com um “eu melhor”. Portanto, tenha consciência de que “eu” é esse.


Conforme sua experiência com o novo hábito progredir, acrescente à lista as sensações positivas que o comportamento lhe proporciona.


Por último, tenha em mente um ponto crucial: bons hábitos levam tempo para se consolidar e apresentar resultados concretos.


Logo, não se fixe às motivações imediatistas. Prefira pensar a longo prazo, em termos de ganhos progressivos — e estáveis.


Quer outras dicas? Então não deixe de conferir nossas redes sociais! Lá você encontra vários conteúdos extras, que complementam as sugestões que pontuamos aqui no blog.


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