Como lidar com pensamentos obsessivos?



Como parar de ter pensamentos obsessivos? Existe um jeito simples de se ver livre de imagens e ideias perturbadoras que, de tempos em tempos, dominam a mente?


A primeira coisa que você precisa saber é que não há uma “cura” para pensamentos negativos.


Nosso cérebro procura por problemas a resolver, como forma de garantir sobrevivência.

Assim, muitas vezes, se ocupa com previsões e revisões de atos passados, garimpando erros que devem ser evitados.


Nesse processo, é natural que surjam julgamentos incômodos.


Impedir que apareçam, portanto, é impossível. Faz parte da evolução e configuração da espécie humana.


A chave da questão está em como avaliamos e enfrentamos esses pensamentos.


Se não lhes oferecemos uma contrapartida — que pode ser, simplesmente, a habilidade de esquecê-los — eles persistem no diálogo interno, firmando raízes.


Pensamentos obsessivos, portanto, são como vícios: transformam aquilo que deveria ser passageiro num hábito.


E como abandonar um vício?


Não há um caminho simples e igual para todos.


Mas estas estratégias podem ajudar:



1. Descubra quais são os gatilhos dos pensamentos obsessivos

Pensamentos invasivos podem parecer totalmente aleatórios, mas, na verdade, não costumam ser tão arbitrários assim.


Tente identificar o contexto no qual ocorrem as ideias negativas.


Geralmente, elas estão conectadas com certos elementos do ambiente, nosso estado físico e mental.


Entendendo quais eventos desencadeiam os pensamentos negativos, é possível se preparar melhor para enfrentar situações desafiadoras.



2. Escreva seus pensamentos obsessivos


Use papel e caneta ou seu smartphone, não importa.


Quando se pegar pensando no assunto que o perturba, anote o que lhe vem à mente e registre como está se sentindo.


“Sua mente pode se concentrar menos nesses pensamentos angustiantes quando tiver a oportunidade de processá-los de maneira diferente, escrevendo-os.”, afirma o psicólogo clínico Daniel Sher, em artigo no site Calm Clinic.



3. Interrogue seus pensamentos obsessivos


Se ignorar o pensamento não funciona, pode ser útil desafiá-lo.

Portanto, questione:

  • O pensamento corresponde a um fato?

  • Representa uma verdade incontestável ou apenas um ponto de vista?

  • Há um modo mais realista e assertivo de interpretar a situação?

  • Esse pensamento é útil?

  • Qual a verdadeira probabilidade de se concretizar?


Quanto mais repetimos um raciocínio, mais ele se torna crível e imperativo. A ideia desse exercício é trazer dúvida frente às convicções negativas — mostrar seus pontos fracos e falhos — a fim de reduzir seu caráter absoluto.



4. Pratique atenção plena


Desvie, intencionalmente, da obsessão.


Mude o foco de sua concentração para uma circunstância do presente.


Pode ser o ritmo de sua respiração ou estímulos (táteis, sonoros, visuais, gustativos e olfativos) perceptíveis no momento.


Essa técnica ajuda a tirá-lo do labirinto dos pensamentos e deixá-lo mais conectado com a realidade, sendo também eficiente para diminuir a ansiedade.



5. Crie um plano de ação


Os pensamentos obsessivos estão relacionados a um problema real que você precisa enfrentar? Se há uma pendência efetiva que os justifique, analise o que está sob seu controle fazer para encerrar o assunto.


Determine um passo a passo que o tire do “campo das conjecturas”, substituindo ideias fixas (e inertes) por atitudes concretas.



6. Saia para uma caminhada

A mudança de cenário é útil para “atrapalhar” os pensamentos obsessivos.


Se uma caminhada não for possível — quando os pensamentos acontecem durante o trabalho ou numa ocasião social, por exemplo — tente, ao menos, se afastar do ambiente em que está.


Ir ao banheiro e lavar o rosto ou uma discreta circulada para pegar um café já deve surtir efeito.



7. Visualize uma placa de “pare”


Ou qualquer outra imagem que você considere fácil de acionar assim que perceber a manifestação de ideias intrusivas.


Concentre-se na imagem que evoca a interrupção e tente sobrepô-la aos pensamentos obsessivos.



8. Ocupe-se com alguma tarefa


Ação é um ótimo antídoto contra os pensamentos obsessivos.


Qualquer coisa — como arrumar uma gaveta ou ler um artigo na internet — é um recurso válido.


Mas tente privilegiar atividades que exijam foco, fazendo com que a ruminação se torne inviável.



9. Ligue para um amigo


Confie em “outros cérebros” para avaliar seu problema.


É possível que você obtenha soluções ou perspectivas que não lhe ocorreriam.


Na verdade, o simples fato de narrar os problemas em voz alta já contribui para melhor controle dos pensamentos.


Além disso, ao se sentir compreendido e saber que você tem uma rede de apoio traz conforto, impedindo a sensação de total desamparo que as obsessões costumam causar.



10. Faça terapia

A terapia é sempre uma boa escolha, pois desenvolve autoconhecimento, autoconfiança e proporciona formas mais saudáveis de enfrentamentos.


No entanto, quando os pensamentos obsessivos invadem o dia a dia — repercutindo em decisões práticas, trabalho, estado de humor e relacionamentos — o acompanhamento psicológico deve ser considerado não apenas como uma alternativa e, sim, uma prioridade.


O psicólogo Joshua Klapow, em entrevista ao site Bustle, afirma que os pensamentos obsessivos podem ser “uma resposta de trauma não resolvido, um distúrbio de ansiedade ou uma resposta de luto que não foi processada”.


Por conta desses sentidos velados — difíceis de serem descobertos e gerenciados sem auxílio profissional — a consulta com um psicólogo é tão incentivada.


Se você tiver dúvidas sobre o processo terapêutico, pode escrever suas perguntas no campo dos comentários (no final deste post).


Ou, se preferir, pode entrar em contato com as psicólogas da Clínica Nodari, por meio do formulário do site.


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