Como melhorar a autoestima: aprenda 2 técnicas extraordinárias



Como melhorar a autoestima, a ideia que temos sobre nosso próprio valor e nossas capacidades?


Quem sofre com problemas de autoimagem sabe que a tarefa não é simples.


Conselhos bem-intencionados, infelizmente, não entregam “soluções mágicas”. Por vezes, podem até causar efeito oposto, piorando as sensações de impotência e fracasso.


É preciso admitir: não existe uma chave que acione nosso amor-próprio em 5 segundos.

A conquista da autoestima elevada é um processo. De extremo valor, pois é a base de nosso bem-estar.


E não pense que essa afirmação é subjetiva! Estudos comprovam que o cultivo da autoestima impacta positivamente nas funções cerebrais, aumentando nossa resiliência e nos blindando contra o estresse e ansiedade.


Considerando todas essas informações, fica o desafio: existem recursos que nos permitam descobrir como melhorar a autoestima, de modo realmente eficaz?


Aprenda, neste texto, duas estratégias cuja prática — e resultados — irão lhe surpreender.


Como melhorar a autoestima em 2 minutos


Você não leu errado. A promessa do método — comprovado cientificamente — é exatamente essa. Dedicando 2 minutos a um exercício simples, você provoca alterações químicas em seu cérebro e aumenta sua autoconfiança.


Não acredita? Vamos explicar em detalhes e você chegará às próprias conclusões.


Para começar, precisamos falar sobre Amy Cuddy, autora da técnica.


Psicóloga social, com MBA e PhD pela Universidade de Princeton, Amy Cuddy fez parte do corpo docente de instituições de renome, como Harvard, Rutgers e Kellogg School of Management.


Em 2012, ela ficou mundialmente famosa, após apresentar uma palestra no TED, intitulada “Your body language may shape who you are” — ou, na tradução para o português, “Sua linguagem corporal molda quem você é”.


A palestra já foi assistida por mais de 53 milhões de pessoas e é uma das mais populares do TED.


Mas o que Amy Cuddy falou, para gerar tamanho interesse?


Suas frases inaugurais são suficientes para instigar qualquer plateia. Ela afirma que deseja oferecer “uma forma gratuita e analógica de melhorar a vida. E tudo que precisamos é que vocês mudem suas posturas por 2 minutos”.

Convenhamos, essas palavras, ditas por uma pesquisadora com um currículo tão imponente geram, no mínimo, curiosidade.


Na continuidade de sua fala, a psicóloga expôs resultados de sua investigação sobre efeitos de posturas corporais em nosso cérebro.


Ela revela que, ao adotarmos certos gestos e posições, conseguimos modificar os níveis de cortisol e testosterona no organismo.


A questão é que esses hormônios interferem em nosso comportamento, nos deixando mais — ou menos — corajosos, confiantes, dispostos ou estressados.


A linguagem do corpo e seus reflexos na autoestima


Amy Cuddy explica que, em todo o reino animal, temos exemplos de “poses do poder”. Elas aparecem sempre que a criatura — incluindo o ser humano — experimenta sensações de dominância, segurança, vitória ou controle sobre as situações.


Tais posturas são expansivas, abertas, como se o corpo quisesse se tornar o maior possível. Uma excelente imagem é a típica pose adotada por atletas, assim que vencem uma competição: queixo erguido e braços estendidos para o alto.


Por outro lado, quando a pessoa — ou animal — se sente inseguro, fragilizado ou impotente, a tendência é que a linguagem não-verbal simule uma “encolha”. Ou seja, o corpo se retrai e os gestos ficam comedidos, como uma tentativa de se tornar “menor”.


Mas Cuddy não estava interessada em provar que pensamentos e sensações interferem na linguagem corporal. Essa tese já foi evidenciada por vários pesquisadores. Sua ideia era investigar o contrário: seria o corpo capaz de alterar as disposições da mente?


Em seus estudos, ela solicitou que voluntários adotassem “poses do poder”, por 2 minutos.


Eles não precisavam se sentir “poderosos”. Apenas deveriam simular as posturas expansivas.


Os resultados foram impressionantes. Bastaram os 2 minutos propostos para que o cérebro tivesse sua química modificada. Os níveis de cortisol (hormônio do estresse) caíram e os de testosterona (hormônio dominante), aumentaram.


Na prática, isso significa que a mente responde aos comandos do corpo. E de forma muito rápida.


Se o corpo sinaliza poder, força, otimismo e confiança, o cérebro trata de entrar em sintonia com a mensagem.


Agora, se o recado corporal for de hesitação e fraqueza, a regra também se aplica, moldando a mente de acordo com os sinais físicos.


Portanto, cuidado com a postura!


Como melhorar a autoestima usando essa técnica?

Simples. Durante seu dia, reserve momentos para praticar as “poses do poder”.


Se espreguice antes de sair da cama. Imite a pose da vitória de um atleta, em seu banheiro. Vá para a frente do espelho e simule a clássica postura da Mulher Maravilha.


Enfim, se expanda, ocupe espaço, copie a linguagem corporal dos vencedores e autoconfiantes.


Muitas das estratégias para vencer a baixa autoestima focam nos pensamentos. Quem já tentou seguir a regra do “pensamento positivo” sabe o quanto ela pode ser frustrante.


O método de Amy Cuddy rompe com essa premissa. Ela nos estimula a mudar o corpo, para atingir a mente.


Experimente treinar seu cérebro dessa forma. Use o recurso sempre que se sentir vulnerável, com medo de enfrentar desafios ou em dúvida sobre suas capacidades.


Finja até se tornar


Esta é a segunda técnica que vamos indicar para você aumentar sua autoestima. Na realidade, ela é um desdobramento da estratégia das “poses de poder”.


Se você pode ser um “ator”, utilizando o corpo, considere que sua atuação pode ser ainda mais completa, guiando também suas ações.


Não se trata de mentir, para si mesmo ou para os outros. A ideia é que você tenha consciência de todos aqueles atributos que gostaria de exteriorizar em seu comportamento e não espere “ser” para “parecer”. Inverta a equação.


Comece fingindo. Como se fosse um personagem de si mesmo. Pense que você precisa “atuar”, demonstrando segurança e crença no próprio valor.


Finja até se tornar aquilo que deseja ser


E não se prenda ao peso do verbo “fingir”. Considere-o como escreveu Fernando Pessoa:


O poeta é um fingidor

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.


Você não será um farsante. Apenas trará para o presente o comportamento que deseja para seu futuro.


Você aceita uma última sugestão? Então assista, na íntegra, à palestra (legendada) de Amy Cuddy. São pouco mais de 20 minutos, que irão mudar sua perspectiva sobre como melhorar a autoestima.


Compartilhe este post com seus amigos. Atenda o pedido de Amy Cuddy e “espalhe a ciência”!


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