Complexo de inferioridade: o que é, quais suas causas e sintomas


Complexo de inferioridade acarreta em baixa autoestima

O complexo de inferioridade é uma condição na qual a pessoa cultiva um intenso sentimento de não pertencer a um ambiente, pois considera que suas características e habilidades são insignificantes (ou tremendamente defeituosas) quando comparadas àquelas percebidas em seus pares.


A expressão “complexo de inferioridade” foi usada pela primeira vez em 1907, pelo psicanalista Alfred Adler (discípulo dissidente de Freud).


Adler considerava que as sensações de impotência ou menos valia se desenvolviam nos primeiros anos de vida, quando a criança reconhece sua fragilidade diante do mundo.


Atualmente, a psicologia vê o complexo de inferioridade de um modo diferente.


Não mais se limita a interpretar as origens do distúrbio na infância.


Julga que experiências sociais ou culturais, em qualquer etapa da vida, podem resultar numa crônica sensação de baixa autoestima — o que leva o indivíduo a, constantemente, duvidar de seu valor.


Um conceito mais preciso pode ser encontrada no dicionário da American Psychological Association (APA) que define o que é complexo de inferioridade como “um sentimento básico de inadequação e insegurança, decorrente de deficiência física ou psicológica real ou imaginada, que pode resultar em expressão comportamental que varia da timidez imobilizadora à sobrecompensação da competição e agressão excessivas.”



Complexo de inferioridade: causas


Especialistas acreditam que o complexo de inferioridade seja ocasionado pela repetição de situações que levam uma pessoa a se sentir “menos” que as outras.


Isso pode acontecer em diferentes contextos — na escola, na vida profissional ou na própria família, por exemplo.


Para ilustrar, podemos falar em 7 causas do complexo de inferioridade:


  1. Educação e atitudes dos pais: comentários negativos, que enfatizam erros e deficiências, podem fazer com que uma criança cresça com muita insegurança sobre suas capacidades.

  2. Comparação depreciativa: em relação aos irmãos, colegas ou outros da mesma faixa etária, por exemplo.

  3. Bullying: agressões mentais, emocionais e, por vezes, físicas marcam a pessoa como excluído, “errado” e digno de humilhações. Tais insultos, se incorporados ao diálogo interno, são assumidos como verdades — e repercutem numa autocrítica severa.

  4. Características pessoais: aspectos físicos ou mentais percebidos como “falhas” — ou distantes de expectativas idealizadas. Nisso se incluem incômodos com partes do corpo (vistas como desproporcionais), peso, altura, problemas de visão, dificuldades de fala e limitações intelectuais.

  5. Desvantagens e discriminações sociais: baixo nível socioeconômico, sexo, orientação sexual, religião, conceitos de etnia e raça estão associados a indivíduos com complexo de inferioridade.

  6. Mensagens culturais: padrões estéticos ou equivalentes à ideia de sucesso — hoje muito presentes nas redes sociais — podem gerar o sentimento de profunda inadequação àqueles que não se “encaixam” nesses modelos.

  7. Condição de saúde mental: pessoas com depressão tendem a se prender a perspectivas pessimistas e uma imagem de si igualmente negativa. São, portanto, mais suscetíveis a desenvolver o complexo de inferioridade.


Complexo de inferioridade: sintomas


Baixa autoestima acarreta em pensamentos negativos


Crises de autoestima, momentos de insegurança e comparações desfavoráveis de si em relação aos outros são circunstâncias inerentes à natureza humana.


Na verdade, esses momentos de negatividade podem até nos estimular ao crescimento, pois — eventualmente — nos indicam pontos que somos capazes de melhorar!


Mas, no caso do complexo de inferioridade, não estamos nos referindo a sensações passageiras. E, muito menos, a reflexões que incentivam o desenvolvimento pessoal.


Ao contrário: quem sofre com a condição está tão sobrecarregado com pensamentos negativos que acaba fazendo de seu comportamento padrão um reflexo desse peso.


Assim, os sinais e sintomas do complexo de inferioridade devem ser percebidos em atitudes e características recorrentes, tais como:

  • evitar qualquer tipo de competição em que suas habilidades possam ser comparadas com as de outras pessoas;

  • ser muito sensível a críticas;

  • ter dificuldade de internalizar elogios;

  • se esquivar de situações que pressupõem convívio social;

  • timidez excessiva;

  • tendência ao perfeccionismo;

  • procrastinação;

  • dificuldade de tomar decisões;

  • ser muito influenciável;

  • vitimização;

  • medo de tentar coisas novas;

  • sentir inveja e desmerecer as conquistas dos outros;

  • apontar falhas e defeitos de outras pessoas;

  • buscar atenção;

  • extrema preocupação com a opinião alheia;

  • colocar as próprias necessidades em último lugar;

  • comportamento submisso ou dependente;

  • se comparar com os outros e, por vezes, tentar “copiá-los”;

  • alimentar sentimos de culpa e vergonha;

  • interpretar eventos rotineiros (uma mensagem que demora a ser respondida, um compromisso desmarcado, comentários mal-humorados…) como prova de rejeição;

  • atrelar o bem-estar e autoestima ao reconhecimento, validação e apreciação alheios.


Complexo de inferioridade: tratamento


Se você se identificou com as características do complexo de inferioridade, pode ser útil conversar com um psicólogo.


As sessões de psicoterapia são isentas de julgamentos e obedecem a um código de ética profissional, que garante sigilo sobre tudo que é discutido nos encontros com o terapeuta.


Essas regras também se aplicam à terapia online — modalidade de atendimento à distância, cujos efeitos são tão positivos quanto as consultas presenciais.


Resultados da Terapia Online

Como o complexo de inferioridade pode ter origens em traumas e abusos, na conversa com o terapeuta você pode se sentir seguro para relatar suas experiências passadas.


Por meio do processo terapêutico, o profissional irá lhe ajudar a identificar falsas percepções, hábitos e pensamentos prejudiciais, desenvolvendo novas (e mais saudáveis) habilidades de enfrentamento.


Se você tiver dúvidas sobre como funciona a terapia (seja para o tratamento do complexo de inferioridade ou qualquer outro problema psicológico) deixe suas perguntas no campo dos comentários (no final deste post).


Ou, se preferir, fale com os psicólogos da Clínica Nodari acessando o formulário de contato disponível no site.




Clinica de Psicologia Nodari

Clínica de Psicologia Especializada em Terapia Cognitivo Comportamental.

Está localizada na Vila Mariana/SP



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