Comportamentos autodestrutivos X Depressão

A depressão é uma doença que traz muitos prejuízos para a saúde física e mental . O seu início por vezes é sútil e as causas para a depressão são diversas. Nesse artigo vamos abordar sobre os comportamentos destrutivos que podem dar origem a depressão.


Existem cenários que são facilitadores para o desenvolvimento de transtornos psicológicos , como problemas familiares, isolamento social, pressão no ambiente de trabalho, abusos na infância, fatores genéticos e outros.


Os comportamentos destrutivos devem ser considerados e aqui vamos listar alguns exemplos. É preciso enxergar esses sinais com cuidado e procurar auxílio de um psicólogo para lhe auxiliar numa nova abordagem como método preventivo da depressão.


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Confira a seguir quais são os principais comportamentos autodestrutivos que podem culminar para um quadro depressivo.


Comportamento agressivo e falta de habilidade social


A violência é um comportamento natural do ser humano, . A pergunta é: quando a violência torna-se um comportamento autodestrutivo?


Normalmente os impulsos agressivos são direcionados aos mais próximos de modo inconsciente e exagerado. No fim, a agressão pode acabar voltando para si mesmo, pois ocorre o distanciamento das pessoas ao redor, sensação de isolamento, culpa e angústia.


Quem olha de fora, interpreta como algo proposital, mas a pessoa que possui esse comportamento autodestrutivo agressivo age de maneira impulsiva e deletéria sem nenhuma análise sobre sua conduta ou capacidade de gerenciar a situação com uma nova abordagem, mais saudável e adaptativa.


Trata-se de uma personalidade autodestrutiva e a pessoa passa a comportar-se como inimigo de si próprio. É muito importante a conscientização e a busca por apoio psicológico.


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Quanto mais cedo, mais efetivo será o tratamento, uma vez que a prevenção a problemas mais profundos, como a depressão ocorre com grandes chances de reverter o padrão de comportamento negativo.


Crenças negativas são automáticas


A sensação de impotência e crenças negativas sobre si são muito comuns e sem nos darmos conta, podem agravar para um quadro depressivo. Geralmente quem está repleto de crenças negativas tem o hábito de desvalorizar as próprias conquistas ou nem dar atenção a elas.


Não é uma mera insegurança, pois inseguros podem arriscar, já quem possui crenças negativas limitantes ficam presos a tudo de ruim que pode acontecer e na ausência de habilidade para resolver determinada situação. O foco será sempre na falta, no que não está bom e dificilmente vai pensar em possíveis soluções.


No entanto, é preciso compreender que se trata de uma ação impulsiva e até inconsciente que direciona o indivíduo para a paralisação e dificulta qualquer tipo de avanço no campo profissional e dos relacionamentos, principalmente.


A terapia cognitivo-comportamental é uma ferramenta que irá trazer esse indivíduo para a realidade e apresentar novas propostas a cerca das suas limitações. Crenças negativas são bloqueios sérios.


É muito importante a prevenção terapêutica com o objetivo de evitar quadros mais graves, como a ausência de perspectiva de vida e quando ignorado os sinais, a depressão.


Passividade e desproteção proposital


Essa pessoa pode ser confundida com alguém que evita discussões e desentendimentos. É incapaz de reagir às ofensas e abusos graves, não por ser pacífica, mas pelo comportamento passivo destrutivo, tornando-se inapta para defender a própria dignidade.


É preciso estabelecer limites em nossas relações, prezar por respeito, porém quem vive esse quadro não sente o desejo de proteger-se, que seria um instinto natural, de todo ser humano. O comportamento irracional faz com que o indivíduo se entregue às dores, abusos e ao sofrimento, como se ele fosse normal e inevitável.


As feridas emocionais merecem atenção e não podem ser cumulativas. A terapia é um método de abordagem essencial para o indivíduo passivo destrutivo, trazendo a libertação, análise e formas de expressão para tudo o que lhe incomoda. Estabelecer limites, encontrar nossos limites, é uma maneira de proteger-se e praticar o amor.


Descuido e lesões físicas


Outro comportamento autodestrutivo que merece atenção são os descuidos com a saúde e automutilação em suas variadas formas. Geralmente essas pessoas podem ferir-se com objetos, arrancar cabelos e agredir-se de diferentes maneiras quando não conseguem controlar os seus impulsos emocionais.


A despreocupação com os hábitos alimentares, seja pelo excesso ou restrição, também é um comportamento assumido por quem possui essa tendência, o que pode ser o princípio de um transtorno alimentar.


A autolesão se faz presente, e para isso são utilizados diferentes recursos, como o abuso de substâncias medicamentosas, álcool e drogas. Ao notar esses sinais é o momento de procurar apoio psicológico para identificar a origem desses conflitos e uma maneira consciente de lidar com o problema.


O descuido com a saúde e a hostilidade contra si pode apresentar-se de muitas formas, como a insatisfação constante com aparência física, desejo compulsivo por cirurgias plásticas invasivas e medidas impulsivas, sem nenhum filtro racional ou análise do que seria de fato melhor para a situação.


Essas pessoas não consideram a saúde e o bem-estar, aliás, estão emocionalmente incapazes de viabilizar o que de fato é melhor para sua situação. A autolesão é um problema muito sério e quem viver esse transtorno pode utilizar de argumentos racionais para justificar tal comportamento, que é sinal de um problema emocional que merece atenção.




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