Consulta com psicólogo: como é a primeira sessão de terapia?


“Quando podemos falar sobre nossos sentimentos, eles se tornam menos impressionantes, menos perturbadores e menos assustadores.” — Fred Rogers

Você marcou — ou está disposto a marcar — sua primeira consulta com psicólogo. Mas tem dúvidas sobre o que esperar desse contato inicial. Afinal, sobre o que falar? Para quais perguntas deve estar preparado? Será que você precisa se abrir, logo de cara?


Chega de mistério! Neste texto, reunimos as respostas que você procura.


1. Quando devo consultar um psicólogo?


Muitas pessoas buscam o primeiro atendimento psicológico quando seu médico habitual não consegue identificar causas físicas para um mal-estar contínuo.


É comum, inclusive, que a sugestão parta do próprio médico — após avaliar os sintomas relatados pelo paciente.


Porém, você não precisa de encaminhamento médico para procurar um psicólogo.

A iniciativa pode ser sua!


E o ideal é que não espere se sentir doente para experimentar uma primeira sessão de terapia.


Uma boa maneira de saber se é hora de falar com um psicólogo é observar se há algo que parece fora do seu controle. Por exemplo:

  • Você anda muito irritado, há semanas (ou até meses). Em função disso, já teve explosões de raiva, crises de choro ou outros comportamentos indesejados.

  • Há certos pensamentos perturbadores que não saem de sua cabeça. Você tenta se livrar deles. Mas eles voltam — e fazem você se sentir ainda mais angustiado.

  • Você anda muito desanimado, cansado. Talvez dormindo mal. Ou demais.

  • Para tentar relaxar e se sentir melhor, você acabou adotando válvulas de escape negativas.

  • Seu humor muda de uma hora para outra. Você sabe que altos e baixos são normais. Mas a forma como eles vêm acontecendo com você está te incomodando.

Situações como essas estão entre os principais motivos que levam pessoas a conversar com um psicólogo pela primeira vez.


No entanto, há mais uma razão. Menos comentada. Mas igualmente legítima.


Nos referimos àqueles que buscam terapia porque desejam investir em seu desenvolvimento pessoal. Melhorar sua qualidade de vida. Trabalhar habilidades sociais.


Se você se identifica com algum desses objetivos, vai gostar dos resultados da terapia.


2. Como é a consulta com psicólogo?


As sessões de terapia têm, em média, 50 minutos de duração.


A conversa com o psicoterapeuta — seja no consultório, seja pela internet — é sempre sigilosa.


E você deve saber, antes de qualquer coisa, que o profissional não realiza “julgamentos”. Ou seja, o psicólogo tem uma atitude neutra, cujo objetivo é identificar relações entre comportamentos e a elaboração de pensamentos.


É útil lembrar que a Psicologia é uma ciência. Logo, uma consulta com terapeuta segue procedimentos devidamente estudados e validados, por centenas de pesquisas.

Nota:


Todos os psicólogos devem seguir o Código de Ética da profissão.


Um dos pontos previstos no Código diz respeito ao que o psicólogo não pode fazer no exercício de suas atividades.


Os itens estão detalhados no Art. 2.º do Código.


Citamos um trecho:


“Ao psicólogo é vedado:

  1. Praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;

  2. Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais...”

Se você tiver outras perguntas sobre como agem os psicólogos durante o processo de terapia, você pode entrar em contato com a Clínica Nodari por meio do formulário do site. Ou registrar suas dúvidas nos comentários, no final deste texto.


3. O que o psicólogo faz na primeira consulta?


No primeiro contato com o psicólogo, você receberá informações sobre o método de trabalho do profissional. Ele deve explicar a abordagem psicoterapêutica que segue (sua especialidade) e te deixar à vontade para fazer todas as perguntas que julgar necessárias.

Além de se apresentar, o psicoterapeuta fará perguntas introdutórias a você.


Tais perguntas têm o objetivo de entender os motivos que te levaram à busca por atendimento psicológico, bem como ter uma breve noção de seu histórico médico e pessoal.


A partir de suas respostas, o terapeuta poderá dar início a um plano de tratamento, adequado à sua condição.


4. Quais são as perguntas que o psicólogo faz na primeira consulta?


Ter uma noção do que o psicólogo pergunta na primeira consulta vai te deixar mais tranquilo e preparado para a sessão de terapia.


Portanto, listamos exemplos de questões que, possivelmente, você será convidado a responder:

  • Você já conversou com algum psicólogo antes? Em caso afirmativo, quais foram as situações que te levaram à consulta? Quais resultados positivos obteve? Ou, por outro lado, o que não aconteceu conforme você esperava? O que gostaria que fosse diferente nesta oportunidade?

  • O que te motivou a marcar a primeira consulta? Houve algum evento ou experiência que gerou essa decisão?

  • De acordo com seu ponto de vista, o que faz da situação que te trouxe à terapia um problema? Como a situação faz você se sentir?

  • Quais são os sintomas que te incomodam?

  • Como você está lidando com suas dificuldades? Quais atitudes você adota para se sentir melhor? Há algum hábito ou comportamento potencialmente prejudicial em sua estratégia atual?

  • Quais mudanças gostaria de fazer, a fim de se tornar mais satisfeito com sua vida? Quais são seus objetivos e metas para o futuro?

  • O que você espera obter com a terapia?

  • Questões gerais sobre sua história de vida — infância, relacionamentos, educação, profissão...

Não se preocupe: você não precisa ter todas as respostas nesse primeiro contato!


Inclusive, é comum que os pacientes não saibam exatamente sobre o que falar na primeira sessão de terapia.


Permita que o profissional te guie no processo. Então, diga o que você se sentir confortável para revelar.


Afinal, mesmo sabendo que se trata de uma conversa confidencial, você precisa adquirir confiança no psicólogo. Precisa se sentir acolhido.


E, nem sempre, tal vínculo de segurança acontece no primeiro atendimento.


Respeite seu tempo. Outras sessões virão.


Você perceberá que, no amadurecimento da relação com terapeuta, será mais fácil — e natural — falar sobre seus incômodos e dificuldades.


5. O que os psicólogos anotam?

“Você não pode controlar todos os eventos que acontecem com você, mas pode decidir não ser reduzido por eles.” — Maya Angelou

Durante a conversa, alguns psicólogos registram anotações a respeito das respostas e comentários que você oferece.


Nesses casos, a escrita funciona como um instrumento auxiliar na elaboração de um plano de tratamento.


As notas também ajudam a evitar que pontos importantes não sejam esquecidos em sessões futuras.


Ou seja, as anotações realizadas pelos psicólogos têm o objetivo de ajudar na orientação e estrutura do processo terapêutico, garantindo continuidade e avanços em cada consulta.


6. A primeira vez no psicólogo pode ser um pouco desagradável?


Sim, é possível que você se sinta um pouco desconfortável nos primeiros encontros.


Afinal, os assuntos para conversar com psicólogos envolvem questões íntimas. Questões sobre as quais — talvez — você não costuma falar com ninguém, em seu cotidiano.


Sendo assim, uma certa resistência, vergonha e até “medo” de se abrir com o profissional são sentimentos normais.


No entanto, esse receio deve diminuir conforme você comprova que a fala e a escuta terapêuticas são diferentes daquelas que você tem com amigos, colegas e familiares.


Porém, a conexão com o psicólogo é fundamental para tal evolução.


Uma sugestão é experimentar, ao menos, 3 sessões e analisar o progresso.


Caso, após esse tempo, você se sinta descontente com o estilo de comunicação do psicólogo, pode ser interessante buscar outro profissional.


7. Posso falar para o psicólogo que não estou gostando da terapia?


Certamente! Na verdade, sua sinceridade ajudará a nortear o processo de forma mais produtiva.


Seja franco, também, quando o psicólogo fizer recomendações de estratégias que você sabe, de antemão, que dificilmente irá praticar.


Claro, você deve ter a mente aberta ao buscar terapia. Isso significa que será desafiado a experimentar novas formas de gerenciar seus pensamentos, sentimentos e comportamentos.


Mas as estratégias precisam fazer sentido para seu estilo de vida, personalidade e o que você se sente apto a fazer no momento.


Se você testou uma técnica e não gostou, fale para o terapeuta. Se você considera a sugestão improvável, seja honesto.


O psicólogo irá te propor alternativas. Ou irá te explicar melhor quais são os benefícios da execução da técnica proposta. Talvez isso te convença da importância — e te instigue a fazer uma tentativa.


8. Quando trocar de psicólogo?


Excelente formação e inúmeras avaliações positivas não garantem que um terapeuta seja o ideal para você. Se a afinidade te parecer muito improvável, logo na primeira consulta com o psicólogo, considere buscar outras opções.


Por vezes, a sugestão parte do próprio psicólogo. Caso ele entenda que sua condição será melhor atendida por outro especialista, ele fará tal recomendação.


Lembre-se: a terapia funciona a partir do momento em que você consegue se expressar — com honestidade e confiança. Tudo bem se isso não acontecer na primeira sessão.

Mas, se após alguns encontros, você se pegar “mentindo” porque se sente constrangido, é hora de repensar suas opções.


9. Como escolher um bom psicólogo?


Para te ajudar na busca por um bom terapeuta, siga estas dicas:

  1. Antes de marcar sua consulta, sempre verifique as credenciais do terapeuta. O registro profissional no Conselho Regional de Psicologia (CRP) é um documento imprescindível. Você pode consultar se o CRP do psicólogo ou psicóloga está ativo por meio do site de Cadastro Nacional. Nos campos de busca, insira o nome completo do profissional. Ou digite o número de registro informado por ele (apenas os 6 dígitos depois da barra — os dois primeiros números se referem à região de inscrição estadual).

  2. Busque informações sobre a experiência profissional e formação acadêmica do terapeuta.

  3. Ao avaliar o perfil do psicólogo, veja quais são suas áreas de especialização e o tipo de terapia a qual ele se dedica.

  4. Procure esclarecimentos básicos sobre a abordagem de psicologia que o profissional pratica. Esse conhecimento prévio te ajudará a perceber se a proposta e a metodologia são compatíveis com suas expectativas de tratamento.

  5. Considere recomendações de amigos e conhecidos. Mas não se limite a essas referências. Acima de tudo, você deve procurar por alguém com quem acredita que se sentirá mais à vontade. A empatia e identificação entre psicoterapeuta e paciente é responsável por boa parte do sucesso do tratamento.

  6. Pesquise depoimentos de clientes no Google e redes sociais. É um recurso adicional, que pode te deixar mais seguro quanto à escolha.

Observação:


Para conhecer a formação e especialidades dos psicólogos da Clínica Nodari, clique neste link.


Veja também avaliações e comentários sobre os psicólogos da Clínica.


10. Quais problemas podem ser resolvidos com terapia?

"Há uma variedade de técnicas para ajudar as pessoas a mudarem o tipo de pensamento que as leva a ficar deprimidas. Essas técnicas são chamadas de terapia comportamental cognitiva". — Irving Kirsch

Afinal, para que serve a terapia? Em quais condições o tratamento psicológico é recomendado?


A resposta objetiva para essas questões é: a terapia pode ajudar sempre que sua qualidade de vida não for aquela que você gostaria.


Sendo assim, podemos dizer que o processo terapêutico é útil para superar — ou aprender a gerenciar melhor — situações como:

  • estresse e sensação de sobrecarga;

  • problemas de relacionamento;

  • pensamentos ansiosos, nervosismo e preocupações excessivas;

  • doenças ou dores crônicas;

  • sintomas depressivos (apatia, desânimo e desesperança, por exemplo);

  • comportamentos autodestrutivos;

  • vícios e compulsões;

  • transtornos alimentares;

  • baixa autoestima;

  • traumas;

  • fobias;

  • retraimento social;

  • eventos, perdas e transições difíceis — tais como divórcio, processo de luto e alterações na carreira profissional;

  • necessidade de adaptação ou desejo de desenvolver habilidades e novas formas de enfrentamento diante de desafios;

  • autoconhecimento e crescimento pessoal.


11. Qual a diferença entre psicólogo, psiquiatra e psicanalista?

Para informações mais detalhadas, leia também: Psiquiatra ou psicólogo? Entenda a diferença entre eles e quando procurar cada um.


12. Posso fazer terapia online, mesmo que nunca tenha ido a um psicólogo antes?


Sim! Sua primeira consulta com um psicólogo pode ser online. Em geral, não há impedimento algum.


Existem exceções em casos de urgência, emergência e atendimento a menores de idade. Mas, não se preocupe: se o atendimento online não for adequado para o seu caso, o psicólogo irá te instruir para melhores alternativas.


Para alguns, a terapia online é mais confortável e acessível.


Outros, não abrem mão do contato presencial.


Você pode fazer um teste e ver qual modalidade mais te agrada. Ou, quem sabe, combinar ambas. Discuta as possibilidades com o profissional de saúde mental que você escolher.


No blog da Clínica, publicamos um texto onde esclarecemos as principais dúvidas sobre atendimento online. Clique no link (em azul) para conferir.


Você tem outras perguntas sobre terapia?


Então fique à vontade para entrar em contato conosco!


Você pode enviar uma mensagem privada pelo site, e-mail (atendimento@clinicanodari.com.br) ou contatar a Clínica pelo telefone (11) 2367–0027 e WhatsApp.


Se preferir, deixe seu recado no espaço dos comentários, logo abaixo!


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