Coronavírus: como cuidar da saúde mental durante a quarentena



A pandemia do novo coronavírus (COVID-19) transformou radicalmente nossa rotina.


De modo abrupto, nos vimos obrigados a adotar novos hábitos — tanto de higiene quanto de comportamento —, processar uma enxurrada de notícias — desviando de fake news — e, principalmente, viver um período de isolamento social.


Somos capazes de nos adaptar ao momento? Nosso cérebro garante que sim!


Mas, para que ele possa fazer seu trabalho — e nos trazer a resiliência necessária — precisamos lhe oferecer condições propícias.


A questão, portanto, é descobrir como proteger a saúde mental durante o surto de coronavírus.


Esse cuidado é tão urgente quanto as medidas que estamos tomando para garantir nossa integridade física.


Tanto que a própria OMS (Organização Mundial de Saúde) publicou um guia, que visa auxiliar a população a enfrentar sentimentos como insegurança, estresse e ansiedade, tão comuns neste cenário turbulento.


A partir da cartilha da OMS — bem como orientações compartilhadas por outros órgãos e profissionais de saúde — produzimos um conteúdo especial, rico em sugestões que você pode colocar em prática facilmente.


Siga a leitura para conferir nossas dicas.


E lembre: preservar sua saúde mental também é fundamental no combate ao coronavírus!


1. Foque sua atenção no que pode controlar


Estamos recebendo informações constantes sobre procedimentos que devemos empregar para evitar a propagação do coronavírus.


Lavar as mãos com frequência, usar álcool gel e respeitar o confinamento social são exemplos dessas instruções.


Nesse momento, tudo o que você pode fazer é exatamente isso: obedecer às recomendações dos órgãos de saúde.


Entenda que exercícios adivinhatórios sobre o futuro são infrutíferos.


De fato, não existem respostas para boa parte de nossas inquietações — quando a quarentena irá acabar? o que acontecerá com a economia? como será o mundo após a pandemia?


Incertezas nos cercam. É fato. E precisamos aceitar essa condição. Não é fraqueza, é sensatez.


É hora de cuidar do presente. Fazer o que está a nosso alcance — e limitar conjecturas.


Preocupações irão lhe ocorrer. É natural. Mas assuma o compromisso de administrá-las.

Não permita que o ócio seja um terreno fértil para pensamentos catastróficos.


Viva um dia de cada vez e fixe-se em atitudes assertivas.


Difícil? Provavelmente.


Esteja ciente do desafio.


E, quando se flagrar em divagações pessimistas, volte ao mantra: foco no hoje. No viável, tangível e objetivo.


2. Limite o consumo de informações sobre coronavírus


É prudente que você se mantenha atualizado sobre o COVID-19.


Contudo, é preciso reconhecer quando a exposição ao assunto se torna excessiva, servindo apenas para aguçar o medo e a confusão mental.


Não fique obcecado, acompanhando inúmeros noticiários televisivos, matérias de mídias digitais e publicações em grupos de WhatsApp.


A recomendação da OMS é que você determine momentos específicos do dia para consultar publicações, sempre privilegiando fontes confiáveis.


3. Mantenha-se ativo


Você está cansado de ouvir de que atividades físicas são essenciais para a saúde.


No entanto, se todos os tradicionais argumentos nunca o convenceram a abandonar o sedentarismo, saiba que a hora de rever seus conceitos, definitivamente, chegou.


Podemos alegar, com razão, que exercícios físicos melhoram o sistema imunológico — aspecto fundamental, quando estamos empenhados em lutar contra um vírus.


Porém, os efeitos de manter o corpo em movimento vão muito além.


Atuam na qualidade do sono, na disposição, no humor, na dispersão de tensões e no controle da ansiedade.


Então, considere a atividade física como uma medida emergencial — ao menos durante o período de quarentena.


Qualquer tipo de movimento é válido.


Experimente dançar, pular corda, usar a esteira elétrica ou seguir tutoriais de yoga, disponíveis no YouTube, por exemplo.


Se não estiver habituado a se exercitar, uma boa opção são os alongamentos. Faça algumas séries — de 10 a 15 minutos — ao longo do dia.


4. Estabeleça uma rotina


Em circunstâncias normais, você organiza seu dia de modo a concluir uma série de tarefas.


Mas, com o confinamento, sua agenda deve estar um tanto quanto confusa.


Se você não está trabalhando, talvez tenha dificuldade até para levantar da cama.


Por outro lado, se estiver fazendo home office, é possível que esteja se perdendo no tempo e ignorando a necessidade de pausas ou encerramento do expediente.


Vamos ser práticos: a quarentena não tem data para encerrar. Logo, quanto antes você assumir a necessidade de adaptação, melhor.


É difícil reencontrar a disciplina depois que a perdemos de vista por muito tempo.


Você, seus filhos, as pessoas com quem divide a casa, precisam de um cronograma.


Todos devem contar com uma programação. Seguir horários regulares para acordar, fazer as refeições, realizar tarefas domésticas, trabalhar, estudar, se divertir…


Em resumo, precisamos criar uma nova vida “normal”.


É o único modo de impedir que a bagunça “de fora” se transforme num caos interior.


Sem rotina, estamos mais propensos a sofrer sintomas depressivos, angústia, irritabilidade, estresse e outros tantos sofrimentos psicológicos, cujas consequências são imprevisíveis.


Queremos nos proteger do coronavírus. Mas, nesse processo, não podemos esquecer que, em uma pandemia, os riscos à saúde não se restringem à doença propriamente dita.


Seus desdobramentos, na medida que prejudicam nossa estabilidade, devem ser observados com igual atenção.


Portanto, compreenda a rotina como mais uma medida preventiva — com a qual deve se comprometer seriamente.


5. Tenha autocompaixão


Por que não aproveitar o tempo livre para colocar aquele antigo projeto em prática? Ler boa literatura? Fazer cursos online?


Todas essas alternativas são ótimas e você deve experimentar.


Mas, entenda: vivemos um momento complexo!


Dúvidas e medos nos rondam.


Definitivamente, as circunstâncias não são favoráveis ao entusiasmo.


Logo, é absolutamente natural que você encontre dificuldades de concentração e que sua produtividade não seja a ideal.


Não se cobre demais.


A pretensão de máxima eficiência — só porque há tempo disponível — não faz sentido. E só o deixará mais frustrado.


6. Cultive o otimismo e o bom humor


Ao se atualizar sobre o coronavírus, confira também as notícias positivas!


Veja os casos de pessoas que se recuperaram da doença. Valorize as iniciativas de apoio comunitário que estão se propagando. Note a quantidade de pesquisadores empenhados em encontrar a cura.


E, se rir é o melhor remédio, garanta suas doses de humor consumindo memes, piadas, vídeos de comediantes… Não há contraindicação!


Busque, também, conteúdos que instiguem o pensamento positivo.


Dê uma chance àquele livro, do qual sempre ouviu falar muito bem. Use o YouTube para assistir a palestras de pessoas que admira. Nas redes sociais, siga perfis que compartilhem frases reflexivas.


Enfim, turbine sua resiliência!


7. Procure apoio


A quarentena pode nos manter isolados. Mas isso não significa que estamos sozinhos.

Mantenha-se conectado com seus amigos e familiares. Desabafe, diga como se sente, troque experiências.


Demonstre empatia se alguém pedir os seus conselhos também! A hora é de reciprocidade.


Se você faz algum tratamento psicológico, não o interrompa. Consulte seu psicólogo sobre a possibilidade de realizar a terapia online.


O atendimento à distância também pode ser necessário para pessoas que não estavam se consultando com um terapeuta, antes do surto de coronavírus.


Dificuldade para lidar com a solidão, ansiedade, tristeza e procrastinação são sintomas muito presentes neste período — e podem ser considerados normais.


Contudo, se os dias passam e você percebe que não está conseguindo lidar com esses problemas de forma razoável, busque ajuda de um profissional de saúde mental.


Em nossas redes sociais, você encontra outras dicas para cuidar de sua saúde emocional. Confira!


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