Depressão e o sentimento de desamparo – dois parceiros inseparáveis

Atualizado: 5 de Ago de 2019



O sentimento de desamparo é amplamente estudado no campo da psicologia. Os primeiros estudos surgiram na década de 60 e atualmente é associado como um dos percursores de transtornos como a depressão.


Como o próprio nome sugere a pessoa sente-se desamparada e desenvolve o pensamento de que quanto mais se esforça, mais as situações ficam negativas no campo que possui dificuldade. Portanto, resolve poupar esforços e mobilizar o avanço da própria vida.


Os pensamentos negativos costumam girar em torno das situações difíceis e ruins que viveu, sendo usadas como “prova” de que não dá certo mesmo nem adianta tentar, desenvolvendo então um comportamento passivo em relação a vida, e o hábito de “poupar esforços” no lugar de criar novas estratégias ou até mesmo esforçar-se mais para alcançar o objetivo.


Sinais de que o idoso pode ter depressão

A depressão costuma ser muito influenciada pelos pensamentos ruminativos, aqueles que repetem muito na nossa cabeça, sobretudo quando não estamos bem. Quando não alcançamos alguma coisa que gostaríamos, mesmo que não tenhamos feito nada por achar que não conseguiríamos, tendemos a nos sentir fracassados, e a ruminar mais ainda esses pensamentos, nos deixando mais deprimidos ainda. Ou seja, sem perceber reforçamos mais ainda nossa depressão.

Pode gerar depressão


Agir, pensar e reorganizar as estratégias exige energia, sobretudo em situações mais delicadas ou desafiantes. No entanto, quando a pessoa é condicionada a se poupar por meio de pensamentos negativos geradores de insegurança, ela se priva de crescer, de adquirir autonomia e fortalecer a autoestima proporcionada pelo sentimento de superação e conquista.


Por isso o comportamento de desamparo é muito comum em pacientes com depressão. Depois de tentar várias vezes uma recolocação no mercado, ele desiste de atuar na sua área. A pessoa para de tentar, logo a desistência e a conformidade, são condutas comuns na vida de quem tende a ter sentimentos de de desamparo.


  • Desiste de realizar atividades, antes prazerosas, por falta de energia;

  • Desiste de tentar uma recolocação profissional, mesmo insatisfeita com o emprego atual;

  • Desiste de tentar um novo relacionamento, pois possui a crença de que lhe faltam habilidades sociais para isso;

  • Desiste de cuidar ou zelar por uma aparência melhor, pois já praticou academia, procedimentos estéticos, mudou a alimentação e nada mudou;

  • Conforma-se com um casamento ou namoro que gera sofrimento, pois já realizou várias tentativas para melhorar e não obteve bons resultados;

  • A pessoa desenvolve um autoconceito negativo para justificar a falta de sucesso na busca dos seus objetivos e passa a ser guiada por pensamentos automáticos e destrutivos para a saúde emocional.


A sensação de incapacidade passa a atormentá-la, como se estivesse no escuro total sem acesso a uma lâmpada ou um caminho alternativo para se desviar desse imenso labirinto.


Precisamos falar sobre prevenção de transtornos emocionais.


No entanto, tudo o que essa pessoa necessita é o apoio da psicoterapia para que possa enxergar o próprio funcionamento de maneira racional e corrigir os pensamentos negativos.


Como a Terapia Cognitivo-Comportamental atua em casos de depressão ou desamparo?


O primeiro passo será modificar os hábitos não condizentes com a realidade, ou seja, estimular para que a própria pessoa desenvolva mecanismos racionais acerca dos seus conflitos e tome consciência deles.


O exercício do controle de pensamentos negativos é também de suma importância, tal como o controle das variáveis internas que geram tais comportamentos passivos.

Beck aponta algumas técnicas que podem te ajudar:


  1. Monitorar os pensamentos automáticos;

  2. Entender as relações entre seus pensamentos, emoções e comportamento;

  3. Estimular o paciente a examinar evidências a favor e contra os pensamentos negativos;

  4. Substituir pensamentos irreais por interpretações realistas;


Sofrimento e desesperança constantes devem ser tratados. O sentimento de impotência gerado pelo desamparo aprendido pode levar a um quadro grave de depressão. É difícil desenvolver sozinho mecanismos racionais para resolver seus próprios conflitos.


Comportamentos autodestrutivos X Depressão.


Uma pessoa que tem sentimentos de desamparo pode passar a sofrer intensamente tanto pelo sentimento de incapacidade, como pelo julgamento e falta de compreensão daqueles que o cerca.


A psicoterapia atua no fortalecimento da autoestima dessas pessoas e a um novo direcionamento que antes, sozinha, não conseguia enxergar por estar encoberta de crenças e autoconceitos irreais. Se tiver sentimentos de desamparo, procure um psicólogo você irá se beneficiar muito com o tratamento.


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