Distimia é um transtorno confundido com mau humor e personalidade difícil; Saiba mais

Atualizado: 2 de Mai de 2019

Irritação constante é parte da personalidade? Transtornos de depressão leve como a distimia faz refletirmos sobre a linha tênue entre personalidade e as alterações psicológicas que provocam comportamentos nocivos.


Estão sempre descontentes com a vida e de maneira impulsiva acabam reclamando de absolutamente tudo. São vistas muitas vezes como pessoas difíceis de conviver, com temperamento forte e que requer traquejos para superar a interação no dia a dia.


O filme assistido nunca é legal, falta um tempero na comida e a festa poderia ser melhor, a música era chata. Sabe aquele olhar negativo sempre presente? Pode ser  um subtipo de depressão chamada distimia.


A pessoa recorre a psicoterapia e solicita ajuda para mudar o seu comportamento, pois dificulta a convivência com os familiares e amigos. No entanto, não se trata de temperamento ou personalidade difícil, mas alterações psicológicas, tal como ocorre em casos de depressão.  


Saiba mais sobre a distimia, os impactos para socialização e saúde emocional e como tratar esse transtorno tão presente na população, mas que não recebe o devido diagnóstico por ser confundido com personalidade.


Quais são as características da distimia?


A única forma de diagnóstico da distimia é por meio da análise comportamental clínica. São pessoas que apresentam uma postura negativa diante de praticamente todos os cenários vividos.


Não se trata de mau humor ou um transtorno de depressão comum,  pois a duração da distimia pode percorrer por anos na vida do paciente, o que o leva acreditar que esses sentimentos são inerentes e as ações fazem parte do seu jeito de ser.


Síndrome do Pânico - enfrentando o medo dia após dia.


A palavra distimia é de origem grega, significa mau humor. Durante muitos anos foi considerada apenas um traço do temperamento e não um transtorno. Hoje já consideramos a distimia um subtipo da depressão. Requer tratamento farmacológico, com a indicação do psiquiatra e também da psicoterapia que fará o trabalho de adaptabilidade cognitiva.


As principais características comportamentais da pessoa com distimia são:


  • Sensação de tristeza e desânimo constantes que podem durar anos;

  • Irritabilidade impulsiva, as reclamações são contínuas e inevitáveis;

  • São vistas como pessoas mal humoradas e que não se sentem satisfeitas com absolutamente nada;

  • A solidão pode surgir por conta das queixas de amigos e familiares. As pessoas próximas evitam a interação com quem possui distimia;

  • Uma tendência maior a entrar em confusões. Uma vez que a pessoa reclama de tudo, isso pode ser interpretado como algo ofensivo e gerar represálias, afastamento e até discussões;

  • Os sintomas permanecem por anos. Tem início na infância, passa pela adolescência e na fase adulta, já é considerado erroneamente como parte da personalidade da pessoa;

  • Possuem muita dificuldade de se divertir e usar a criatividade nas suas atividades do dia a dia por conta do mau humor constante;

  • Podem apresentar abuso de álcool e outras substâncias com intuito de alívio momentâneo do transtorno;

  • Geralmente a pessoa é considerada irritadiça e nervosa. Passa a vida toda refém desses impulsos emocionais;


O que diferencia a distimia da depressão


Mesmo se tratando de um quadro depressivo de leve intensidade, existem diferenças entre a distimia e a depressão no momento do diagnóstico. Os impactos na vida do paciente em ambos os quadros são intensamente negativos.


A depressão possui o que podemos chamar de linearidade e uma divisão dos sintomas, com começo meio e ruptura. Um dia a pessoa está relativamente bem, realizando as atividades diárias. No outro pode estar, sem energia, recluso e sem perspectiva de vida.


Quando a ansiedade precisa ser tratada.


A distimia geralmente surge na adolescência e não possui esses traços, ou seja, diferenças comportamentais impactantes a ponto da própria pessoa ou familiares se conscientizarem de que existe algo errado, como ocorre nos casos de depressão.


O mau humor passa a fazer parte da rotina, tal como o desânimo, nada e nem ninguém é interessante. Imagina conviver com alguém assim? E mais, como essa pessoa muitas vezes se sente julgada ao ouvir represálias sobre o comportamento negativo e inconsciente.


Comportamentos negativos necessitam de revisão e apoio psicológico, pois gera danos psicossomáticos tanto para a pessoa, como para entes e amigos próximos.


Tratamento para a distimia


Tal como na depressão, a distimia possui alterações psicológicas e para a efetividade do tratamento será indicado pelo psiquiatra o antidepressivo que fará com que os hormônios capturados pelo remédio possibilitem uma maior eficácia da psicoterapia, visto que é o melhor método de tratamento nesses casos.

A psicoterapia irá complementar o tratamento com o papel de readaptação, correção dos esquemas cognitivos, questionamento das crenças e com isso, gerar novas interações com ambiente familiar, de trabalho e relacionamentos gerais.


Como a escuta terapêutica beneficia o seu cérebro.


É muito importante no caso da distimia, unir tanto o tratamento psiquiátrico, como a terapia cognitivo-comportamental. Apenas a ingestão do antidepressivo não terá eficiência, uma vez que a postura, interpretação e as reações ao ambiente estão presentes na vida do paciente por toda a vida e vai exigir uma readaptação comportamental.

Serão apresentados exercícios cognitivos para correção das crenças e a promoção de novos comportamentos de acordo com as dificuldades apresentadas durante as sessões. Vale ressaltar que a distimia não tem cura, mas com os tratamentos adequados é possível aprender a conviver com ela e a melhor muito a qualidade de vida.




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