Empatia: o segredo para uma vida melhor



Nas palavras do filósofo Roman Krznaric, empatia “é a arte de nos colocarmos na pele de outra pessoa e ver o mundo a partir de sua perspectiva. Trata-se de compreender os pensamentos, os sentimentos, as ideias e as experiências que compõem a sua perspectiva do mundo. Trata-se de compreender a história por trás da outra pessoa”.


De início, a definição pode sugerir (apenas) uma atitude altruísta e generosa. Certamente, há esse valor. Mas, na prática, o comportamento empático significa muito mais.


Pense em situações do dia a dia. Queremos encontrar soluções assertivas para nossos negócios, viver relacionamentos saudáveis, dialogar de forma mais construtiva…


O fato é que o sucesso, em todas essas situações, depende de um princípio elementar: nossa habilidade de conexão.


Por exemplo: é impossível propor inovação em produtos ou serviços sem perceber as reais necessidades do consumidor.


Também é impossível “salvar” um casamento, quando desejos e sentimentos do par romântico são ignorados. Ou estabelecer comunicação significativa e produtiva, onde não existe vez à arte da “escutatória” — conforme expressa Rubem Alves.


Portanto, para avançar em tantas áreas do desenvolvimento pessoal (incluindo o âmbito profissional), a habilidade de ouro é a empatia. Uma habilidade capaz de revolucionar pontos de vista e, por consequência, a qualidade das relações humanas.


Leia mais: Ferramentas da Terapia Cognitivo Comportamental para melhora das habilidades sociais


Benefícios da empatia


O esforço de analisar um acontecimento, uma opinião ou uma emoção, tomando como referência a percepção do outro, favorece tanto quem recebe esse tratamento quando quem o oferece.


Quem recebe, encontra sensação de acolhimento, de valorização, de sentido para suas expressões.


Mas, e quem oferece a escuta atenta, o que ganha com isso?


A verdade é que suspender o filtro da própria interpretação traz inúmeras vantagens. E saber reconhecê-las pode ser o estímulo que faltava para você se dedicar a aprimorar essa habilidade.


Nas próximas ocasiões de conflitos de ideias, lembre da lista de benefícios da empatia, que você verá a seguir. Provavelmente, pensará duas vezes antes de impor seus julgamentos e convicções.


Empatia faz bem para a saúde


Estudos indicam que pessoas empáticas lidam melhor com o estresse e são menos propensas à depressão e ansiedade.


Afinal, compreender o contexto das reações dos outros ajuda a regular nossas próprias emoções. Evitamos conclusões precipitadas, pensamentos de culpa, raiva e mágoas.


Retirando o “eu” do centro das atenções, podemos respirar fundo em momentos que levariam a discussões ou processos de vitimização.


É importante destacar que empatizar não é sinônimo de tomar para si as dores do outro, no sentido de assumir a responsabilidade de modificar a vida alheia.


Lógico, se a contribuição for viável, em forma de apoio, ninguém sai prejudicado.


Porém, ao tomar “emprestada” a visão do outro sobre um problema, não confunda os papéis. Cada um é protagonista da própria história.


Você não vai decidir como o outro pensa. Esqueça a ideia de ser o “salvador” de alguém.

Prefira manter o foco em decifrar as razões alheias e ir ao encontro de tal interpretação, sem a pretensão de mostrar o que é certo e errado. Leia: Resiliência: o que é e como pode nos ajudar no dia a dia


A empatia melhora os relacionamentos pessoais


Lembre que por trás de cada reação há uma história. E todas as narrativas são individuais.


Por consequência, diferentes leituras da realidade são comuns, mesmo entre pessoas muito próximas.


Conviver bem não depende do fim dessas diferenças. Mas, sim, da coexistência de múltiplos pontos de vista.


Aprenda a ouvir, com disposição honesta.


Respeite a verdade na voz do outro


Você não precisa concordar com o que escuta. Apenas assimile o raciocínio que lhe é exposto, sem reservas.


Brigas e desentendimentos acontecem quando conversas se transformam em disputas. O resultado? Ninguém “vence”.


Substitua a necessidade de provar suas razões pelo entendimento de que cada um tem as suas.


Ser empático, ao invés de impor convicções, dá espaço à confiança, cumplicidade e negociação — bases para amizades, laços familiares e relações amorosas sólidas e saudáveis.


Empatia aumenta a criatividade


Em seu trabalho, você precisa encontrar estratégias atraentes, inovadoras, que despertem interesse?


Então, experimente adotar uma postura empática, ao elaborar suas propostas.


Seja curioso sobre a pessoa que deseja atingir


Não suponha as respostas: pesquise, pergunte. Quais suas dores, dificuldades, reclamações? O que a motiva, deixa confortável, entusiasma?


O exercício de enxergar o mundo pela ótica de outra pessoa amplia nossas perspectivas. Nos desacomoda, provoca e multiplica referências.


A criatividade está associada ao pensar “fora da caixa”. Considere que a “caixa” é sua própria identidade, seu entendimento prévio.


Logo, para abandonar o casulo, projete-se em identidades alheias, estenda-se a elas. Mergulhe na subjetividade que deseja encantar. A aproximação gera insights funcionais genuínos.


Leia:


Desenvolver a empatia facilita a comunicação


Quando você se coloca no lugar do outro, não apenas escuta com mais propriedade como também consegue se expressar de forma mais clara.


O trabalho de Lucas Alves é um exemplo inspirador dessa transformação. Ele trabalha com a ideia de facilitação gráfica que, em resumo, é a técnica de traduzir o conhecimento em painéis visuais.


Nesta palestra, ele demonstra como os recursos gráficos podem configurar uma ponte de entendimento, tornando assuntos complexos, ou muito técnicos, inteligíveis para diferentes públicos.


Enquanto desenha o que um orador expressa, Lucas precisa estar atento à essência do que ouve, independente de suas próprias convicções ou bagagem cultural.


Por outro lado, ao fazer essa tradução de linguagem — da fala para o gráfico — ele também assume o lugar da plateia, cujo universo de referências pode não ser o mesmo do orador.


Os desenhos servem, portanto, para nivelar o entendimento, como um idioma comum entre pessoas de diferentes vocabulários.


A ferramenta de Lucas Alves é a empatia de mão dupla.


Obviamente, você não precisa saber desenhar para se espelhar nessa prática. A sugestão que fica é reconhecer que “buracos” na comunicação atrapalham as conexões que planejamos.


Ao falar ou escrever, enxergue mais o seu interlocutor. Use metáforas ou exemplos que “desenhem” seus pensamentos, criando associações.


A técnica vale também quando você for o ouvinte. Compare o que escutou com algo que você percebe como equivalente, para verificar que captou o sentido pretendido. “Então você quer dizer que…” é uma boa frase para garantir esse efeito.


O mais importante: seja paciente e não desista. A empatia é uma habilidade que se desenvolve com o tempo. Esteja aberto às ocasiões de exercitá-la. A prática irá provar seus benefícios.


Para ler outros textos sobre bem-estar e saúde emocional, siga acompanhando nosso blog!


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