Fobia social tem tratamento?



A fobia social — também chamada de transtorno de ansiedade social (TAS) ou sociofobia — é caracterizada por um intenso desconforto em situações que envolvem interações sociais.


Segundo a Social Anxiety Association, a ansiedade social ocupa o terceiro lugar na lista dos principais problemas de saúde mental no mundo, ficando atrás apenas do alcoolismo e depressão.


Estima-se que a condição afeta, aproximadamente, 7% da população, em algum momento da vida.


No entanto, é importante esclarecer alguns pontos, já que fobia social não é o mesmo que timidez, introspecção ou medos pontuais (e comuns) referentes à exposição em público.


Saiba como identificar o transtorno e quais são os recursos disponíveis para controlar o problema, conferindo o texto a seguir.


Sintomas da fobia social


Quando pessoas com transtorno de ansiedade social estão expostas a ocasiões sociais, é possível que manifestem sintomas físicos como:


  • transpiração excessiva;

  • náuseas, vômito ou diarreia;

  • batimentos cardíacos acelerados;

  • tremores;

  • ruborização facial;

  • gagueira;

  • ausência de contato visual;

  • postura corporal rígida;

  • tonturas;

  • tensão muscular;

  • falta de ar;

  • sensação de estar “fora do corpo”.


Quanto aos aspectos psicológicos, eles costumam ser descritos como:


  • muito receio de críticas, julgamentos e rejeição;

  • medo de ser humilhado ou passar vergonha;

  • dificuldades para conversar com estranhos, pedir informações ou fazer contatos por telefone;

  • medo que os outros notem os sinais do nervosismo;

  • tendência a manter distância de lugares onde pode encontrar outras pessoas, chegando a desmarcar compromissos;

  • necessidade de sempre ter companhia para frequentar espaços públicos;

  • evitar situações nas quais possa ser o “centro das atenções”;

  • sentir grande embaraço ao ser visto em situações triviais, como comer e fazer compras, considerando que seus atos são vigiados e avaliados;

  • medo de dizer ou fazer coisas erradas, imaginando consequências terríveis para seus atos;

  • pensamentos obsessivos e ansiosos com eventos futuros;

  • reavaliação de situações já transcorridas, com autocrítica impiedosa e exagerada;

  • baixa autoestima.


Muitos dos sinais (físicos e psicológicos) da ansiedade social são, ocasionalmente, experimentados por todos nós.


Especialmente pessoas tímidas ou introspectivas podem se identificar com vários desses indícios.


A principal diferença está na intensidade, constância e impacto dos sintomas na vida cotidiana.


Se as sensações de estresse são vivenciadas em momentos específicos e são superadas, não há motivos para se preocupar.


Porém, quando medo e nervosismo invadem os pensamentos com frequência acentuada, sendo avassaladores a ponto de inviabilizar ações rotineiras, é preciso atenção.


Gatilhos da fobia social


Os tipos de situações que desencadeiam os sintomas da fobia social incluem:


  • participar de festas ou reuniões sociais;

  • conhecer pessoas novas;

  • conversar com pessoas que considera importantes ou autoridades;

  • falar em público;

  • iniciar um relacionamento amoroso;

  • pedir informações a desconhecidos;

  • passar por uma entrevista de emprego;

  • utilizar transporte público;

  • comer na frente de outras pessoas;

  • ser chamado a responder uma pergunta (numa sala de aula, reunião ou mesmo num grupo de amigos);

  • falar ao telefone quando existem outras pessoas no ambiente;

  • utilizar banheiros públicos.


Essa lista, certamente, não compreende o conjunto total de eventos que podem suscitar a fobia social.


Tampouco significa que uma pessoa com TAS sinta constrangimento em todas as circunstâncias apontadas.


A manifestação do transtorno varia, de caso a caso. Para alguns, certas experiências podem ser mais tranquilas, enquanto outras são capazes de promover ataques de pânico.


Tratamento para fobia social


Reconhecer que a ansiedade com interações sociais está limitando oportunidades e o prazer com a vida é o primeiro passo para a resolução do problema.


Portanto, se você se identifica com as características do transtorno — que apresentamos nos tópicos anteriores — avalie o quanto sua performance profissional, suas relações pessoais e sua autoconfiança são prejudicadas por esse sofrimento.


Agora, o que você precisa saber é que existem formas de vencer os entraves típicos da condição.


A terapia cognitivo comportamental é um dos recursos mais eficazes para a sociofobia. Os métodos da abordagem incluem aprendizado de técnicas de relaxamento e respiração, favorecendo o controle dos sintomas físicos.


Além disso, a terapia conduz à percepção de quais são os pensamentos automáticos negativos. Com a consciência das interpretações “viciadas”, é possível desenvolver uma nova mentalidade — mais otimista e encorajadora —, a partir do estímulo de respostas alternativas.


Outro tratamento bastante promissor é a terapia de exposição. Como o nome sugere, nesse caso o indivíduo é exposto de forma lenta e gradativa — com auxílio e supervisão do terapeuta — a situações que desencadeiam as sensações de medo.


Tudo é conduzido com segurança, obedecendo os limites do fóbico, de forma que, gradualmente, ele possa experimentar o enfrentamento ao invés do impulso de fuga.


Há casos nos quais as estratégias de psicoterapia serão complementadas com prescrição de medicamentos — antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), e em alguns casos, ansiolíticos benzodiazepínicos.


Apenas com a avaliação de um profissional da saúde mental as formas de tratamento mais oportunas podem ser encontradas.


O fundamental é entender que a fobia social não é uma realidade intransponível. Solidão, tristeza e medo podem ser superados, com apoio psicológico adequado.


Ficou com alguma dúvida? Então a compartilhe conosco, no campo de comentários.


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