Nervosismo: sintomas e formas de controlar

Para entendermos o que é nervosismo, sintomas característicos da condição devem ser nosso ponto de partida.


Afinal, é muito fácil confundir emoções quando não sabemos, exatamente, como identificá-las.


Será nervosismo ou ansiedade?


É nervosismo ou estresse?


Depois de verificar quais são os sintomas de nervosismo, você conseguirá diferenciá-lo de problemas mais sérios — como síndrome de burnout ou transtorno do pânico, por exemplo.


Portanto, dê uma boa conferida nas listas abaixo.

Aprenda a identificar os sintomas físicos, psicológicos e comportamentais do nervosismo.

Se, ao final da leitura, você tiver outras dúvidas sobre nervosismo (suas causas, possíveis consequências ou tratamento...), escreva suas perguntas no espaço de comentários!


Nervosismo: sintomas físicos


Você sabe o que o nervosismo pode causar no corpo?


Veja quais são os efeitos mais comuns:

  • tremedeira nas mãos;

  • suor;

  • batimentos cardíacos acelerados;

  • rubor facial;

  • respiração curta e/ou ofegante;

  • falta de ar;

  • tontura;

  • vertigem;

  • visão embaçada;

  • sensação de formigamento ou dormência em partes do corpo;

  • ondas de calor ou frio repentino;

  • gagueira;

  • boca seca;

  • agitação motora;

  • sensação de paralisia;

  • rigidez, fraqueza ou tensão muscular;

  • dor de cabeça;

  • náuseas;

  • necessidade de urinar;

  • zumbido nos ouvidos;

  • sensação de “embrulho” no estômago.

Conteúdo relacionado: Somatização: quando o corpo reflete as dores da mente

Nervosismo: sintomas comportamentais


Os sintomas físicos do nervosismo, que listamos acima, ocorrem sem que você possa ter qualquer controle sobre eles.


Nesse ponto é que os diferenciamos dos sinais comportamentais.


Podemos dizer que o comportamento é uma resposta que a pessoa apresenta em função do que sente.


Mesmo que não seja totalmente consciente, é uma escolha.


Logo, é possível interromper ou modificar tais atitudes.


Para ilustrar, quando falamos em nervosismo, sintomas comportamentais incluem:

  • roer as unhas;

  • falar muito rápido ou com tom de voz alterado (muito baixo ou mais alto que o normal);

  • usar muitas desculpas e se autocorrigir a todo momento;

  • agredir verbalmente;

  • jogar ou quebrar objetos;

  • ter explosões de raiva;

  • fumar em excesso;

  • beber ou comer compulsivamente;

  • demonstrar dificuldade de ficar parado;

  • andar de um lado para o outro;

  • contorcer as mãos;

  • morder os lábios;

  • ranger ou apertar os dentes;

  • evitar contato visual;

  • apresentar postura encolhida — ombros curvados, braços cruzados, mãos entre as pernas ou nos bolsos...


Nervosismo: sintomas psicológicos


Por fim, vamos listar os sintomas de nervosismo que não são visíveis — mas que determinam, em grande medida, o comportamento de uma pessoa nervosa.


Dentre eles, podemos citar:


Conteúdo relacionado: Síndrome do pensamento acelerado (SDA): será que você sofre desse mal?

Observações importantes sobre os sintomas de nervosismo


Embora desagradáveis, os sintomas do nervosismo são reações normais aos momentos de grande excitação ou estresse.


Sempre que, de alguma forma, nos sentirmos em “perigo” — real ou imaginário — vamos ter reações semelhantes àquelas que listamos acima.


Ao falar em público, fazer uma prova de direção, ir a uma entrevista de emprego...


Mesmo que contra a nossa vontade, é comum que o nervosismo apareça.


E, já que o nervosismo é uma resposta a uma situação, ele — e todos os seus sintomas — deve sumir quando o obstáculo (ou perigo) for superado.


Contanto que isso aconteça, não temos motivos para nos preocupar.


Embora sempre seja útil saber como controlar o nervosismo, a princípio, ele não significa um problema maior.


No entanto, o quadro é outro quando os sintomas se tornam muito frequentes. Ou muito intensos.


O nervosismo crônico ou excessivo pode ser indício de uma condição mental que exige mais cuidados.


Nesses casos, talvez você tenha até dificuldade de dizer quais são as causas do nervosismo, pois ele se torna seu “humor habitual”.


Se você se identifica com essa descrição, converse com seu médico de confiança e busque avaliação de um psicólogo.


O “estado nervoso” persistente coloca em risco tanto a sua saúde física quanto a mental.


Para você ter uma ideia, doenças cardíacas, envelhecimento precoce e depressão são exemplos de possíveis prejuízos que o nervosismo pode causar à sua saúde.

Quando o nervosismo se torna frequente e intenso, ele coloca em risco sua saúde cardíaca e seu bem-estar emocional. Aprenda a identificar os sinais de alerta dessa condição.

Sinais de ansiedade e nervosismo exagerado


Conforme explicamos acima, as sensações, comportamentos e pensamentos associados ao nervosismo frequente podem se tornar bem problemáticos.


E, quando ele se torna frequente, os sintomas também se agravam.


Sendo assim, no caso de constante nervosismo, sintomas que podem ser notados incluem:

  • sensação de não conseguir relaxar;

  • distúrbios do sono (insônia, pesadelos, sono agitado ou excessivo…);

  • sentimento de tristeza sem motivo;

  • melancolia;

  • fobia social;

  • comportamentos violentos;

  • baixa autoestima;

  • maior propensão a infecções (pois o sistema imunológico fica debilitado);

  • mudanças no apetite;

  • perda ou ganho de peso;

  • alergia nervosa (dermatite);

  • queda de cabelo;

  • problemas intestinais;

  • dores musculares sem explicação lógica;

  • enxaqueca;

  • bruxismo;

  • cansaço excessivo;

  • alterações no desejo sexual;

  • comportamentos de automutilação;

  • pensamentos suicidas.


Possíveis causas do nervosismo


Quando o nervosismo se torna corriqueiro, avalie seus hábitos e estilo de vida.


Ele pode ser o reflexo de:

  • noites mal dormidas;

  • excesso de cafeína;

  • sedentarismo;

  • desorganização;

  • falta de autoconfiança;

  • pressão no trabalho;

  • perfeccionismo;

  • problemas de relacionamento;

  • preocupações financeiras;

  • efeito colateral de medicamentos.

Como controlar o nervosismo: 15 maneiras de recuperar a calma em momentos de estresse


Infelizmente, não podemos excluir os estados de nervosismo de nossa rotina.


Ou melhor, não temos como evitar que imprevistos aconteçam e garantir serenidade inabalável diante de desafios.


Contudo, podemos aprender a gerenciar melhor nossas emoções.


Quero dizer: não podemos mudar o que nos acontece. Mas podemos mudar a forma como pensamos sobre tais acontecimentos.


Para isso, é interessante aprender táticas que te permitam controlar o nervosismo em qualquer situação. Contar com alguns “truques na manga” para afastar aquelas ondas de ansiedade que te impedem de pensar direito. E saber como recuperar o controle do corpo.


Ou, pelo menos, conseguir dar um basta na tremedeira que te faz parecer inseguro.


Quer aprender métodos que funcionam na hora de amenizar o nervosismo, sintomas de ansiedade, estresse e outros tantos mal-estares?


Então confira as recomendações e técnicas a seguir.


1. Controle o nervosismo com técnica de respiração


Quando o nervosismo bate à porta, acontecem várias reações que você não pode controlar.


Seus batimentos cardíacos aceleram.


O suor começa a aparecer nas mãos.


Às vezes, acontece até uma sensação de náusea, não é verdade?


Nada disso pode ser alterado pelo poder de sua vontade.


Não importa o quanto tente. Seu coração, intestino e seus hormônios não obedecem suas ordens.


Por quê?


Porque eles são gerenciados pelo sistema nervoso autônomo.


Ou seja, são respostas automáticas (e biológicas) do corpo.


Logo, você não decide nada sobre elas.


Mas há uma função, também guiada pelo sistema nervoso autônomo, que permite interferências conscientes.


Estamos falando da sua respiração.


E, se você conseguir modificar sua respiração, todo o resto do corpo irá acompanhar a nova ordem.


Quando você respira profundamente, você envia para o seu cérebro a mensagem de que está bem.


Assim, todos os sinais de alerta perceptíveis no corpo vão diminuindo.


Guarde esta dica:

  • Para vencer o nervosismo, inspire o máximo de ar que puder.

  • Segure um instante.

  • Depois, expire pela boca — como se estivesse enchendo um balão.

  • Repita algumas vezes.

A sensação de calma virá!


2. Diminua o consumo de cafeína e de outros possíveis "vilões"


O efeito do café, refrigerantes, energéticos — e até certos tipos de suplementos — pode não ser exatamente o que você espera. Em excesso, a cafeína não te deixa desperto e animado. Mas, sim, agitado e mais nervoso que o normal.


Além da cafeína, se você tem se sentido muito nervoso, experimente cortar — ou, pelo menos, reduzir — os seguintes itens em seu dia a dia:

  • açúcar refinado;

  • sucos industrializados;

  • glúten;

  • bebidas alcoólicas;

  • sal (fique atento à quantidade de sódio nos alimentos que consome);

  • frituras;

  • adoçantes artificiais;

  • embutidos;

  • fast food.


Faça o teste por uma semana, para começar. Observe as mudanças na forma como se sente após esse período.


Os impactos do “detox” vão te animar a investir numa dieta mais equilibrada.


3. Busque contato com a natureza


Um passeio ao ar livre, uma vez por semana, já é um bom começo.


4. Pegue leve com as redes sociais


Uma desintoxicação digital, de tempos em tempos, vai te mostrar benefícios que você não imagina.


5. Aprenda a controlar o nervosismo usando as mãos


Não, você não leu errado.


A ideia é, realmente, te ensinar a usar as mãos para controlar o nervosismo e a ansiedade.


Como?


Experimente técnicas de acupressão — um tipo de acupuntura que usa os dedos ao invés de agulhas.


Aqui vão algumas sugestões:

  • Pressione o polegar de uma das mãos contra a palma da outra. Mantenha a pressão por alguns segundos e depois inverta o movimento.

  • Use o dedo indicador para cobrir a região do buço. Movimente o dedo de um lado para o outro, como se estivesse fazendo uma massagem.

  • Pressione o polegar na região entre as sobrancelhas. Não precisa fazer muita força, ok?

  • Massageie seu queixo.

  • Com os dedos médios, faça pressão sobre o topo da cabeça.

  • Faça uma massagem no couro cabeludo, usando a ponta dos dedos.


6. Reduza sua desorganização


Esta dica se aplica tanto no que se refere ao acúmulo de objetos quanto ao que diz respeito à sua agenda de compromissos.


Limpar a mente — e o ambiente — aumenta sua sensação de controle sobre as circunstâncias do cotidiano.


7. Seja gentil


A prática de atos de gentileza aumenta a produção de serotonina, oxitocina e dopamina, que são conhecidos como “hormônios da felicidade”.


8. Vença o nervosismo movimentando o corpo


Qualquer atividade física vai te ajudar a aliviar a tensão.


Isso acontece porque, junto ao exercício, vem a liberação de endorfinas — hormônios responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.


Portanto, se você tem crises nervosas com muita frequência, dê uma boa olhada em seus níveis de sedentarismo.


Pode estar aí a razão oculta de tanto estresse.


Mas… e como controlar o nervosismo na hora h?


Será que um rápido exercício físico surte efeito?


Para sua alegria, saiba que sim.


Lógico, não tem o mesmo impacto que uma atividade habitual.


Mas vai trazer algum conforto.


A regra é, simplesmente, se mexer.


Saia para uma caminhada. Suba e desça alguns lances de escada. Faça alongamentos ou poses de yoga.


Até sacudir o corpo ou pular, revezando os pés, te deixará mais tranquilo.


Enfim, faça o que for possível, considerando as limitações da situação em que está.


9. Durma de 7 a 9 horas por dia


Qualidade e quantidade de sono adequadas à sua idade e estilo de vida são essenciais para regular suas emoções.


Conteúdo relacionado: Insônia: como dormir melhor? [17 dicas]

10. Siga uma dieta saudável


O que você come tem relação direta com seu bem-estar geral.


Não tem ideia do que incluir — ou excluir — do cardápio, para melhorar seu humor?


Bem, então esta lista, com alimentos que podem ajudar no tratamento da depressão deve te dar ótimas ideias para colocar em prática.


11. Cultive um hobby


Crie espaço para momentos de lazer em sua rotina. E sem essa de dizer que não tem tempo! É, justamente, quando você acredita que "não tem tempo" para se divertir que mais precisa desses momentos.


Ter um hobby, comprovadamente, traz uma série de benefícios para a saúde mental.


Além disso, funciona como uma válvula de escape para as tensões diárias.


12. Use a tática da água para acalmar o nervosismo


Tomar um banho quente é sempre relaxante.


Mas, digamos que essa possibilidade não esteja ao seu alcance.


Como controlar o nervosismo ao falar em público, por exemplo?


Não dá para apelar a uma boa ducha!


Ou melhor, você pode até fazer isso, como precaução, horas antes.


Porém, na hora da apresentação, vai precisar de um reforço.


A dica, então, é beber um copo d’água.


A dose extra de hidratação beneficia seu corpo, ajudando a lidar com o nervosismo intenso.

Beba bastante água durante o dia. Caso você não saiba, a desidratação acentua o mau humor.

Além de ter propriedades calmantes, a água pode ser usada para fazer um rápido exercício de meditação.


Para tanto, não vire o copo de uma vez:

  • Beba em pequenos goles.

  • Respire profundamente nos intervalos entre um e outro.

  • Se concentre em sentir o percurso da água, começando pela sua boca.

  • Feche os olhos e mentalize cada gole avançando para todas partes do seu corpo.

Um truque extra é usar água gelada, pois dessa forma seu sensorial ficará mais ativo.


13. Aposte em calmantes naturais


Além da água, você sabe qual o melhor calmante para nervosismo?


Veja 10 opções naturais:

  1. passiflora;

  2. valeriana;

  3. erva-de-são-joão;

  4. kava-kava;

  5. camomila;

  6. melissa;

  7. chá verde;

  8. erva-doce;

  9. maracujá (suco da fruta ou chá das folhas);

  10. alface (principalmente o talo).


14. Procure estreitar seu convívio com pessoas otimistas


Cercar-se de positividade e bom humor interfere, drasticamente, em sua disposição e na forma como você interpreta os acontecimentos.


Claro, o oposto também é verdadeiro. Ou seja, relacionamentos tóxicos e contato frequente com pessoas muito pessimistas causa reflexos negativos em seu bem-estar emocional.


Portanto, fique atento às suas convivências. E saiba priorizar aquelas que te fazem bem.


15. Aprenda a controlar o nervosismo e a ansiedade a partir de seus pensamentos


Depois de reduzir a intensidade dos sintomas físicos do nervosismo, será mais fácil tomar as rédeas de seu diálogo interno.


Afinal, quando você está uma pilha de nervos, as coisas que diz para si mesmo tendem a ser bastante exageradas.


Te ocorrem impulsos, como sair correndo, desistir ou partir para o ataque.


Enfim, o nervosismo te aprisiona num raciocínio de tudo ou nada. Mistura de medo com certeza do desastre.


O problema é que nossos pensamentos alimentam nossas emoções. E acabam dirigindo nossos comportamentos.


Porém... o que é problema também é parte da solução!


Ou seja, já que emoções e comportamentos estão conectados ao que pensamos, tudo muda quando escolhemos pensamentos diferentes.


Não vou mentir, essa etapa pode ser complicada. Especialmente quando você está muito agitado.


Por isso é importante seguir as dicas para acalmar o corpo, em primeiro lugar.


Minha sugestão é que, enquanto faz os exercícios que indiquei nos tópicos anteriores, você procure conversar consigo mesmo como se fosse um bom amigo. Ou um mentor.


Desafie-se a encontrar uma perspectiva diferente sobre a situação!


Imagine outros desdobramentos. Foque em possibilidades positivas.


Treine fazer isso em momentos comuns do dia a dia.


Assim, quando uma crise nervosa der as caras, você estará afiado.


Sua opinião


O que funciona para você quando precisa se acalmar?


Você gostaria de conhecer estratégias mais específicas, direcionadas a como controlar o nervosismo na hora da prova, por exemplo?


Conte suas experiências, deixe suas dúvidas e suas sugestões nos comentários logo abaixo!


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