O bullet journal como estratégia de terapia


Como o bullet journal pode ajudar na saúde mental?


Se você faz terapia, provavelmente já recebeu a sugestão de iniciar um diário.


A ideia da prática é obter clareza sobre seus pensamentos, emoções e comportamentos — o que permite maior controle da rotina e condição mental.


Escrever sobre o que ocorre no transcorrer do dia cria um registro físico de quem somos.


Depois de um tempo, ao reler e pensar sobre as palavras que se repetem — ou que se ausentam — enxergamos no diário os nossos padrões, nossos hábitos. Sejam eles saudáveis ou prejudiciais.


Ou seja, o diário torna visual o que está na mente — não só isso, mas vamos partir desse ponto.


Agora, qual a relação do bullet journal com tudo isso?


A questão é que, ao imaginarmos um diário, geralmente o visualizamos como um caderno, preenchido por textos longos, com uma linguagem muito íntima.


Certamente, esse estilo de diário traz importantes contribuições para um processo terapêutico.


Mas ele não é a única opção.


Se você descartou a técnica do diário porque ela lhe pareceu muito demorada, confusa ou sem objetividade, o bullet journal modificará seu entendimento.



Por que usar o bullet journal?

A proposta essencial do bullet journal é ser um diário muito breve e, realmente, muito rápido.


Para quem não gosta muito de escrever ou não encontra tempo para se dedicar, ele já ganha pontos.


Porém, seu maior atrativo é a estrutura que propõe.


Afinal, podemos até aceitar que a escrita nos faria bem, mas é comum que não saibamos nem por onde começar!


O que é importante anotar? De que forma escrever para achar as partes relevantes depois? Quais perguntas devemos ter em mente para rabiscar respostas?


O que o bullet journal propõe é simplificar tudo isso, oferecendo objetividade para a função da escrita.


Com um sistema de colunas, seções e símbolos predefinidos, esse tipo de diário serve como um norte para a escrita.


Você saberá exatamente o que escrever, onde escrever e como encontrar suas anotações quando precisar delas.


No texto “Bullet journal: um guia para você começar o seu” (disponível aqui no blog) você encontra tutoriais que explicam e demonstram a prática desse método.


Confira as orientações, após terminar a leitura deste artigo.



Qual a utilidade do bullet journal para a terapia?

Existem diversas especialidades de psicologia. Mas, para comentar o uso do bullet journal, vamos nos centrar na terapia cognitivo comportamental (TCC) — bastante eficiente no tratamento de depressão, ansiedade e estresse, por exemplo.


Ocorre que a TCC foca em soluções para problemas específicos, que afetam a pessoa em seu presente.


Para ajudar no processo de superação dos incômodos, a terapia cognitivo comportamental propõe que o indivíduo esteja consciente de suas experiências cotidianas.


Isso se aplica aos hábitos (de alimentação, trabalho, lazer, sono…), crenças, pensamentos e sensações (físicas e emocionais).


A partir do cruzamento dessas informações, o terapeuta conduz à percepção dos possíveis gatilhos que levam ao mal-estar crônico.


Ou seja, o processo terapêutico visa identificar conexões entre causas e efeitos, sugerindo substituições ou ajustes em aspectos que se mostram prejudiciais à saúde mental.


Mas como chegar a tais conclusões?


É preciso que o paciente tenha amplo entendimento sobre suas escolhas e comportamentos cotidianos.


E, convenhamos, confiar apenas na memória — tantas vezes traiçoeira — para adquirir essa noção é complicado.


Por isso é tão importante escrever, documentar, registrar eventos assim que acontecem.

Com a organização sucinta, sugerida pelo método do bullet journal, essa tarefa se torna prática e rápida. Livre de “devaneios” ou dúvidas sobre o que pontuar.


Em consequência, a conversa com o psicólogo adquire maior objetividade, uma vez que é possível rastrear — por meio das informações que figuram no diário — padrões e mudanças que impactam no bem-estar.



Para quais problemas o bullet journal é recomendado?

O sistema do bullet journal é muito flexível e se adapta aos mais diversos objetivos.


Lembre-se que o intuito principal do bullet é tornar visível o modo como sua mente opera e como isso se espelha em atitudes, sensações e decisões do dia a dia.


A grande vantagem do bullet journal é, portanto, aprimorar o autoconhecimento, gerando insights sobre erros e acertos em sua rotina.


Para exemplificar, podemos dizer que o bullet journal será um excelente recurso para pessoas que enfrentam:

  • transtorno de déficit de atenção (TDA) — pois, originalmente, se propôs a atender essa dificuldade;

  • excesso de procrastinação;

  • desorganização (auxiliando no melhor gerenciamento do tempo e ordem de atividades);

  • ansiedade e depressão — ajudando na identificação de gatilhos e estratégias de enfrentamento funcionais;

  • fibromialgia ou outras dores crônicas — visto que o tratamento para esse tipo de problema inclui a percepção de hábitos potencialmente nocivos ou benéficos;

  • compulsão alimentar;

  • síndrome de burnout e demais doenças associadas ao estresse — uma vez que o registro de metas, tarefas e experiências oferece indícios das causas de sobrecarga, permitindo a reflexão sobre alternativas (ou descarte) frente aos pontos contraproducentes.


Tem dúvidas se o bullet journal é interessante para você? Deixe suas perguntas no campo dos comentários!


Mas já vamos avisando: quem experimenta o método, vira fã!


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