O que é cleptomania?



Cleptomania, ou furto compulsivo, é um distúrbio de saúde mental, caracterizado pelo impulso incontrolável de roubar itens que, geralmente, não possuem grande valor e não representam uma necessidade material.


De acordo com o DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a cleptomania é um tipo de transtorno de controle de impulso.


Ou seja, pessoas acometidas por esse tipo de transtorno não conseguem resistir ao desejo de, repetidamente, realizar o ato — mesmo tendo consciência de que sua ação é prejudicial a si mesmas e aos outros.


Estima-se que a cleptomania seja uma condição experimentada por cerca de 0,3 a 06% da população, sendo três vezes mais frequente no sexo feminino.


O que leva uma pessoa a desenvolver cleptomania?


As causas da cleptomania carecem de mais estudos para que possam ser melhor compreendidas.


Contudo, as pesquisas disponíveis sugerem que o roubo compulsivo está relacionado a:


Qual o perfil do cleptomaníaco?


O perfil do cleptomaníaco é distinto daquele percebido em ladrões que roubam motivados por cobiças materiais, vingança, raiva ou rebeldia.


O ganho do cleptomaníaco está na sensação temporária de prazer e alívio que experimenta ao concretizar o furto.


Porém, a gratificação é passageira e logo se transforma em sentimentos de culpa, vergonha, medo e autodesprezo.


É comum que os cleptomaníacos escondam os objetos de seus roubos e nunca os usem.


Por vezes, os descartam.


Também podem doá-los ou devolvê-los, secretamente.


Não há um planejamento prévio: o cleptomaníaco age impelido por uma súbita excitação, tensão e ansiedade, que só se resolve com a ação furtiva.


Ele atua sozinho e toma extremo cuidado para não ser pego. Como sente muita vergonha pelo que faz, não costuma contar a ninguém sobre sua condição.


Com muita frequência, cleptomaníacos roubam em lugares públicos — lojas e supermercados. Mas não é incomum que roubem de amigos, colegas de trabalho e familiares.


O início dos episódios cleptomaníacos costuma ocorrer na adolescência ou começo da fase adulta — embora se desenvolva mais tardiamente, em alguns casos.


Há cura para a cleptomania?


A cleptomania é um transtorno crônico, que não tem cura — mas tem tratamento.

A psicoterapia mais recomendada para a cleptomania — assim como para outros distúrbios de controle de impulso — é a terapia cognitivo comportamental (TCC).


Ela auxilia o cleptomaníaco a identificar seus impulsos, compreender os motivos de seu comportamento e encontrar formas alternativas de lidar com a compulsão.


Caso necessário, o tratamento psicoterapêutico é complementado com medicação (antidepressivos e ansiolíticos), prescritos por um psiquiatra.


Como ajudar um amigo com cleptomania?


Para ajudar um cleptomaníaco a superar sua condição, você precisa estar ciente de duas coisas.


Primeiro: sim, a pessoa sabe o que faz e sabe que é errado.


Segundo: ela não consegue controlar seus impulsos, pois trata-se de um distúrbio na saúde mental que, sem tratamento, pode perdurar por longo tempo.


Portanto, ao conversar com seu amigo, saiba que você não deve soar condescendente, minimizando o significado do ato. Mas, se quiser ajudá-lo, também não pode agir como quem repreende um ladrão comum.


Procure abordar o assunto manifestando preocupação com o comportamento que vem percebendo e pergunte ao seu amigo se ele entende o porquê de seus furtos.


Seja objetivo ao dizer que notou a recorrência das situações — se você perguntar, é bastante provável que o cleptomaníaco irá negar os roubos e encerrar a conversa.


Adote uma postura empática para que o cleptomaníaco possa se sentir minimamente confortável e consiga desabafar como se sente frente ao problema.


Essa conversa pode ser muito difícil e, talvez, você não obtenha muita informação. Mas, se o cleptomaníaco observar que você não o está rejeitando, rotulando ou estigmatizando, ele se mostrará mais aberto à sua ajuda.


Tratada com respeito e entendimento, a pessoa com distúrbio compulsivo tende a interpretar a sugestão de tratamento com menor resistência.


Compreenda que seu papel fundamental é, justamente, aconselhar a busca por avaliação profissional.


Sozinho, dificilmente o cleptomaníaco consegue se desvencilhar da compulsão. E você, por melhor intencionado que seja, não possui conhecimento para ajudá-lo a controlar seus impulsos.


Incentive-o a procurar um especialista que trabalhe com terapia cognitivo comportamental.


Lembre-o que existe a opção de terapia online. Conversar com um psicólogo pela internet pode ser mais conveniente para pessoas que se sentem constrangidas em relação aos seus problemas.


A boa notícia é que, com tratamento adequado, a cleptomania pode ser gerenciada. E isso evitará consequências desastrosas à saúde emocional, aos relacionamentos, bem como a aspectos financeiros e jurídicos do cleptomaníaco.


Você tem outras dúvidas sobre cleptomania? Gostaria de sugerir algum assunto para próximos textos? Deixe sua contribuição no campo dos comentários!


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