O que é um pensamento obsessivo?


O pensamento obsessivo é uma ideia insistente. Uma recorrência mental em torno de uma imagem, uma pessoa, uma dúvida.


Todos já nos pegamos em preocupações com o futuro, suposições sobre resultados de um teste e imaginações exageradas sobre o porquê de uma mensagem não respondida.


Nessas horas, é normal que nos ocorram hipóteses catastróficas como parte da previsão.


Afinal, não podemos ignorar, na incerteza há sempre um espaço para o viés negativo.


Isso acontece às vezes com você?


Aceite e fique tranquilo — não podemos controlar 100% de nossos pensamentos.


Mas e se o pensamento obsessivo não for exatamente uma exceção? Se aquele assunto incômodo se faz presente na maior parte do tempo? Se aquela pergunta sempre aparece, nos deixando inseguros sobre o que fizemos, o que não fizemos e como iremos fazer “se…”?


Será que, nessas circunstâncias, o pensamento obsessivo ainda pode ser considerado como parte aceitável de nosso processo mental?



Você sabe identificar o pensamento obsessivo?


Vamos começar por este ponto, para deixar claro o tipo de pensamento que não lhe beneficia — e, talvez, seja o sinal de um transtorno mais significativo.


Já adiantamos que, se você nota que pensa repetidamente em certos problemas, mas os considera de forma produtiva e ativa, não deve se preocupar.


A situação apenas se complica quando essas recorrências não levam a lugar algum.


Ou melhor, levam sempre ao mesmo ponto — formando um círculo vicioso tóxico.


Tem dúvidas se o seu pensamento obsessivo é útil ou não?


Então veja se ele se assemelha às características listadas abaixo.



Como identificar pensamentos obsessivos

  • Ocorrem dezenas de vezes ao dia.

  • Costumam ser irracionais ou, no mínimo, de lógica duvidosa.

  • Surgem do nada, sendo difícil descartá-los ou substituí-los por outro assunto.

  • Se manifestam em horas inoportunas, como momentos antes de dormir, logo ao despertar ou durante conversas.

  • Assumem o controle da mente, atrapalhando a concentração.

  • Nos trazem interpretações terríveis sobre o que pode acontecer — parecendo cada vez mais reais, na medida que se repetem.

  • Induzem à reavaliação de eventos e atitudes do passado — não com o objetivo de superação, mas apenas à ruminação de culpas e arrependimentos.

  • Levam a uma autocrítica excessiva, que resulta em sensações de vergonha, impotência e baixa autoestima.

  • Não conduzem a soluções efetivas e sim a novas preocupações.

  • Podem se traduzir em impulsos ou atos repetitivos (compulsões) que servem para “silenciar”, temporariamente, a ansiedade da obsessão.

  • Também podem gerar evitações — em relação a lugares, objetos, situações — a fim de afastar fantasiosas consequências catastróficas.


Se essas descrições sugerem algo familiar sobre a forma como você lida com determinado assunto, ative seu sinal de alerta.



O pensamento obsessivo pode ser sintoma de um transtorno mental?


O principal motivo para se preocupar com o pensamento obsessivo é sua frequência e intensidade.


Se ele parece moldar sua personalidade, interfere em sua qualidade de vida e prejudica sua rotina, há um forte indício de que as ideias intrusivas sinalizam mais do que um estado mental passageiro.


Nesses casos, o pensamento obsessivo pode estar associado a condições como:

  • perturbação obsessiva compulsiva (POC) ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC);

  • síndrome do pânico;

  • transtorno de ansiedade generalizada (TAG);

  • depressão clínica;

  • depressão pós-parto;

  • transtorno dismórfico corporal (TDC);

  • distúrbio de acumulação;

  • transtornos alimentares;

  • fobia social;

  • transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).



Por que temos pensamentos obsessivos?

É comum que o pensamento obsessivo seja uma resposta a momentos de estresse, medo ou mau humor. Nessas ocasiões, nosso processo de reflexão se vê prejudicado, gerando ideias pessimistas e exageradas.


Certamente, muitas pessoas têm pensamentos indesejados, fatalistas e assustadores quando se sentem inseguras. Em circunstâncias normais, tais ideias são descartadas rapidamente, pois são consideradas “bobagens” sem sentido.


No entanto, se o pensamento intrusivo acometer alguém que, de algum modo, esteja perturbado emocionalmente, sua recusa pode não ser tão simples.


Em resumo, tudo depende de nossos mecanismos de enfrentamento perante os cenários mentais que cogitamos.


São cruciais para essa equação:

  • a forma como avaliamos a nós mesmos e aos outros;

  • o estilo de criação e educação que recebemos;

  • nossos valores;

  • crenças;

  • a relação com a autoestima;

  • experiências pessoais.


Assim, por mais que o pensamento obsessivo desafie a lei da probabilidade, ele parece sensato — desde que encontre ideias receptivas.


Segundo a psicoterapeuta Olga Gonithellis, em artigo publicado no site Healthyplace, os pensamentos obsessivos sempre têm um propósito: distrair de questões mais profundas, evitar (e alimentar) medos ou criar “uma falsa sensação de segurança, fazendo você acreditar que, ao pensar em uma situação, está fazendo algo a respeito”.


A psicoterapeuta alerta que os pensamentos obsessivos, quando não confrontados, tendem a se reforçar. “Simplesmente envolver-se em pensamento obsessivo pode dar ao seu cérebro a mensagem de que o objeto da obsessão ‘vale a pena ficar obcecado’ e, portanto, o hábito de fazê-lo se amplia. Quase como coçar uma coceira para aliviá-la, apenas para perceber que a sensação de coceira agora é mais forte”.



Como se livrar de um pensamento obsessivo?

Uma vez que o pensamento obsessivo pode ser sintoma ou consequência de uma condição de saúde mental, o caminho mais eficaz para obter ajuda é conversar com um psicólogo.


Atualmente, muitos profissionais oferecem consultas de terapia online (se quiser entender melhor como essa prática funciona, dê uma lida no texto Terapia online: esclareça suas dúvidas sobre atendimento psicológico via internet).


Mas, além de buscar orientação profissional, você pode experimentar algumas técnicas de enfrentamento e ver como se sai.


Para conhecer essas estratégias, acompanhe nosso blog e veja o texto “Como lidar com pensamentos obsessivos?”.


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