O que é autocrítica?

Atualizado: Jan 13


Para ser útil, a autocrítica deve estimular novas atitudes.

Em essência, autocrítica tem a ver com a capacidade de perceber os próprios erros. Admitir pontos, em si, que precisam ser melhorados. Reconhecer, intimamente, uma dificuldade, um desempenho que deixou a desejar ou um comportamento infeliz.


O que faz dessa habilidade algo bom ou ruim depende de nossa inteligência emocional.

  • Quais pensamentos te ocorrem quando as coisas não saem como você pretendia?

  • Como você reage ao notar suas falhas?

  • Você sabe separar os fatos de suas interpretações pessoais?

  • O grande motor de sua autocrítica é a comparação que faz de si com os outros?

  • Os tropeços te fazem parar para pensar melhor (e encontrar alternativas) ou acabam com sua motivação?


Pense bem sobre suas respostas a essas perguntas.


Para ser útil, a autocrítica precisa instigar mudanças de atitudes.


Do contrário — quando tudo que ela instiga é medo, vergonha, culpa ou autodepreciação — sua função positiva (e produtiva) desaparece.


Ou seja, se converte num pensamento estagnado, que sabota oportunidades, relacionamentos. E, claro, te impede de ficar em paz consigo mesmo.


Como saber se minha autocrítica está me prejudicando?


Saiba reconhecer quando sua autocrítica é excessiva.

Veja se você se identifica com uma (ou mais) das situações listadas abaixo.


10 sinais de que você é muito autocrítico:

  1. Você tem muita dificuldade para aceitar elogios.

  2. Está sempre se desculpando por alguma coisa.

  3. Tem medo de expressar sua opinião em conversas profissionais ou mesmo entre amigos e familiares.

  4. Você se apega aos seus erros e fica os remoendo, mesmo após a situação já ter acabado.

  5. Busca perfeccionismo — e prefere “nem começar” (ou desistir) enquanto não encontra a solução perfeita.

  6. Você logo se culpa quando enfrenta resultados negativos. Não chega a realmente considerar a influência de circunstâncias externas, sobre as quais não tem controle.

  7. Evita se arriscar ou tentar coisas novas, pois já presume que irá falhar.

  8. Frequentemente se compara aos outros e tende a se sentir inferior.

  9. Nunca está satisfeito com suas realizações e conquistas.

  10. Você tem a sensação de que está sempre atrasado em relação aos demais e não consegue dar conta de tudo que precisa saber — ou fazer.


A conversa interna negativa pode nos derrubar.


E, quando falo em conversa interna, me refiro a qualquer diálogo que você tenha consigo mesmo.


São aqueles pensamentos que te ocorrem quando avalia seu desempenho, quando interpreta as situações que vivencia (ou com as quais se preocupa) e quando se compara (aos outros ou às suas próprias expectativas).


Se temos a tendência a estabelecer diálogos negativos, acabamos limitando nossa capacidade de acreditar em nossas habilidades e potencial de realizações.


E, como aquilo que pensamos afeta a forma como nos sentimos e nos comportamos, acabamos assumindo uma postura que espelha o diálogo interno.


Muitos de nós nos crucificamos entre dois ladrões: arrependimento pelo passado e medo do futuro.” — Fulton Oursler

Quais são as consequências de me avaliar de forma negativa?


Quando a autocrítica se torna excessiva, ela perde sua função de reflexão e de estímulo ao autodesenvolvimento.


Pior do que isso: nos deixa encolhidos, inseguros. Aptos a fazer péssimas escolhas. Incluindo abrir mão do próprio bem-estar (até nos julgarmos “merecedores” — o que, com tal comportamento, pode nunca acontecer).


Nesses casos, a autocrítica pode contribuir para problemas de saúde mental, tais como:


Diante desses riscos, que tal reavaliar os rumos de sua conversa interna?


Não seria melhor torná-la mais produtiva e estimulante?


É hora de colocar um freio nessa voz excessivamente crítica que está comandando sua vida!


Você está preso a si mesmo por toda a vida. Então, por que não melhorar esse relacionamento?” — Vironika Tugaleva

Como faço para parar de me criticar?


Na verdade, não se trata de silenciar “as vozes na sua cabeça”. Mas, sim, não se render a elas. Ou aprender a confrontá-las.


Portanto, se você quer melhorar sua relação com a autocrítica, experimente seguir estas dicas:

  1. Aceite que você não precisa sempre se destacar. Às vezes, estar “na média”, não significa nada de mais.

  2. Reconheça suas características únicas — aquelas habilidades das quais você se orgulha, que o tornam uma pessoa especial para seus amigos, família ou no seu trabalho.

  3. Saiba diferenciar situações que valem 100% de sua dedicação daquelas que não pedem mais que uma atitude rápida e prática. Nem tudo o que você faz — ou precisa fazer — deve ser “impecável”. Colocar todo seu dia a dia num patamar de excelência só serve para te afundar em contínuos adiamentos e evitações.

  4. Apoie e seja gentil com outras pessoas. Quando você se cerca de positividade, inevitavelmente, acaba trazendo a mesma sensação para seu interior.

  5. Substitua críticas estagnadas por planos de autoaperfeiçoamento. Defina um ponto específico que gostaria de melhorar e invista em atitudes que levem à mudança desejada. Faça cursos, leia mais a respeito, busque orientações de especialistas na área. O que você não domina, hoje, não precisa ser uma limitação para o resto da vida.

  6. Fique atento ao seu humor. Geralmente, quando você está muito irritado, nervoso ou se sentindo desestimulado, o motivo está em seu diálogo interno — que se mostra agressivo e crítico. Seu mau humor, portanto, é um indício de você precisa assumir o controle da “conversa” e questionar os pensamentos intrusivos.

  7. Aprenda a identificar os gatilhos de sua negatividade. Ao buscar maior consciência de seu processo de pensamento, percebendo o que causa sua negatividade, você poderá ter maior controle sobre ela — a interrompendo antes que vire uma ruminação inútil.

Ter atitudes positivas, com os outros, faz você se sentir melhor consigo mesmo.
Autenticidade é a prática diária de abrir mão de quem pensamos que devemos ser e abraçar quem somos.” — Brené Brown

Aprenda a fazer de seu crítico interior um bom conselheiro.


Você pode obter ajuda conversando com um terapeuta.


O profissional te ajudará a identificar a origem de seus padrões de pensamentos tóxicos, mostrando que é possível reformulá-los e interromper o ciclo de autossabotagem.


Você tem alguma dúvida sobre terapia? Sobre ser autocrítico? Ou quer compartilhar sua experiência com outros leitores?

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