O que são ISTs? Como se proteger?

Atualizado: 11 de Dez de 2020


Toda pessoa com vida sexual ativa está exposta ao risco de contrair uma IST.

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) também são conhecidas como doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).


Porém, desde novembro de 2016, o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais estabeleceu como preferencial o uso do termo infecções.


Isso porque, quando falamos em doenças, existe o pressuposto de que ocorram sinais e sintomas de enfermidade.


No entanto, nem todos os vírus e bactérias transmitidos pelo contato sexual se manifestam em sintomas.


Daí a necessidade de atualizar a terminologia, já que a expressão infecções abarca, também, as condições assintomáticas — ou “doenças silenciosas”, como, popularmente, nos referimos a esses casos.


Quem pode ser infectado por uma IST?


Qualquer pessoa com vida sexual ativa está exposta ao risco de contrair uma IST. Não importa a frequência das relações sexuais. Não importa o gênero, orientação sexual, idade ou qualquer outra característica pessoal.


Tal esclarecimento é fundamental, pois a ausência de prevenção, infelizmente, ainda está bastante atrelada a mitos e preconceitos.


Você pode conhecer muito bem a pessoa. Viver um relacionamento monogâmico. Ter uma aparência absolutamente saudável. Nada disso exclui a possibilidade de contágio, já que algumas ISTs permanecem incubadas por anos, sem que a pessoa tenha conhecimento do problema.


Esse é o caso do HIV, por exemplo.


Há casos de pacientes que, só após 15 anos, tiveram os primeiros sintomas relacionados à infecção pelo vírus.


Quais são as formas de prevenção contra as ISTs?


Antes de qualquer outra recomendação, o importante é buscar conhecimento. Afinal, vamos admitir: as campanhas de prevenção — que tiveram grande foco na AIDS, nas décadas passadas — hoje têm pouca projeção.


A ausência de informação recorrente — seja nas mídias tradicionais ou digitais — possivelmente é uma das grandes responsáveis pela epidemia de ISTs que enfrentamos em pleno século 21.


Para você ter uma ideia, de acordo com relatório da OMS, são registrados, por dia, mais de 1 milhão de novos casos de infecções sexualmente transmissíveis no mundo.


Portanto, não basta enfatizar a necessidade do uso de preservativos.


De fato, a camisinha (masculina ou feminina) é o método de proteção mais eficiente.


Mas é preciso que ela seja usada corretamente.


E também que exista a real consciência de que o preservativo não funciona, apenas, como um método contraceptivo. Ou que se destina, exclusivamente, à precaução contra a AIDS.


Existem várias outras ISTs às quais estamos sujeitos quando não adotamos práticas seguras em relações sexuais.


Sendo assim, nos tópicos a seguir, vamos detalhar características de 5 infecções sexualmente transmissíveis bastante comuns, apontando as formas de prevenção aplicáveis a cada uma delas.


Confira:


1. HIV (vírus da imunodeficiência humana) | AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida)


Identificar as formas de contágio e se prevenir, um dos melhores remédios contra o HIV.

Formas de contágio: troca de fluidos corporais (sangue, sêmen, leite materno, líquido pré-ejaculatório, fluidos vaginais e retais).


Sintomas: nas primeiras semanas após a infecção, podem ocorrer sintomas como febre, dor de garganta, sudorese e cansaço. Ou seja, são semelhantes aos que se manifestam numa gripe. Tais sintomas também desaparecem rapidamente (em até 14 dias).


Depois, é comum que a IST permaneça assintomática até evoluir para AIDS — o que pode ser evitado, por meio de tratamento precoce.


Prevenção: uso de camisinha feminina ou masculina em qualquer relação sexual (vaginal, oral ou anal). Importante: nunca as duas camisinhas ao mesmo tempo, pois o atrito entre elas pode causar ruptura no material dos preservativos.


O preservativo deve ser usado do início ao fim do contato sexual, uma vez que os fluidos corporais podem transmitir o HIV.


Outros métodos de prevenção incluem:


2. Sífilis (causada pela bactéria Treponema pallidum)


Formas de contágio: relação sexual sem uso de preservativo, transfusão de sangue, contato direto com sangue contaminado ou até pelo beijo, caso existam feridas na boca.


Também pode ser transmitida da mãe para o feto.


Sintomas: a sífilis apresenta sintomas distintos, conforme a fase da infecção.


Entre 10 e 90 dias após a exposição à bactéria, é comum que surjam feridas (cancros) nos órgãos genitais, ânus, ou dentro (ou ao redor) da boca.


Num segundo momento (de 6 semanas a 6 meses após o contágio), podem aparecer manchas na pele ou no interior da boca, erupções cutâneas, inchaço nos gânglios linfáticos, febre, queda de cabelo e perda de peso.


Na fase terciária, caso a IST não seja tratada, a doença pode afetar drasticamente o coração e o sistema nervoso, causando consequências como paralisia, cegueira, surdez, demência e até a morte.


Prevenção: usar preservativos durante qualquer tipo de contato sexual e não compartilhar brinquedos sexuais são as principais recomendações para evitar a transmissão da sífilis.


No entanto, é importante lembrar que qualquer contato com as feridas da sífilis representa um potencial risco de contágio. Logo, o uso de camisinha pode não ser suficiente para garantir o sexo seguro.


Mais uma vez cabe ressaltar, então, a importância de realizar exames periódicos para detecção de ISTs.


Diferente do HIV, a sífilis tem cura — sendo a penicilina benzatina (benzetacil) o antibiótico mais recomendado.


3. Clamídia (causada pela bactéria Chlamydia trachomatis)


Formas de contágio: sexo (anal, vaginal ou oral) sem proteção ou contato genital — ou seja, é possível ser infectado apenas com o toque entre órgãos genitais, mesmo sem penetração ou ejaculação.


A clamídia também pode ser transferida de mãe para filho, na hora do parto.


Caso o sêmen ou secreções vaginais entrem em contato com os olhos, a bactéria pode causar um tipo de conjuntivite, chamado tracoma.


Sintomas: a clamídia é, geralmente, uma infecção silenciosa — ou seja, assintomática.


Estudos sugerem que apenas 10% dos homens e 5 a 30% da mulheres apresentam indícios dessa IST.


Quando ocorrem, os sintomas incluem dor ao urinar, maior frequência urinária, corrimento vaginal ou secreção purulenta pela uretra, sangramento entre períodos menstruais, dores na região do útero ou nos testículos.


Prevenção: uso de preservativos e realização de exames periódicos.


4. Gonorreia (causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como gonococo)


Formas de contágio: tal como a clamídia, a gonorreia pode ser transmitida tanto pela relação sexual quanto pelo contato com genitálias de parceiros infectados.


A transmissão de mãe para filho também se aplica nessa IST.


Sintomas: a gonorreia é outra infecção que pode ser assintomática — principalmente nas mulheres. Quando ocorrem, os sinais da IST são bastante semelhantes àqueles observados na clamídia.


Prevenção: novamente, vale a máxima do uso de camisinha (em qualquer relação sexual) e realização de testes para detecção de ISTs.


5. HPV | Papilomavírus humano

Existem várias formas de se prevenir contra o HPV.

Formas de contágio: a transmissão do HPV ocorre por meio de contato direto com a pele ou mucosa infectada.


Relações sexuais desprotegidas (incluindo masturbação) são as principais formas de contágio.


Mas também é possível que ocorra pela saliva (beijo), corte ou perfuração com objetos contaminados, além de ser transmissível de mãe para filho.


Sintomas: verrugas na região genital, no ânus e na pele circundante são os sintomas perceptíveis mais frequentes. No entanto, na maioria dos casos, o HPV é assintomático.


Prevenção: a camisinha feminina é mais indicada para prevenção de HPV, em função de proteger uma área maior da genitália. Também são recomendados exames preventivos e a vacinação contra o HPV.


Informações úteis:


Como usar preservativo corretamente?


Acesse os vídeos com passo a passo para saber (mesmo) como colocar tanto a camisinha masculina quanto a feminina de modo correto:

Como usar preservativo feminino
Como usar preservativo masculino
Como usar proteção no sexo oral

Quais são as vacinas disponíveis para ISTs?


Nesta matéria divulgada pelo site Agência de Notícias da Aids você encontra informações sobre as vacinas de eficácia já comprovada, bem como esclarecimentos sobre outras, em estágio de desenvolvimento.




Clinica de Psicologia Nodari

Clínica de Psicologia Especializada em Terapia Cognitivo Comportamental.

Está localizada na Vila Mariana/SP

Rua Domingos de Morais, 2781, conj. 310

04035-001, Vila Mariana, São Paulo, SP

Ao lado da estação metrô Santa Cruz

Estacionamento gratuito no local

whatsapp-512.png
  • icone_facebook
  • icone_instagram

© 2019 | site da Clínica de Psicologia Nodari.