Por que procrastinamos? 4 principais motivos da procrastinação



Entender as causas da procrastinação é a melhor estratégia para vencê-la.


Afinal, como interromper a repetição de um comportamento prejudicial enquanto ignoramos sua dinâmica?


Não basta olhar para as consequências e tentar remediá-las.


Não é eficiente aplicar técnicas aleatórias, na esperança de encontrar a produtividade idealizada.


Se você, realmente, quer parar de procrastinar, saiba que é fundamental reservar um momento para investigar as origens do problema.


Ao compreender o que o motiva a — constantemente — adiar decisões, tarefas e compromissos, estará apto a encontrar soluções práticas, adequadas ao seu caso.

Não tem ideia do que está por trás de sua procrastinação?


Calma! Este post está aqui para ajudá-lo. Siga a leitura e comece sua autoanálise.


Procrastinamos porque somos perfeccionistas


Uma boa desculpa, não é verdade? Associamos a ideia de perfeccionismo à busca por qualidade impecável. Ao compromisso com um excelente trabalho.


Contudo, na prática, essa razão se perde.


Na utopia de uma realização isenta de falhas, o adiamento sempre ganha mais tempo.


Por que fazer agora, se é possível adquirir melhor preparo e, assim, conseguir resultados mais interessantes depois?


Ora, e não é legítimo buscar uma performance superior?


A cilada é justamente essa. É óbvio que perseguir excelência é um atributo positivo!


O problema é que a perfeição se alimenta de uma fonte inesgotável: o conhecimento.


Ou seja, você pode ficar preso — indefinidamente — na etapa de coleta de informações, encobrindo a inércia com uma suposta “nobreza” de propósito.


Logo, se você consegue observar que usa essa justificativa para protelar atitudes, saiba que está numa armadilha.


Comece a perceber quanto tempo dedica a elaborações mentais, pesquisas, ponderações sobre escolhas.


Não se furte de ser honesto consigo mesmo! Avalie qual a autêntica correspondência entre a ação, por fim realizada, e o período destinado à sua ruminação.


Procrastinamos porque sentimos medo


Enquanto a procrastinação ocasionada pelo perfeccionismo pode ser explicada pela obsessão com o saber, no caso do medo há uma espécie de inversão nessa premissa.


Ou seja, o medo quer manter algo oculto.


Ele sugere experiências negativas e, por conta disso, nos protege com adiamentos.


Desse modo, você teme agendar a consulta médica, porque imagina que pode ouvir notícias desagradáveis. Deixa o envio de currículos para “outro dia”, porque acredita que será rejeitado. Evita resolver pendências financeiras, porque se vê incapaz de encontrar soluções viáveis.


Enquanto nada é feito, a hipótese “catastrófica” não se concretiza. Na procrastinação, se ganha mais um dia de “sossego”.


Infelizmente, os problemas não resolvidos sempre voltam para nos atormentar. E a tendência é que se tornem cada vez mais assustadores, conforme nos negamos a enfrentá-los.


Então, o que fazer?


Converse com alguém sobre seus medos. Às vezes, o simples fato de transformar o terror em palavras já aponta indícios de solução.


Já tentou falar com pessoas próximas e se sentiu desconfortável? Considere conversar com um psicólogo. De preferência, um especialista em terapia cognitiva comportamental (TCC), cuja metodologia inclui técnicas práticas, que questionam e reorganizam padrões de comportamento.


Procrastinamos porque nossas metas são indefinidas


Quanto mais genérico ou impreciso for um objetivo, maior é a chance da procrastinação imperar.


As clássicas resoluções de ano novo são excelentes exemplos dessa regra.


Emagrecer, mudar de emprego, cuidar da saúde, ser feliz! A lista é repleta de boas intenções — mas ausente de qualquer direcionamento.


Por isso, é tão comum que seja esquecida em poucos dias. Ou horas.


O mesmo ocorre com outras tarefas que assumimos e protelamos.


Nesse caso, o desafio é aprender a fragmentar objetivos complexos em um encadeamento de ações menores — um passo a passo, tal como aqueles que orientam receitas de bolo.


Habitue-se a fazer planejamentos diários. Estabeleça horários para cada atividade prevista. No final do dia, avalie seu desempenho.


Perceba se fez boa administração do tempo, se conta com os recursos necessários para cumprir as metas às quais se propõe, se precisa fazer ajustes ou adotar perspectivas mais realistas.


Não se sinta mal se precisar reduzir suas expectativas quanto ao que consegue fazer durante o dia. Por vezes, é o excesso que está o boicotando.


Isso não significa que você se deve assumir uma postura autocondescendente, limitando sua agenda a pouquíssimas exigências.


Trabalhe para encontrar um meio termo adequado. Com o registro, por escrito, será mais fácil concluir o que é uma boa medida para você.


Procrastinamos porque não sabemos gerenciar nossas emoções


Pense um pouco sobre o conteúdo subjetivo das ações que você costuma adiar. Notará que, geralmente, elas envolvem sensações negativas.


Medo, conforme já mencionamos, é uma dessas emoções. Mas está longe de ser a única. Outras, até mais “amenas” — como tédio ou falta de motivação — são igualmente corriqueiras.


Fato é que, acima de tudo, a procrastinação está relacionada aos nossos humores.


Aquilo que causa alguma espécie de incômodo ou sofrimento, naturalmente, nos deixa menos propensos à ação.


Preferimos o bem-estar imediato, o prazer do presente. Ainda que tenhamos consciência das infelizes consequências futuras.


Se as recompensas pelo trabalho executado nos parecem muito distantes, se a tarefa parece muito complexa, se nos sentimos inseguros quanto aos resultados, a procrastinação surge como alívio do fardo.


Mergulhamos em distrações, enquanto delegamos ao “eu futuro” a incumbência de lidar com os problemas.


Seria extraordinário se houvesse uma fórmula mágica, capaz de transformar tarefas chatas em pura diversão. Porém, essa alternativa não existe.


Inevitavelmente, vamos nos deparar com desânimo, preguiça e necessidades cotidianas pouco atraentes.


A solução é trabalhar a força de vontade — antídoto da procrastinação — lembrando que adiamentos conduzem a muita frustração, ansiedade e resultados medíocres.


É fácil abandonar um hábito? Definitivamente, não. Por mais nocivo que ele seja — e saibamos disso — estamos apegados à sua prática.


Aceite que a mudança é complicada, exige disciplina e novos aprendizados.

Precisa de uma ajuda extra para enfrentar esse processo? Então, confira o texto “Dicas para evitar a procrastinação”, disponível aqui no blog.


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