Precisamos falar sobre PREVENÇÃO de transtornos emocionais

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que a metade dos casos de transtornos mentais podem surgir até os 14 anos. A falta de conhecimento sobre os sinais – apresentados de maneira sutil na infância e adolescência – distancia as famílias na busca por investigação clínica e apoio, seja ele psicológico ou psiquiátrico.


Antes de falarmos sobre as principais doenças psicológicas e psiquiátricas nos últimos anos, gostaria de iniciar esse artigo alertando sobre a importância da prevenção,


A informação sobre saúde psicológica não deve se restringir aos psicólogos no ambiente da clínica. É um tema que necessita ser discutido nas escolas, disseminado entre os educadores e fazer parte da vida das famílias.


É preciso estar atento aos sintomas, compreendê-los e alertar quando necessário. A sinalização pode partir dos professores, pais ou do próprio paciente, ao tomar conhecimento sobre seu estado emocional. Somente com a informação e conscientização diminui-se esses índices.


Prevenção: como ela ocorre?  


O suicídio é a principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. E aí partimos para a pergunta: é possível diminuir os índices de suicídio por meio da conscientização e informação?


É fundamental não estigmatizarmos os transtornos emocionais. Crianças, jovens ou adolescentes podem ter uma vida e comportamento considerado normal e apresentar transtornos graves. Não existe um conjunto de ações devastadoras, quando isso ocorre a situação está agravada e não será possível atuar com prevenção, mas sim tratamento.


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De acordo com a literatura existem bases científicas sólidas no que diz respeito a formação das bases emocionais nos primeiros anos de vida, o que inclui os períodos sensíveis relativos a construção das emoções e aspectos sensoriais. Ou seja, o toque, a atenção e o carinho, são os princípios para a saúde emocional de qualquer indivíduo e na sequência a qualidade nutricional e exercícios físicos.


A princípio o ambiente tem uma grande força, no entanto a parte biológica e genética também possui extrema importância e dependendo do quadro, pode sobressair-se. Pessoas que possuem parentes próximos com transtornos mentais deve possuir maior atenção.


Como é possível alertar sobre os transtornos mentais:


Informando a população sobre os períodos sensíveis: Toque, carinho e nutrição são estímulos fundamentais nos primeiros meses de vida;


Alertar sobre a interferência genética: famílias com quadros significativos de transtornos emocionais;


Discutir sobre saúde emocional nas escolas: é muito importante quebrar o tabu de que transtorno emocional é depreciativo ou algo “estranho”, uma vez que é extremamente comum na população e possui bases neurológicas, ou seja, qualquer indivíduo pode ser acometido;


Educar sobre o abuso de drogas na adolescência: álcool e outras substâncias devem ser alertados com foco na saúde emocional e fundamentos científicos;


Apoio psicossocial na adolescência: essa é uma fase considerada vulnerável no que diz respeito a formação neurológica e dos aspectos emocionais. O adolescente necessita tomar conhecimento sobre esse processo, inclusive dos aspectos biológicos envolvidos com intuito de promover a consciência sobre o próprio desenvolvimento emocional.


Transtornos mentais mais comuns nos últimos anos:


Transtorno Obsessivo Compulsivo


O TOC é uma doença que pode passar despercebida, inclusive ser confundida com mania. São pensamentos obsessivos que dão origem a comportamentos repetitivos e sem teor lógico, afetando gravemente a rotina do indivíduo.


Para ser considerado um transtorno, a compulsão e obsessão deve surgir na rotina do indivíduo por pelo menos uma hora, podendo afetar a sua produtividade no ambiente de trabalho e afastar a possibilidade de relacionamentos.


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Alguns exemplos de sintomas são medo de contaminação (mania de limpeza); verificação; pensamentos obsessivos de agressividade e conotação sexual; simetria, colecionismo e outros;


Depressão


A depressão afeta milhares de pessoas ao passar dos anos. A sensação de vazio e falta de perspectiva de vida passa a assombrar o paciente que vive esse quadro.


É importante alertar que existem manifestações distintas da doença e variações clínicas. O indivíduo que possui depressão pode ter uma vida social ativa, ser produtivo no trabalho, porém internaliza sentimentos de rejeição contra a própria imagem, tristeza profunda e descuido com a saúde física.


Transtorno Bipolar


No transtorno bipolar a principal característica é a mudança brusca de humor e períodos que chamamos de depressão e mania. Na fase de depressão surgem sintomas como a indisposição, lentidão, tristeza, irritabilidade e intenso desânimo.


Durante a fase de mania o comportamento muda bruscamente. Nota-se euforia em excesso, agitação, pensamentos acelerados e inquietude. O transtorno bipolar tem bases neurológicas, ou seja, requer tratamento psiquiátrico e se faz necessário a indicação de medicamentos, conhecidos como estabilizadores de humor, além da terapia cognitivo-comportamental.


Transtorno de Personalidade Borderline


De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) 10% dos pacientes diagnosticados com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) cometem suicídio. Impulsividade e agressão diante de situações adversas atormentam a vida de quem possui esse transtorno.


São pessoas que vivem “a flor da pele” e podem abusar na ingestão de álcool, drogas e até desenvolver transtornos alimentares. A psicoterapia e indicação de medicamentos pelo psiquiatra são medidas de tratamentos indicadas.


A terapia cognitivo-comportamental auxilia ao avaliar os esquemas e crenças que antecedem os comportamentos destrutivos.




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