Quando a bipolaridade afeta as pessoas mais próximas: o que fazer?



A bipolaridade é um transtorno mental que atinge cerca de 4,2 milhões de brasileiros — segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).


Sua principal característica é a constante oscilação de humor, sendo que a pessoa bipolar alterna fases de apatia (depressão) e euforia (episódios maníacos).


Lógico que, em situações normais, todos enfrentamos mudanças de ânimos. Isso não deve nos alarmar.


Porém, quando nossas reações vão de um extremo a outro, de forma incoerente, precisamos adotar uma atenção especial. Nesses casos, a busca pelo tratamento adequado é essencial — assim como a descoberta de formas de conviver com a doença.


Neste post, falamos justamente sobre esse aspecto: o convívio. Afinal, a bipolaridade pode trazer imensos prejuízos às relações profissionais, sociais e afetivas. Siga a leitura e saiba como evitar afastamentos, desentendimentos e conflitos desnecessários.


Bipolaridade: 9 dicas para lidar com o transtorno


Precisamos dividir essa questão em duas partes: recomendações para quem tem Transtorno bipolar e para quem se relaciona com pessoas bipolares.

Começamos, então, enumerando sugestões para quem foi diagnosticado com o transtorno:


Seja comprometido com seu tratamento


Acredite, esse ponto é fundamental e merece ser enfatizado. A bipolaridade não tem cura. Isso significa que tanto os medicamentos quanto o acompanhamento terapêutico não podem ser interrompidos, por mera vontade.


Com remédios e terapia, os sintomas são gradualmente atenuados. A garantia de seus efeitos depende da continuidade do tratamento. Não esqueça disso!


Conte para as pessoas próximas que você é bipolar


Fale sobre a doença, explique quais são os sintomas que costuma apresentar, diga como podem lhe ajudar quando tiver as alterações de humor.


Quando as pessoas sabem o que você enfrenta, compreendem melhor suas reações e sofrem menos com suas mudanças de comportamento.


Não finja que está bem


Mesmo com tratamento regrado, a pessoa com transtorno bipolar pode vivenciar ciclos de depressão e mania.


Para não preocupar familiares, amigos e entes queridos, pode parecer uma boa ideia não comentar sobre essas oscilações. No entanto, isso é um grave erro.


Seja honesto sobre suas emoções e pensamentos.


Considere que, ao tentar preservar os outros, você os deixa desprevenidos.


É importante construir confiança mútua. Quanto mais franco você for, menores danos irá causar.


Aprenda a perceber os gatilhos da bipolaridade


Situações de muito estresse, determinadas épocas do ano, noites mal dormidas… O fato é que, para cada um, certas circunstâncias podem colaborar para desencadear episódios maníacos ou depressivos.


Conforme nos aprofundamos no autoconhecimento, mais aptos estamos a nos preparar e minimizar efeitos de eventos que nos desestabilizam.


Quando as situações forem inevitáveis, converse antes com o psiquiatra ou terapeuta, buscando mecanismos de defesa preventivos.


E quem convive com pessoas com bipolaridade, como pode se resguardar e ter atitudes benéficas? Nessas condições, nossas dicas são:


Informe-se sobre o transtorno bipolar


Leia sobre o assunto. Procure bons livros e sites confiáveis, que ampliem seu entendimento sobre a doença mental, inibindo preconceitos e mitos.


Você entenderá melhor o que sente a pessoa acometida pelo distúrbio e, assim, poderá agir de forma mais apropriada.


Pergunte sobre os sintomas


Explique que você tem uma noção sobre o assunto e entende que cada pessoa esboça sinais diferentes de mania e depressão. Mostre que seu interesse tem intuito de ajudar a perceber as mudanças e oferecer conforto.


Quanto mais íntima for sua relação com a pessoa que tem sintomas de bipolaridade, mais crucial é reconhecer os indícios de crises. Assim você irá se esquivar de julgamentos equivocados diante de comportamentos atípicos.


Ofereça apoio


A colaboração pode vir de diferentes formas. O auxílio no controle dos medicamentos é uma possibilidade.


Na fase de mania, quando a pessoa se sente muito bem e feliz, é comum que deseje interromper o tratamento. Interfira, lembrando que o bem-estar depende da continuidade dos cuidados.


Mostre-se aberto a conversas e incentive hábitos saudáveis. Se possível, seja um parceiro de caminhadas, boa alimentação, atividades de lazer e recusa de vícios — como álcool, drogas e jogos.


Mantenha a calma


Discutir não é uma boa solução. O tom de voz alterado irá acentuar os sintomas e trazer mais dificuldades para superação do quadro.


É natural que a agressividade ou o desânimo, por exemplo, lhe causem impaciência. Ao perceber que a situação ultrapassa seus limites, afaste-se um pouco. Respire fundo.

Lembre que a crise é passageira e mantenha o foco em pensamentos e palavras positivas.


Cuide da própria saúde mental


Você é humano e não deve se cobrar em excesso. O relacionamento com a bipolaridade exige resiliência. E a melhor forma de encontrá-la é respeitando a si próprio.


Não faça do transtorno alheio sua prisão. Diga como você se sente diante das reações abruptas — sem incutir culpas, mas como forma de incentivar o tratamento.


A pessoa que tem bipolaridade não é incapaz de entender seus sentimentos. Ela sabe que tem responsabilidade sobre seus atos e aprenderá, com você, a importância de ser transparente em relação aos impulsos.


Procure por terapia ou grupos de apoio. Conversar sobre o que você enfrenta proporcionará acolhimento e luz para suas próprias necessidades.


Compartilhe este post com pessoas que você sabe que convivem com a bipolaridade. E, caso tenha alguma sugestão ou dúvida, registre nos comentários!


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