Síndrome de burnout: saiba identificar os sintomas



A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, afeta 33 milhões de brasileiros — segundo pesquisa divulgada pela International Stress Management Association (ISMA-BR).


O termo burnout (cuja tradução seria algo como “queimar por completo”), foi cunhado pelo psicanalista Herbert J. Freudenberger, em 1974, definindo o estado como um profundo “esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional”.


O próprio Freudenberger passou pela experiência. Trabalhando intensamente, viu seu ânimo decair e acabou tomado pelo cansaço extremo.


Depois, percebeu que outros colegas de profissão — assim como trabalhadores de outras áreas — apresentavam idênticos sinais, quando expostos a situações de muita pressão, responsabilidades e exigências de produtividade.


O fato é que qualquer pessoa, com uma jornada de trabalho exaustiva, está sujeita à síndrome de burnout. Se você percebe que está vivendo como um workaholic, sem tempo de qualidade para o lazer e convívio social ou familiar, cuidado! O esgotamento pode estar em seu caminho.


Quais as causas da síndrome de burnout?


A diferença entre burnout e depressão, estresse e ansiedade — por exemplo — está, precisamente, no contexto que a gera.


Neste transtorno, as causas sempre estão relacionadas às condições de trabalho, incluindo:


● Sensação de desvalorização ou falta de reconhecimento profissional

● Realização contínua de atividades monótonas, que não geram motivação

● Centralização de responsabilidades (dificuldade de delegar tarefas)

● Incapacidade de se desligar do trabalho (atender telefonemas, responder emails, produzir relatórios, enfim, resolver problemas em horários que deveriam ser dedicados ao descanso)

● Necessidade de demonstrar alto desempenho e perfeccionismo

● Ambiente de trabalho caótico, que impede a administração correta do tempo e das metas a serem cumpridas

● Sobrecarga de atribuições.


Como o diagnóstico do problema não pode ser realizado por meio de exames laboratoriais (como de sangue ou de imagem), é importante ter consciência da própria rotina, para perceber a origem do distúrbio.


Analise seu ritmo de trabalho. Compreenda que dedicar 12 horas por dia à sua profissão não é um bom índice de produtividade.


Seu corpo não é uma máquina. Cedo ou tarde, essa jornada insalubre irá trazer graves prejuízos, chegando a estagnar suas capacidades produtivas.


Sintomas da síndrome de burnout


Os sinais do esgotamento profissional se manifestam gradualmente. No início, você pode notar indícios sutis, como dores de cabeça, perda de concentração, fadiga…


Certamente, episódios assim são normais, desde que ocorram ocasionalmente. Porém, ao perceber que tais situações se tornam parte do dia a dia, fique alerta!


Se você não agir diante das primeiras evidências de que há algo errado em seu estilo de vida, a tendência é que os sintomas se acentuem, provocando:


● Insônia

● Alterações no apetite

● Pressão alta

● Dores musculares

● Irritabilidade e agressividade

● Apatia

● Procrastinação

● Sensação de fracasso, impotência, desmotivação e tristeza

● Visão turva ou embaçada

● Nervosismo

Negatividade

● Tonturas frequentes

● Batimentos cardíacos alterados (palpitações)

● Dores de estômago ou problemas intestinais

● Cansaço persistente

● Isolamento social

● Baixa imunidade

● Problemas de memória e atenção.


Caso você tenha observado, em seu cotidiano, sintomas como os descritos acima, o ideal é procurar por ajuda de um psicólogo ou psiquiatra que poderá realizar o diagnóstico preciso de sua condição.


Ansiedade, depressão e estresse podem ser confundidos com a doença. Portanto, é importante contar com auxílio profissional para descobrir as verdadeiras causas do transtorno, a fim de encontrar tratamento específico e efetivo.


Como evitar a síndrome de burnout?


Não espere chegar ao momento de extremo abatimento para reavaliar sua conduta profissional. A vida pede equilíbrio para ser saudável e prazerosa.


A prevenção é o modo mais eficaz de impedir o esgotamento profissional. Para saber se você está com uma rotina adequada, foque sua atenção nos seguintes pontos:


Alimentação balanceada


Caso você esteja “pulando” refeições, comendo apressadamente ou consumindo apenas fast-food, repense suas escolhas.


Sem os nutrientes certos, sua energia sofrerá quedas drásticas.


Alimentos frescos e de boa qualidade colaboram para sua disposição e funcionamento regular do organismo.


Lembre, também, de ingerir bastante água (2 litros por dia é uma boa média).


Qualidade do sono


Dormir bem é uma necessidade fisiológica. Se você negligenciar a importância das horas de descanso, seu corpo não conseguirá se recuperar dos desgastes rotineiros, resultando em fadiga crônica.


Determine um horário para encerrar todas as suas atividades do dia e respeite essa meta.


Um dos maiores vilões da síndrome de burnout é, justamente, a dificuldade de limitar o período de trabalho e ser regrado quanto ao tempo de descanso. Não caia nessa armadilha!


Capacidade de dizer “não”


Se os prazos urgentes ou acúmulo de funções forem suas companhias constantes, saiba que o cenário não está a seu favor.


Para ser realmente produtivo, você precisa enxergar a compatibilidade entre as demandas que assume e o tempo do qual dispõe para executá-las. Se houver exageros, negocie, delegue tarefas ou — dependendo do caso — recuse o trabalho.


Seja convicto de suas argumentações e proponha soluções alternativas. Do contrário, você terá um grande volume de tarefas, cujas chances de erros — ou de desempenho medíocre — serão astronômicas. Pense nisso, pelo bem de sua imagem profissional.


Investimento no bem-estar


Comece a se questionar sobre esse quesito considerando seu próprio trabalho. Você se sente satisfeito no cargo que ocupa? Sua profissão é coerente com sua personalidade e vontade? Enfim, você gosta do que faz?


A exaustão pode chegar muito cedo quando nos dedicamos a empregos que detestamos. Faça esse exame de consciência. E, se perceber que está na área errada, procure por outras opções.


Não é preciso ser precipitado e pedir demissão num impulso. Mas avalie o mercado. Novos desafios podem transformar sua qualidade de vida.


Porém, não esqueça que sua existência é mais do que descobrir um modo de ganhar dinheiro e pagar as contas.


Planeje momentos de lazer, reserve tempo para convívio social, cuide de seu corpo com atividades físicas (que ajudam a aliviar as tensões), medite, aproveite seu tempo livre com leituras, filmes e boas conversas.


Cultive sua autoestima e aprenda a dar atenção aos sinais do corpo e da mente. A síndrome de burnout é uma ameaça concreta à saúde. Mas, com os “antídotos” certos, você garante imunidade ao problema.


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