Sintomas de transtorno de personalidade limítrofe



O transtorno de personalidade limítrofe (TPL), também chamado de borderline, é uma condição psicológica caracterizada por:


  • comportamento impulsivo;

  • instabilidade nos relacionamentos interpessoais;

  • autoimagem distorcida;

  • reações emocionais extremas ou inadequadas.


De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria (APA), o distúrbio afeta entre 1,6% a 5,9% da população mundial.


Os sintomas costumam aparecer no início da fase adulta e, sem tratamento, podem persistir e se agravar, com o passar dos anos.


Uma das estatísticas mais alarmantes diz respeito ao comportamento suicida, desenvolvido por até 80%das pessoas com TPL.


Embora os números sejam impressionantes, é importante enfatizar que, com tratamento e apoio certos, o distúrbio borderline pode ser controlado.


No texto a seguir, você encontrará informações mais detalhadas sobre sinais e sintomas do transtorno de personalidade limítrofe, que podem indicar a necessidade de avaliação por um profissional de saúde.


Comportamento impulsivo


A impulsividade é um traço bastante comum de pessoas com transtorno de personalidade limítrofe.


É possível que essa tendência se manifeste em atitudes que impliquem prejuízos à saúde, aos relacionamentos, às finanças ou, ainda, ocasionem problemas de âmbito legal.


Dentre os comportamentos impulsivos — e perigosos — mais frequentes, podemos mencionar:


  • direção imprudente;

  • abuso de drogas e álcool;

  • relações sexuais inseguras;

  • apostas em jogos de azar;

  • compulsão alimentar;

  • furtos em lojas;

  • gastos exagerados com compras.


Automutilação e comportamento suicida


O comportamento suicida é caracterizado por ideações, gestos, ameaças e tentativas de tirar a própria vida.


O suicídio, propriamente dito, é cometido por 4 a 9% das pessoas diagnosticadas com transtorno de personalidade limítrofe.


Já a automutilação consiste em tentativas de provocar uma espécie de alívio de emoções intensamente desconfortáveis, por meio de cortes, queimaduras e perfurações na pele.


Nesses casos, o suicídio não é o objetivo. Trata-se de uma válvula de escape, temporária, pois a dor da autoagressão “distrai” — ou externa — sensações e pensamentos perturbadores.


Dificilmente a autolesão será realizada na frente de outras pessoas ou revelada à alguém. No entanto, os sinais desse comportamento podem ser percebidos em marcas, feridas ou cicatrizes (geralmente localizados nos braços, pernas, abdômen e couro cabeludo).


Medo de abandono


Medo de abandono e rejeição são experimentados de forma intensa por quem sofre com transtorno de personalidade borderline.


Mesmo quando a relação está bem, sem indícios de conflitos que possam levar à ruptura ou afastamento, o receio é persistente.


Em virtude desse medo, as pessoas com TPL desenvolvem comportamentos que visam manter e comprovar a proximidade de familiares, amigos e parceiros amorosos.


Exemplos desse padrão de comportamento incluem:


  • ligar ou enviar mensagens de texto em quantidade exagerada, reagindo de forma desesperada ou raivosa, caso seja ignorado;

  • apego físico incomum, segurando ou impedindo que a pessoa se ausente (ainda que temporariamente);

  • aflição extrema com distanciamentos breves (como quando a pessoa sai para trabalhar, viajar ou encontrar amigos);

  • fazer chamadas em horários inoportunos, para verificar se a pessoa está disponível e realmente se importa;

  • ameaçar causar danos a si próprio ou cometer suicídio, caso fique sozinha;

  • encerrar o relacionamento abruptamente, numa antecipação ao abandono imaginário.


Como é possível imaginar, tais atitudes acabam, geralmente, causando efeito oposto ao pretendido.


O excesso de cobranças e dependência emocional dificultam a convivência saudável, o que leva os pares a encerrar relações.


Isso implica num círculo de autossabotagem, para quem tem o transtorno borderline, pois o medo do abandono se agrava a cada separação, acentuando os comportamentos inapropriados.


A solução para tal sintoma do transtorno passa, necessariamente, por sessões de psicoterapia, que auxiliarão a compreender as inseguranças e encontrar respostas mais assertivas ao medo.


Instabilidade nos relacionamentos


Pessoas com TPL tendem a ser muito intensas em suas relações. Costumam oscilar entre períodos de idealização e repúdio, em curtos intervalos de tempo.


Não há meio termo. Ora se mostram profundamente apaixonadas, conectadas e felizes na companhia de uma pessoa, ora demonstram aversão, ódio e decepção.


Essa alternância de emoções também é responsável por outro sintoma do transtorno: a curta duração de relacionamentos íntimos, marcados por frequentes discussões, desconfianças e agressões verbais.


A empatia costuma ser uma habilidade bastante falha nos casos de TPL, o que dificulta entendimentos no âmbito pessoal e profissional.


Problemas de autoimagem

Da mesma forma que relacionamentos interpessoais são perturbados pela inconstância de sentimentos, a própria autoestima é afetada pelo transtorno de personalidade limítrofe.


Num momento, a pessoa se sente muito satisfeita consigo mesma, tem convicção de seus talentos, valores e objetivos. Numa ocasião seguinte, ela vai ao extremo, se autodepreciando de modo cruel.


Em função dessa instabilidade, pode sentir que não tem uma identidade precisa, mudando de planos profissionais, religião, opiniões e orientação sexual, com significativa frequência.


Extremas oscilações de humor


Diferente do que ocorre nos casos de bipolaridade ou depressão — quando emoções de euforia ou abatimento são fases duradouras —, as mudanças na disposição de uma pessoa com TPL são rápidas e abruptas.


Do entusiasmo a pessoa pode passar para um estado de prostração, em segundos. As sensações podem persistir por minutos, horas ou alguns dias.


São detalhes, que tendem a passar despercebidos por outras pessoas, que ocasionam tais oscilações. É preciso compreender que o transtorno leva à experiência de sentimentos numa intensidade bastante acima do normal.


Outras respostas emocionais comuns são sentimentos crônicos de tédio e vazio, ansiedade e explosões de raiva — por vezes expressa com violência física.


Pensamentos paranoicos e dissociação


Em situações de estresse, a pessoa com transtorno de personalidade limítrofe pode se deparar com episódios breves de paranoia, alucinações ou sensação de que está “fora do corpo”, separado de si mesmo ou entorpecido (dissociação).


Eventualmente, vários dos sintomas que listamos se manifestam na vida das pessoas sem, contudo, significar um distúrbio psicológico.


Quando falamos sobre transtorno de personalidade limítrofe, não nos referimos a tais reações esporádicas. Pessoas com TPL enfrentam uma somatória desses sinais, diariamente.


Ou seja, longe dos episódios representarem momentos de exceção, eles configuram uma realidade contínua.


O diagnóstico não é simples, até mesmo porque os sintomas do transtorno de personalidade borderline podem ser confundidos com outros transtornos mentais. É fundamental, portanto, uma avaliação profissional qualificada, que indicará abordagens de tratamento específicas.


Se você tem dúvidas sobre outros aspectos do transtorno de personalidade limítrofe, registre-as nos comentários.


Nosso intuito, com este blog, é trazer informações esclarecedoras sobre saúde mental e qualidade de vida. Logo, seus questionamentos são essenciais para que possamos continuar oferecendo conteúdo relevante!


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