Superando a fobia social: 6 estratégias que você precisa conhecer



Quem sofre com fobia social sabe muito bem: o medo da exposição causa prejuízos incalculáveis.


O transtorno pode atrapalhar o crescimento profissional, impossibilitar relacionamentos e problematizar situações corriqueiras — como fazer comprar ou frequentar espaços públicos.


A cada vitória da ansiedade sobre uma vontade ou necessidade, mais imponentes se tornam os receios sobre qualquer tipo de interação.


Em consequência, o isolamento se torna um refúgio recorrente.


Mas é possível tomar as rédeas do problema e alterar o quadro.


O primeiro passo é aceitar que a ansiedade social está minando a qualidade de vida. Logo, é necessário aprender a enfrentá-la.


Para que o processo de readaptação seja efetivo, a melhor opção é buscar apoio de um psicoterapeuta. A terapia cognitivo comportamental é especialmente útil, agilizando a conquista de resultados positivos.


Contudo, além da orientação profissional, a fobia social também pode ser melhor administrada com estratégias de autoajuda.


Neste post, apresentamos 6 dicas simples — mas extremamente funcionais — das quais você pode se valer, a fim de vencer seus medos.


Confira nossas sugestões e coloque em prática este plano de ação!


1. Informe-se sobre o que é fobia social


Novamente, enfatizamos que a consulta com um psicólogo é muito bem-vinda, pois permite adequado entendimento do transtorno.


Porém, esse não precisa ser seu único recurso.


Faça pesquisas sobre o assunto.


A internet, certamente, será uma importante aliada nesse sentido.


Busque sites e blogs que prezem por conteúdos validados por profissionais de saúde mental, para garantir a qualidade de informações obtidas.


Lembre que conhecer o inimigo é a melhor tática para subjugá-lo.


O problema é sempre mais aterrador enquanto não conta com contornos e nome definido.


Em contrapartida, quanto mais conhecimento temos sobre os “monstros” que nos afligem, menor eles se tornam.


O medo se alimenta do desconhecido. Portanto, interrompa essa fonte de poder.


2. Fale sobre o que sente


Se o primeiro passo para enfrentar a ansiedade social é admiti-la, para si mesmo, o próximo estágio consiste em conversar sobre ela, com outras pessoas.


Não se limite a falar apenas com o terapeuta.


Familiares, amigos e colegas de trabalho podem ser bons ouvintes. Dê um voto de confiança!


Como a fobia social não é um tema muito debatido, nem sempre as pessoas próximas compreendem como você se sente. Elas podem se afastar ou ter reações impróprias, pelo simples fato de não saberem como interpretar ou agir diante dos sintomas da ansiedade.


Que tal se, ao invés de condená-las (e ficar frustrado com suas percepções), você optar por outra abordagem?


Ajude-as a lhe ajudar! Procure expressar suas emoções. Diga quais são suas principais dificuldades. Peça apoio.


Para facilitar o início do diálogo, uma dica é enviar, para a pessoa com que deseja conversar, um material sobre a fobia.


Sugerimos este post, no qual pontuamos tópicos esclarecedores sobre o assunto.


3. Libere o estresse antes de eventos sociais


Você tem um encontro, uma festa ou uma reunião programada? Então, dedique um tempo para queimar a adrenalina, antes de partir para o compromisso.


Existe uma forma perfeita para conseguir esse efeito. Sabe qual? Atividades físicas!


Faça uma boa caminhada, uma série de alongamentos ou exercícios localizados, suba e desça escadas… Enfim, o que for viável para você.


Até uma faxina na casa é uma ótima alternativa!


Não invente desculpas: crie ocasiões para se manter em movimento.


Depois, tome um banho morno, que ajuda a relaxar.


Abuse de trilhas sonoras — daquelas que instigam sensações agradáveis.


Vale escutar suas músicas preferidas durante as atividades físicas, enquanto se arruma e no trajeto para o compromisso.


A música ajuda a dar o tom para seu astral, além de tirar o protagonismo de pensamentos negativos.


4. Imagine o pior cenário possível


Parece contraditório? O fato é que, para quem sofre com fobia social, o pensamento catastrófico é um caminho natural. E, infelizmente, sugerir visões otimistas tende a não ser suficiente para redefinir essa perspectiva.


Lógico que o ideal é trabalhar para que se elaborem expectativas positivas. Mas, chegar a elas, pode envolver uma (necessária) trajetória de enfrentamento.


Dessa forma, permitir que a imaginação desenvolva seus temores tem efeito positivo. Assim, é possível questionar as “verdades” criadas pela mente e desafiá-las.


É fundamental que você enxergue os porquês dos seus medos. E, para chegar a tal entendimento, deve trazê-los à luz.


Considere, por exemplo, que você está desconfortável com o fato de ter que ir ao banco e abrir uma conta.


O que, afinal, o aterroriza nessa situação? O que, de pior, poderia lhe acontecer nesse ambiente?


Tem receio de esquecer um documento e, com isso, impossibilitar a conclusão do procedimento? Ora, você só precisa agradecer a atenção e voltar outro dia.


Acredita que pode deixar de fazer perguntas importantes? Faça sua “lição de casa” e leve um papel onde constarão todas as dúvidas que precisa sanar. Fique com esse roteiro em mãos e diga ao atendente que precisa de ajuda nesses quesitos. Se tiver dificuldade para ler as perguntas, alcance o papel ao funcionário, dizendo que precisa de tais informações.


E se for mal atendido? Você tem algumas opções. Pode aceitar o mau humor alheio, sem levá-lo para o lado pessoal. Pode pedir para falar com outra pessoa. Ou encerrar a conversa e ir embora.


A questão é: imagine o pior cenário e tenha ideias prévias de como se desvencilhar dele, caso aconteça.


Quando você se força a elaborar os argumentos que o amedrontam, passa a notar que eles não são insolúveis. Ou sequer se sustentam.


5. Valorize suas vitórias


Pessoas com fobia social costumam se autodepreciar com muita facilidade. Focam em deslizes, erros e imperfeições — reais ou não — ao lembrar de seus desempenhos.


É preciso provar, a si mesmo, que essa interpretação é equivocada.


Manter um diário é um recurso interessante para esse fim.


Registre seus feitos, relatando o que fez e como se sentiu após enfrentar a situação que temia.


Combata a autocrítica com autocompaixão, reconhecendo pequenas superações.


Ao escrever, você confere presença às memórias e as transforma em inspiração para enfrentar momentos difíceis.


Precisamos lembrar que existe felicidade e satisfação do outro lado do medo. E o melhor método para instigar essa consciência é revisitar a própria experiência.


Ao apreciar vitórias passadas, encorajamos sucessos futuros!


6. Fortaleça sua autoconfiança


Você pode adotar algumas técnicas para atingir esse objetivo.


Aqui mesmo, no blog, você encontra uma série de conteúdos que pode explorar.


Dentre esses, destacamos um texto com estratégias para melhorar a autoestima, outro com dicas para desenvolver a assertividade e, ainda, um post que explica a curiosa “terapia da rejeição”.


Siga acompanhando nossas postagens. Muitas das matérias que publicamos serão úteis tanto para ajudá-lo a vencer a fobia social quanto para incrementar sua saúde emocional.


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