Técnicas para diminuir a irritabilidade



Você já reparou que, quando alguém nos pergunta sobre os motivos de nossa irritabilidade, costumamos responder apontando culpados?


Foi aquilo que alguém disse, fez ou deixou de fazer.


É o dia que está ruim.


Talvez seja a sobrecarga que nos foi imposta.


Ou as notícias que estão circulando.


São respostas verdadeiras. Afinal, de fato você está irritado porque houve um gatilho.


Houve uma experiência ruim.


Mas, para o bem ou para o mal, a irritabilidade é sua.


Você é quem sente o efeito negativo da sensação — e o transmite, por meio de seu comportamento.


Logo, mesmo que a culpa seja de outros, quem precisa resolvê-la é você.


Agora, a questão é como fazer isso.


Aceita algumas sugestões?


Então, teste estas técnicas para controlar a irritabilidade:


1. Escreva o “Manifesto da Irritabilidade”


Exatamente, coloque no papel tudo o que o irrita.


Da conta de luz aos comentários de redes sociais.


Saiba: a lista pode ser grande.


Por isso, melhor fazer no papel do que confiar na memória.


Mas o objetivo desse “manifesto” não é ser um mero desabafo.


A ideia é que você localize as causas de sua irritação.


Marque todas aquelas que estão no seu controle.


E estabeleça etapas (literalmente, um passo a passo prático) para tirar essas coisas de seu caminho.


Uma dica importante: não se apresse em descartar vários itens da lista porque (supostamente) eles fogem ao seu controle.


Será mesmo? Você é completamente refém daquela situação? Outra pessoa, em seu lugar, também não encontraria nenhuma saída?


Entenda, não se trata de encontrar soluções mágicas.


Mas algumas iniciativas (adiadas por desculpas), algum novo hábito ou até recursos tecnológicos podem ajudar em muita coisa.


Ou seja, antes de jogar a toalha, pense melhor.


2. Investigue sua rotina


Você, simplesmente, não consegue entender a razão de andar tão irritado ultimamente?

Antes de concluir que isso deve significar um problema sério de saúde, comece revisando o básico — ou seja, seu dia a dia.

  • Como é o seu sono? Você dorme o suficiente? Acorda bem-disposto?

  • Sua alimentação é regrada, com horários fixos, respeitando sua fome e necessidades?

  • Quanto de café ou álcool você ingere?

  • Tem momentos de lazer/diversão/prazer durante o dia?

  • Você faz alguma atividade física?


Com honestidade, responda a si mesmo essas perguntas. Pois, acredite, coisas aparentemente banais — que fazem parte de um estilo de vida com o qual você já está acostumado — podem ser as causas de sua repentina irritabilidade.


Sim, pode ser que, durante um tempo, uma série de escolhas e maus hábitos soaram inofensivos. Pareciam até funcionar para deixar a rotina mais produtiva!


Mas o acúmulo das experiências negativas (tanto para o corpo quanto para a mente), costuma disparar alarmes. E a irritabilidade é um desses sinais.


Portanto, procure reduzir excessos (ou carências) e veja como seu bem-estar responde.


3. Faça uma pausa


O propósito dessa técnica é impedir que a irritabilidade cegue seu raciocínio.


Porque, convenhamos, quando estamos irritados, nossos pensamentos ficam bastante limitados.


Agimos de modo impulsivo, instintivo.


Depois, mais calmos, conseguimos ver que fizemos besteiras. Exageramos nas palavras, nas atitudes, magoamos pessoas. Restam apenas culpa e vergonha pelos atos impensados.


Então, qual a alternativa?


É trazer a sensatez para a cena.


Para isso, você precisa “distrair” sua irritabilidade.


Como?


Com antídotos que roubem o protagonismo da sensação desagradável.


Por exemplo:


Respire fundo — tente controlar sua respiração, contando até 4 enquanto inspira. Segure um instante. Depois solte o ar, contando até 4 novamente. O ritmo da respiração tem extraordinária influência sobre a forma como nos sentimos — tanto física quanto emocionalmente.


Escute música — segundo neurocientistas do Reino Unido, a música “Weightless”, de Marconi Union, é capaz de reduzir a ansiedade em até 65%. Vale a pena testar esse recurso na hora de acalmar sua irritação.


Tome um banho — a água quente promove relaxamento muscular e melhora a respiração.


Saia para uma caminhada ou faça alguns alongamentos — isso ajuda a aliviar as tensões do corpo e espairecer os pensamentos.


Leia ou assista conteúdos que tomem sua atenção por um tempo — de preferência, que não tenham relação alguma com o contexto que causa sua irritabilidade. Pode ser até uma receita de bolo ou um vídeo de filhotes. Desde que assuma o foco de sua concentração momentânea.


A distração, seja qual for, funciona como uma estratégia de enfrentamento. Interrompe o fluxo das reações automáticas.


Com a pausa, ainda que a irritabilidade não desapareça de vez, ela perde sua força.


Ao ficar mais calmo e relaxado, suas opções de conduta se mostrarão menos restritas.


4. Não se acomode


A irritabilidade, às vezes, nos vence pelo cansaço.


Desistimos de nos fazer entender. Ou entender o ponto de vista do outro.


Nos conformamos com aquele caminho conhecido, mesmo com uma coleção de resultados desagradáveis.


Alimentamos rancores, seguindo padrões do que já foi testado e reprovado.


Por quê?


Porque escolhemos nos vitimizar — ao invés de dialogar, de expor nossas insatisfações com objetividade e sugestão de mudança.


Porque protelamos a necessidade de reorganizar o ambiente, o tempo e as tarefas a cumprir, já que isso demanda energia.


Sim, modificar qualquer cenário requer esforços. E nem sempre somos recompensados instantaneamente.


Mas a verdade é que deixar tudo como está nos consome muito mais do que todo empenho voltado às soluções.


Descubra o que o atrapalha e acaba com sua paciência.


E pare de insistir na mesma abordagem para o problema!


Há sempre um “e se” escondido naquelas suas opiniões formadas.


5. Obtenha ajuda


Você já tentou todo tipo de técnica para diminuir a irritabilidade, mas não obteve nenhuma melhora?


Hora de buscar apoio extra!


Até porque a irritabilidade pode ser o sintoma de alguma condição de saúde que você não suspeita.


Converse com seu médico de confiança. Realize os exames indicados.


Se as causas da irritabilidade não estiverem relacionadas a fatores orgânicos (como alterações hormonais), é provável que o profissional lhe aconselhe tratamento psicológico.


Caso você se sinta inseguro ou tenha dúvidas sobre métodos de terapia, pode entrar em contato conosco!


Basta deixar suas perguntas no campo de comentários (no final deste post) ou encaminhá-las por meio do formulário disponível no site.


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