Transtorno do Espectro Autista (TEA): o que é, causas e tratamentos



O transtorno do espectro autista (TEA) é o termo utilizado para descrever uma variedade de distúrbios relacionados ao desenvolvimento neurológico.

Os sintomas das disfunções começam a aparecer na infância e seguem na vida adulta, pois a condição é crônica e, embora possa ser atenuada com auxílio de tratamentos, não existe cura.


Fisicamente, pessoas com autismo não diferem das outras.


No entanto, a distinção é perceptível quando levamos em conta processos de comunicação, aprendizado, comportamento e interação social.


Saiba quais são os sinais característicos de uma pessoa com transtorno do espectro autista, as causas da condição e as formas de tratamento recomendadas, seguindo a leitura deste texto.


Qual é a causa do transtorno do espectro autista?


Embora, nas últimas décadas, pesquisas sobre o transtorno de espectro autista tenham se multiplicado, a causa do distúrbio ainda não é conhecida.


Contudo, geralmente ele é atribuído a anomalias na estrutura ou função do cérebro, ocasionados por uma somatória de fatores, dentre os quais se destaca o componente genético.


Também existem evidências de fatores ambientais que aumentam o risco do TEA, incluindo:


  • idade avançada dos pais, na ocasião da concepção;

  • uso de ácido valproico (antidepressivo e anticonvulsionante) durante a gestação;

  • infecções durante a gravidez;

  • nascimento prematuro ou com baixo peso;

  • complicações no parto;

  • exposição da mãe a toxinas (poluição, drogas, tabaco…) antes ou durante a gravidez;

  • intervalo entre gravidezes inferior ao período de um ano.


Quais são os diferentes tipos de autismo?


Antes de 2013 — data da edição mais recente do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) —, não se utilizava o termo transtorno do espectro autista, mas, sim, uma segmentação em categorias.


Segundo essa nomenclatura antiga — ainda utilizada por alguns médicos — os principais tipos de autismo eram descritos como:


  • autismo clássico;

  • síndrome de Asperger;

  • distúrbio desintegrativo infantil;

  • transtorno invasivo do desenvolvimento.


A partir da publicação do DSM-5, a palavra "espectro" foi adotada, como forma de aglutinar uma ampla gama de sintomas e gravidades.


O principal argumento para essa mudança é que a tipologia confundia pais e médicos — uma vez que o conjunto de indícios varia muito, de pessoa para pessoa —, prejudicando o diagnóstico e, por consequência, o início do tratamento.


Quais são os sintomas do autismo?


Pessoas diagnosticadas com Transtorno de Espectro Autista podem apresentar sintomas como:


  • ausência de contato visual;

  • atraso no desenvolvimento da linguagem;

  • realização de movimentos repetitivos (como balançar o corpo, girar ou bater as mãos);

  • linguagem corporal incomum (muito rígida ou exagerada);

  • expressões faciais inadequadas ou escassas;

  • desenvolvimento de rotinas ou rituais inflexíveis;

  • sensibilidade atípica a texturas, odores, sons e outros estímulos;

  • inabilidade para compreender linguagem não-verbal e emoções de outras pessoas;

  • tendência a interpretações literais, com precário entendimento de metáforas, provocações, piadas…

  • problemas para comunicar os próprios sentimentos;

  • dificuldade para estabelecer e manter relacionamentos afetivos;

  • interesses obsessivos;

  • resistência ao contato físico;

  • retraimento social;

  • tom de voz anormal;

  • repetição de palavras ou frases (ecolalia);

  • respostas incoerentes com as perguntas ou assunto em pauta;

  • dificuldade para iniciar ou finalizar uma conversa;

  • relutância com adaptação a mudanças.


É importante informar que os sinais são variáveis — em termos de tipos e intensidades — de pessoa para pessoa.


Isso significa que, para que exista o diagnóstico, não, necessariamente, todos os sintomas que listamos serão observados.


Qual o tratamento para o transtorno do espectro autista?


Não há um tratamento padrão para o transtorno do espectro do autismo, mas existem formas de facilitar a adaptação de pessoas com TEA.


Com intervenções apropriadas, os sintomas são amenizados e diferentes habilidades podem ser adquiridas.


Cada pessoa precisa de uma avaliação individualizada, para que suas necessidades particulares sejam reconhecidas e um plano de tratamento possa ser traçado.


De acordo com o NICDH (Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano Eunice Kennedy Shriver), abordagens que, combinadas, trazem excelentes resultados incluem:


  • intervenção precoce;

  • fisioterapia;

  • terapia cognitivo comportamental;

  • terapia de atenção articular;

  • terapia de gestão comportamental;

  • terapias educacionais e escolares;

  • terapia fonoaudiológica;

  • terapia mediada pelos pais;

  • terapia nutricional;

  • terapia ocupacional;

  • tratamento medicamentoso;

  • ● treinamento de habilidades sociais.


13 filmes e séries sobre o autismo


A ficção pode ser uma forma de complementar — ou iniciar — o entendimento sobre o transtorno do espectro autista.


Obviamente, personagens de filmes e séries não têm a pretensão de ser absolutamente fidedignos à condição.


No entanto, guardadas as proporções, configuram uma forma relevante de familiarizar o grande público com o TEA, favorecendo a empatia frente a pessoas diagnosticadas com o distúrbio.


Dentre bons filmes e séries que retratam personagens autistas, vale mencionar:


  • Rain Man (1988);

  • Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador (1993);

  • Uma Viagem Inesperada (2004);

  • Loucos de Amor (2005);

  • Um Certo Olhar (2006);

  • Adam (2009);

  • Temple Grandin (2010);

  • Tão Forte, Tão Perto (2011);

  • Fly Away (2011);

  • Touch (2016);

  • Atypical (2017);

  • Tudo que Quero (2017);

  • The Good Doctor (2017).


Existem várias outras obras de ficção que incluem personagens com transtorno do espectro autista, como protagonistas ou coadjuvantes. Você lembra de alguma outra referência para complementar nossa lista? Então deixe sua indicação nos comentários!


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