Transtornos alimentares: 11 dicas de autoajuda

Os transtornos alimentares apresentam as maiores taxas de mortalidade entre os distúrbios psiquiátricos. Veja sugestões que auxiliam no combate ao problema.

Os transtornos alimentares resultam de condições psicológicas que levam a pessoa a adotar hábitos alimentares prejudiciais. Saiba o que fazer para enfrentar o problema.

Transtornos alimentares: 11 dicas de autoajuda


Os transtornos alimentares — anorexia, bulimia e compulsão, para citar os mais conhecidos — afetam a qualidade de vida de, pelo menos, 9% da população mundial.


Os fatos e estatísticas sobre o problema são bastante perturbadores.


Dados divulgados por organizações (voltadas ao combate de tais doenças) afirmam que:

  • Os transtornos alimentares são a terceira doença crônica mais comum em adolescentes. Ficam para trás, apenas, dos casos de asma e obesidade.

  • Cerca de 35% das pessoas com transtorno da compulsão alimentar e 30% daquelas que sofrem com bulimia são clinicamente obesas.

  • 50% das meninas e 30% dos meninos adolescentes usam comportamentos não saudáveis para controlar o peso.

  • 13% das mulheres com mais de 50 anos apresentam sintomas de transtornos alimentares.

  • 40% das pessoas afetadas por um transtorno alimentar sofrem de bulimia.

  • 3% das adolescentes do sexo feminino têm bulimia.

  • 25% dos indivíduos com anorexia nervosa são do sexo masculino.

  • Os transtornos alimentares apresentam as maiores taxas de mortalidade entre os transtornos psiquiátricos.

  • Uma morte a cada 52 minutos é resultado direto de um transtorno alimentar.

Além dessas estatísticas alarmantes, há uma forte conexão entre distúrbios alimentares e suicídio.

Segundo a ANAD (National Association of Anorexia Nervosa and Associated Disorders), 26% das pessoas com transtornos alimentares tentam o suicídio.

Não existem dois transtornos alimentares iguais. Não existem dois indivíduos iguais. Não existem dois caminhos para a recuperação iguais. Mas a força de todos para alcançar a recuperação é a mesma.” — Brittany Burgunder

Quais são os efeitos colaterais dos transtornos alimentares?


Comportamentos não saudáveis em relação aos hábitos de alimentação causam severos danos à saúde física e mental.


As consequências mais comuns incluem:

  • problemas neurológicos;

  • anemia;

  • insônia;

  • pele ressecada e queda de cabelo;

  • convulsões;

  • cãibras musculares;

  • obesidade;

  • diabetes tipo 2;

  • doenças cardíacas;

  • depressão;

  • ansiedade;

  • fadiga;

  • pressão alta;

  • níveis elevados de colesterol;

  • dor nas articulações;

  • problemas digestivos.

Não deixe sua mente intimidar seu corpo, acreditando que ele deve carregar o fardo de suas preocupações.” — Astrid Alauda

Por que é tão difícil para as pessoas com transtornos alimentares pedirem ou aceitarem ajuda?


Existem diversos fatores que dificultam o pedido de ajuda e busca por tratamento. Vamos citar aqueles que parecem mais recorrentes:

  • Pessoas com transtornos alimentares sentem vergonha de admitir que têm um problema com os hábitos de alimentação.

  • Acreditam que devem ser capazes de vencer o transtorno sozinhas.

  • Não percebem o transtorno como uma doença.

  • Consideram seus hábitos “úteis”. Nesse ponto, é importante enfatizar que isso ocorre porque as pessoas com distúrbios alimentares, geralmente, têm uma imagem distorcida do próprio corpo. Tais percepções conduzem a pensamentos obsessivos, sempre muito difíceis de modificar.


De fato, pode ser difícil conversar com amigos e familiares sobre transtornos alimentares.


Como eles se preocupam com bem-estar e saúde daqueles que amam, é natural que tenham reações negativas quando percebem essa realidade.


Eles querem ajudar! Apenas não sabem como...


Se você enfrenta a anorexia, bulimia ou compulsão alimentar, experimente falar com um psicólogo.


Ele te ouvirá sem fazer críticas ou julgamentos.


E, justamente por entender as dificuldades que você vivencia, saberá propor um programa de tratamento adequado à sua condição.


Se a linha de chegada parecer muito distante, não olhe para ela. Basta olhar para os pés e dar o próximo melhor passo.” — Melissa McCreery

11 dicas de autoajuda para quem sofre com transtornos alimentares


As dicas abaixo não substituem o tratamento profissional — absolutamente necessário para quem enfrenta o problema.


No entanto, as sugestões podem ser um incentivo ao processo de enfrentamento.


Leia cada uma delas, com a mente aberta. E disposto a colocá-las em prática.


Comece por aquelas que te parecem mais simples de aderir. Com o passar dos dias, volte a esta lista e decida por um novo desafio.


1. Descubra seus gatilhos.


Perceba quais humores, sentimentos e situações costumam estar relacionados aos seus maus hábitos alimentares.


2. Registre sua alimentação num diário.


Escreva o que você come, quando come e quais pensamentos e sentimentos acontecem nessas horas.


Esse recurso é útil para entender a relação entre a comida e seu bem-estar.


Nota: Se você precisa de orientações para fazer o registro de pensamentos, comportamentos e emoções, confira instruções para começar um bullet journal. O método é prático e será de grande ajuda.

3. Mantenha-se hidratado.

Não espere a sede chegar: acostume-se a beber água em diferentes momentos do dia. Um copo de água (pura) entre as refeições ajuda a diminuir a compulsão alimentar.

Estudos mostram que o consumo de água aumenta a sensação de saciedade e diminui a ingestão calórica.


4. Invista na qualidade do seu sono.


Dormir pouco — menos de 8 horas diárias — desequilibra seus níveis de fome, apetite e até seu peso corporal.


Para melhorar a qualidade do sono, confira 17 dicas para dormir melhor.

5. Planeje sua alimentação.


Defina o que vai comer com antecedência e siga sua programação. Deixar para decidir o que vai comer na hora da fome pode te induzir a escolhas ruins, que levam ao descontrole.


6. Elimine tentações.


Não guarde guloseimas em casa!


7. Faça várias refeições ao longo do dia.


Comer com frequência, em quantidades moderadas, ajuda a controlar a compulsão alimentar.


Seja disciplinado e mantenha horários regulares para suas refeições.


Converse com um nutricionista para obter sugestões que se adaptem à sua necessidade.


8. Pratique o autocuidado.


Crie e cultive rotinas que proporcionem um bom relacionamento com seu corpo.


9. Leia relatos de outras pessoas que passaram pelo problema.


Veja como foi seu processo de recuperação. Saiba o que as ajudou.


Essa sugestão também é importante porque vai te auxiliar numa etapa complicada de sua jornada: entender e admitir que seus hábitos alimentares são perigosos.


Sugestão: O livro Fazendo as pazes com o corpo, de Daiana Garbin é uma excelente referência de leitura. No site da CEPPAN (Clínica de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia) você pode conferir uma resenha da obra.

10. Aceite ajuda para vencer o problema.


Participe de grupos de apoio. Converse com um psicólogo.


É possível realizar essas duas ações sem nem mesmo sair de casa.


No Facebook, por exemplo, você encontra grupos de apoio voltados a diferentes distúrbios de alimentação.


Quanto à terapia, as sessões online são tão eficazes (e sigilosas) quanto às consultas presenciais.


11. Aprenda táticas para contornar impulsos.


Uma estratégia eficiente consiste em distrair o impulso, realizando outra ação no lugar do comportamento compulsivo.


Experimente estas alternativas:

  • tome um banho;

  • faça alongamentos;

  • ouça música;

  • pratique meditação;

  • limpe ou organize algum cômodo da casa;

  • saia para uma caminhada;

  • assista a um filme ou episódios de sua série favorita.

Faça diversas experiências e descubra o que funciona como "estratégia de distração" para você.

Crie sua própria lista, com ideias de distrações que sejam viáveis em diferentes momentos de sua rotina.


Mantenha a lista num lugar que ela possa ser consultada facilmente.

No bloco de notas de seu celular, por exemplo.


A coragem nem sempre ruge. Às vezes, a coragem é a voz baixa no final do dia que diz: Vou tentar novamente amanhã.” — Mary Anne Radmacher

Dúvidas? Sugestões?


Fique à vontade para escrevê-las nos comentários ou entrar em contato pelo formulário do site.




Clinica de Psicologia Nodari

Clínica de Psicologia Especializada em Terapia Cognitivo Comportamental.

Está localizada na Vila Mariana/SP

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