Vitimização é uma vilã causadora de sofrimento; saiba como a terapia pode auxiliar

Atualizado: 5 de Ago de 2019



Pessoas que são atormentadas por pensamentos extremistas costumam repetir as seguintes frases: “nunca”, “sempre”, “tudo” e de forma irracional generalizam as situações negativas sob o grande risco de se tornarem vítimas de todas as circunstâncias.


A perspectiva será muitas vezes negativa e a autoimagem focada nas experiências que não deram certo, não pelo próprio comportamento, mas por conta das situações externas, sejam elas familiares, relacionamentos, finanças e tantos outros cenários que não a favorecem.


Essas pessoas são consideradas vítimas, pessimistas e negativas, pois bloqueiam a própria vida com pensamentos inconscientes. Os pensamentos polarizados são distorções cognitivas classificadas por Aaron Beck, fundador da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).


De acordo com a interpretação de quem possui esse padrão cognitivo polarizado, todo mundo consegue dar passos rumo ao sucesso, seja na vida profissional ou relacionamentos. Entretanto, quando chega à própria vez, “sempre” acontece algo muito negativo, como se o azar fosse um ímã na vida dessa pessoa.


Precisamos falar sobre prevenção de transtornos emocionais.


Acontece que essa conclusão não é real, mas sim distorcida por pensamentos automáticos. Deixa de arriscar, tomar iniciativa e não consegue sozinho elaborar pensamentos racionais, assim como estabelecer novas perspectivas acerca do que precisa mudar.


Portanto, a TCC irá contribuir com uma reestruturação cognitiva que é um treino de mudança de padrões de pensamentos a partir do questionamento sobre os pensamentos automáticos.


O que o pensamento polarizado pode gerar?


A falta de iniciativa para mudar aquilo que precisa é um dos sinais do pensamento polarizado. A justificativa é de que a última experiência deu errado, portanto, arriscar novamente é se fadar ao fracasso.


Não se trata de um simples capricho, mas um bloqueio emocional que impede a pessoa de questionar a situação sobre novas perspectivas racionais, por exemplo:


  • A situação passada foi negativa, no entanto vive-se o presente que é uma nova realidade com pessoas e cenários diferentes;

  • Será que a situação passada foi totalmente negativa? Quais foram os aprendizados que ela gerou?

  • Quais seriam as novas estratégias para reverter o que deu errado?

  • O que a pessoa tem feito para mudar esse cenário?


Esses são alguns exemplos de questionamentos a cerca dos pensamentos distorcidos. Contribuem para a tomada de consciência e reestruturação de esquemas cognitivos com base em fatos e eliminação de crenças.


Sentimento de fracasso e injustiça


A sensação para essa pessoa é de que em alguns momentos se esforça muito mais do que os demais, e ainda assim, não obtém resultados positivos. Muitas vezes, o pensamento distorcido de quem possui esse desequilíbrio emocional é de que as vitórias alheias são mais fáceis e todo mundo parece ser mais inteligente e sortudo.


Entretanto, nada disso condiz com fatos, são crenças. Afinal, não existe a possibilidade de tentar adivinhar como funcionam as experiências alheias, além das dificuldades e desafios que enfrentam nas próprias vidas.


Junto a distorção cognitiva polarizada “vitimização” o que também pode ocorrer é o desenvolvimento de outra distorção definida por Aaron Beck, como o Raciocínio Emocional.


São crenças que não condizem com a realidade fazendo com que a pessoa tenha foco em acontecimentos negativos que podem ocorrer na vida de qualquer um e não há controle sobre eles. A análise é completamente emocional, focada em inseguranças e comparações.


Tudo ou nada? Compreenda os riscos ao adotar comportamentos extremos.


Nesse caso a TCC atua com reforços cognitivos que auxiliam no processo de obter avaliação racional acerca das dificuldades. Separar o que é real, identificar crenças e treinos para resgatar domínio da própria vida.


Exemplos de pensamentos automáticos na distorção polarizada:


“O meu marido é uma pessoa muito difícil, não adianta dialogar, não existe nenhuma solução para melhorar o relacionamento”;


“Onde trabalho é extremamente estressante, sinto muita tristeza ao ter que acordar todos os dias e encarar o ambiente. Porém, as taxas de desemprego estão enormes, nem adianta procurar novas oportunidades”;


“Relacionamentos são complicados, já fui traído (a). Dedico-me somente a vida profissional, pois não tenho sorte na área afetiva”.


A psicoterapia irá atuar orientando o paciente sobre as alternativas para encarar os problemas relatados, além de proporcionar maior esperança e autonomia para mudar questões conflitantes que fazem parte do bloqueio.  


Os exercícios de reestruturação cognitiva não são restritos à consulta. O paciente pode receber atividades para realizar em casa ao longo da semana com foco na análise dos pensamentos automáticos e a aplicação de novas abordagens para lidar.


Todas as pessoas estão sujeitas aos pensamentos automáticos, polarizado e outras distorções cognitivas enumeradas por Aaron Beck.


No lugar de categorizar o pensamento distorcido como parte da personalidade ou azar, é importante perceber quais são os prejuízos gerados para os relacionamentos, saúde emocional e aspectos gerais da vida.


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